Fui para o meu apartamento depois de explicar para a recepcionista - chamada Tsuyu Asui, aliás - o porquê de eu ter saído daquela maneira e sem lhe entregar a chave, recebendo um abração consolador da mesma.
Quando cheguei lá, quase tive um infarte por encontrar a porta destrancada, mas daí eu me lembrei que não tive tempo nem de fazer isso quando saí.
Entrei na residência e me joguei no sofá, enterrando a cara na almofada e começando a chorar enquanto me lembrava das palavras humilhantes faladas por aquele homem.
– Desculpa bucho, mas hoje vou sair para beber.- Falei para mim mesma com o indicador levantado para cima.
O problema é que ainda é de manhã, então teria que esperar até de noite para poder sair beber - porque daí eu vou ficar bêbada e, talvez, tenha a sorte de ser atropelada quando atravessar a rua.
Agora não sei mais sobre nada da minha vida, a única coisa que tenho certeza é que tô fudida.
– Quer saber?- Me sentei no sofá.- Eu não quero mais! Se não vai ser do meu jeito, não vai ser de jeito nenhum! Porque eu fiz tudo como estava combinado com a vida…
Continuei reclamando enquanto ia até a cozinha e preparava um café da manhã bem podre só para não passar fome.
Depois fiquei comendo enquanto pensava no que fazer de almoço, mas acabei decidindo pedir uma pizza (do seu gosto) e, de acompanhamento, irei beber o vinho que uso como enfeite em cima da geladeira.
Assim que terminei de comer, fui para a sala de estar e novamente me joguei no sofá, liguei a televisão e fiquei passando por vários canais até achar um de desenho.
A partir disso, fiquei assistindo televisão por um bom tempo, escutando meu celular tocar na minha bolsa - a qual estava jogada no chão -, mas sem ânimo para pegar ela e atender seja lá quem fosse.
Teve uma hora que fiquei só cantando a música do toque - Superman, do Eminem, no caso -, isso para esfregar na cara da vida como o meu foda-se é bonito.
– Apenas um milagre para me tirar disso.- Resmunguei, e o telefone tocou de volta.- No~ssa, será que eu estava ignorando o sinal de Deus até agora?
Me levantei do sofá, abri a bolsa e tirei meu celular da mesma, vendo o número da minha tia estampado na tela.
– A gente fala de Deus e é o Diabo que aparece.- Murmurei e atendi a ligação.- Qual foi?
– "QUAL FOI"?! POR QUE VOCÊ NÃO ME ATENDEU ATÉ AGORA?!- Gritou, fazendo eu ficar pensando se ela enfiou o microfone no cu e agora acabou indo pela boca.
– Primeiramente, tô depressiva; segundamente que responde o primeiramente, tô desempregada.- Disse com uma voz cansada enquanto me sentava no chão, e ela ficou em silêncio.
– {Nome}, você fez eu perceber o erro que eu acabei de cometer com o meu próprio filho.- Falou decepcionada.- Ache um jeito rápido de catar um trabalho.
– Pra quê? Para ser humilhada?
– Não, porque teu primo tá indo passar um tempo com você aí.- Arregalei os olhos.
– O quê?!- Me levantei abruptamente.
– Amanhã de tarde ele já deve chegar aí, até lá dá tempo de você achar um emprego ou um bico.- Soltou um suspiro.- Tô mandando um dinheiro para ajudar vocês aí.
– Mas por que ele tá vindo aqui?- Passei as mãos pelos meus cabelos.
– Tô indo viajar, {Nome}. E você sabe que ninguém, além da senhorita, me trata bem…quer dizer, faz o melhor para me tratar bem.
– É.- Resmunguei.- Olha, vou tentar dar o meu melhor, tá legal?
– Espero que sim.
– Tá bom, tô indo ver o que posso fazer no momento.- Caminhei lentamente ao sofá.
– Tá bom, tchau.- Desligou a chamada, e eu joguei meu celular na mesinha de centro.
– Vai tomar no cu, não vou ir ver nada agora.- Me joguei no sofá e continuei assistindo desenho.
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Várias horas se passaram e meu alarme despertou avisando que seria o horário de almoço do trabalho, então desliguei o mesmo e me levantei do sofá.
Fui para a cozinha e parei em frente a geladeira, procurando no meio daqueles papéis colados na mesma, o número de telefone da pizzaria.
– Achei.- Arranquei o papelzinho e disquei o número no celular.
Em seguida, liguei e levei o telefone à minha orelha, levando um susto ao ouvir a voz alegre da mulher que me atendeu.
Fiz o meu pedido e, quando ela avisou que estava anotado, me despedi e desliguei o telefone.
Nisso, após passar as mãos pelos meus cabelos mais uma vez, deixei o celular em cima da mesma e fui para a pequena lavanderia do meu apartamento.
Lá, peguei as coisas para fazer uma rápida faxina, já que não quero dar na cara do entregador que estou desempregada e agora só estava na terra para representar a definitiva vagabundice.
Amarrei o meu cabelo e comecei a minha arrumação, a qual foi bem rápida depois que eu coloquei na televisão um canal de música e fiz tudo na maior diversão.
Bem que dizem: quando fazemos as coisas com gosto, tudo sai uma maravilha.
Mentira, nunca ouvi ninguém dizer isso para mim e muito menos para os outros, mas isso é poético de alguma forma - na minha humilde opinião.
Quando terminei a faxina e deixei as coisas na lavanderia, meu celular tocou novamente e eu saí correndo, ficando muito feliz por ver o número da recepção na tela.
Obviamente atendi.
– Menina, um entregador muito bonito tá aqui dizendo que você pediu uma pizza, é verdade?- Perguntou baixinho, e eu dei risada.
– Sim, pode mandar ele subir.
– Tá bom, mas se ele perguntar se você quer mais que a pizza, aceite.- Riu e desligou.
Caí na gargalhada por um tempo; só ela mesmo para poder alegrar meu dia.
Desliguei a televisão e me sentei no sofá, esperando pelo tal entregador bonitão na maior ansiedade possível, porque fazia tempo que eu não via um homem bonito na minha vida.
Pensando nisso, repentinamente bateram na porta, então meu coração começou a acelerar e várias cantadas começaram a surgir na minha cabeça.
Me levantei do sofá e fui lentamente até a porta, a qual abri e fiquei encarando o entregador por vários minutos, até que…
– Caralho!- Falamos em uníssono.
– Não acreditou que é você o entregador gostosão, Kirishima.- Abracei ele.
– Entregador gostosão?- Ele perguntou rindo e retribuindo um abraço.
– Deixa baixo, agora me diga como você está, faz muito tempo que não nos vemos.
– Verdade, mas eu tô bem, e você?- Sorriu gentilmente.
– Mais ou menos.- Coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.- Quer entrar?
– Não, tenho mais entregas para fazer.- Sorriu gentilmente.- Quer sair mais tarde?
– Pode ser, eu já estava pensando em sair para beber hoje a noite mesmo.- Deu de ombros.
– Certo, então às oito e meia da noite eu vou estar te esperando, ok?- Me entregou a pizza, e eu assenti com a cabeça.- Tchau, até mais tarde.
– Até.- Sorri e fechei a porta quando ele virou as costas.
Estava me sentindo bem, mesmo depois de ter passado por todas aquelas merdas mais cedo, mas me senti muito melhor quando abri a caixa da pizza e respirei fundo para saborear aquele maravilhoso cheiro.
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𝔒 𝔇𝔢𝔰𝔱𝔦𝔫𝔬 𝔫𝔬𝔰 𝔰𝔲𝔯𝔭𝔯𝔢𝔢𝔫𝔡𝔢
Fanfiction🥇#katsuki 🥇#bakugou 🥇#katsukibakugou Narrado pela própria protagonista. {Nome}, uma mulher que sempre foi dedicada ao seu trabalho, mas após um tempo as coisas começaram a sair fora do controle. Não conseguia mais acordar cedo e acabava se atra...
