50°- Surpresas

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☦︎༄Dia seguinte.
☦︎༄08:35.

Acordei sentindo as minhas pernas doerem um pouco, talvez por conta do que aconteceu noite passada - no caso, muito sexo.

Olhei ao redor meio desorientada, vendo que ainda estava na cama da pousada, a qual Katsuki alugou para ficarmos aquela noite, e com o corpo completamente nu.

O loiro ainda estava deitado entre as minhas pernas, com seus lindos olhos vermelhos vidrados em mim de uma forma que fez meu corpo arrepiar. 

Me espreguicei e dei um selinho nele, o qual sorriu de canto, saiu preguiçosamente de cima de mim e se sentou na beirada da cama.

Com isso, me sentei na mesma também e comecei a dar beijos nas suas costas, em seguida passei o indicador pelas marcas que deixei na mesma.

– Foi uma noite incrível.- Afirmei.

– Realmente.- Me olhou por cima do ombro.

– É impressionante como até nisso você é ótimo.- Sorri, e ele riu.

– Eu sei, mas sem você não sei como poderia ser melhor.- Passou as mãos pelos seus cabelos.- Vamos voltar para a sua casa já?

– Não.- Neguei.- Quero ficar mais um tempo sozinha com você.

– Nossa, me sinto honrado agora.- Se levantou e estalou os dedos.- Vou dar uma saída rápida então.

– De novo? Poxa, se é desse jeito, me leve para casa.- Me levantei também.

– Amor, é por algo bom.- Segurou as minhas mãos.- Você vai gostar.

– Se eu não gostar, juro que vou te engasgar.- Resmunguei, fiz ele soltar as minhas mãos e fui para o banheiro.

– De que forma?- Perguntou vindo atrás de mim.

– Não posso contar, é surpresa.- Fechei a porta após entrar no cômodo.

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Katsuki já havia saído faz alguns minutos, e nesse momento estou recolocando as minhas roupas e ajeitando o meu cabelo.

Na verdade, estava fazendo o possível para não parecer que tive uma noite de transa cheia de posições que eu nunca tinha visto na minha vida.

Enfim, como estava na frente de um escolho de corpo inteiro, aproveitei para ver as marcas que Katsuki havia deixado por praticamente todo o meu corpo.

Em seguida, soltei um suspiro, fui até o criado-mudo ao lado da cama e abri a gaveta do mesmo, pegando um dos chocolates que havia em dentro da mesma.

Após abrir o mesmo, fui até a janela e fiquei olhando a paisagem que eu podia ver por ela, a qual - aliás - era do mar.

Incrível como a minha mente conseguia se perder naquelas ondas e suas quebras, fazendo com que, ao mesmo tempo, diversas lembranças surgissem.

Como quando eu caminhava na praia apenas para esquecer dos meus problemas, mas sempre com o sonho de poder fazer isso durante a noite.

Mas nunca fui liberada para isso e nem preciso explicar o porquê disso.

Dei mais uma mordida no chocolate e passei as mãos pelos meus cabelos, sentindo um sorriso bobo surgir no meu rosto repentinamente.

De qualquer forma, agora vivo em uma extrema paz.

Foi então que repentinamente senti alguém me abraçar fortemente por trás, fazendo eu levar um susto e quase derrubar o chocolate.

– Porra!- Me virei brava, e ele me deu um beijo rápido.- Você gosta de me matar do coração.

– Gosto, porque não existe uma expressão específica que eu goste, pois você é incrível em todas.- Levou suas mãos para a minha bunda e apertou a mesma.- Agora vamos.

– Para onde?

– Para ver o que eu trouxe para você.- Se soltou de mim.

– Não consigo nem imaginar o que é.- Murmurei e comecei a ajeitar as coisas para sairmos.

Quando já estávamos no elevador, Katsuki segurou a minha mão com firmeza e se aproximou para dar diversos beijos na minha bochecha.

Provavelmente estava fazendo isso para tentar aliviar o surto que possivelmente vou ter - e olha que eu não faço ideia do que é.

E, nisso, a porta de pavimento se abriu e nós saímos do prédio. Olhei ao redor sem entender, pois ali na frente só havia o carro dele e de outra pessoa.

Esse era um SUV Fiat e possuía um cachorro da raça Golden Retriever dentro, o qual latiu para mim ao me ver.

A partir disso, me virei para Katsuki sem entender nada, e ele começou rir pra caralho.

– Vou te dar uma dica.- Afirmou rindo.- A sua mãe me disse que você fez a sua carteira de motorista antes de ir embora.

– Espera.- Me virei para o outro carro.- Não acredito.- Comecei a rir de nervoso.

– Pode acreditar.- Resmungou e pegou a minha mão, colocando a chave do carro na mesma.

Corri até o carro, fui para o lado do motorista, abri a porta e entrei no automóvel, soltando um gritinho após ligar o mesmo e depois desligar.

Acariciei o cachorro e olhei para Katsuki, o qual estava se aproximando do carro e vindo até a janela.

– Pega.- Me entregou a minha carteira de motorista e outras coisas.- Ainda sabe como dirigir?

– Sei.- Dei um selinho nele.

– Tem certeza?- Arqueou uma sobrancelha.

– Sim, não precisa se preocupar - Acariciei seu rosto.- Muito obrigada por isso e me desculpa por não poder te dar nada.

– Olha, você me deu amor e uma coisa muito boa ontem de noite, então não preciso de mais nada.- Mandou uma piscadela.

– Você não presta.- Falei negando com a cabeça.

– Já escolheu o nome do cachorro?- Apontou para o mesmo.

– Sim, é Marley.- Me virei para o cão.- Vai ser como Marley e eu.

– Boa referência.- Comentou.- Vamos para casa?

– Claro, quero muito mostrar para minha mãe.- Liguei o carro, e Katsuki deu alguns passos para trás.

– Vai indo então.- Acenou.

Sorri convencida para ele, coloquei o cinto de segurança em mim e no cachorro também, liguei o carro e comecei a dirigir, tudo isso em poucos segundos.

Com isso, uma das melhores sensações que já tive na minha vida surgiu em mim: felicidade.

Quando parei no sinal fechado, olhei para o lado e soltei uma risada alta ao ver Katsuki ali, com seus óculos e um sorriso de canto na cara.

– Você ficaria muito gostosa se colocasse um óculos agora!- Afirmou, e eu dei de ombros.

– Vou deixar isso para outro dia!- Mandei uma piscadela para ele.

Foi então que o sinal abriu, e nós aceleramos ao mesmo tempo, enquanto isso eu me sentia como se estivesse em uma corrida de verdade. 

Nisso, comecei a me sentir mal com a velocidade e então diminuí a mesma, fazendo com que vários carros facilmente me ultrapassassem e Katsuki ficasse bem a frente.

Várias lembranças loucas passaram pela minha cabeça e a partir disso me obriguei a estacionar na frente de um mercado.

Uma das memórias que tive foi de quando meu pai estava bêbado e decidiu dirigir em uma velocidade extrema, isso comigo e minha mãe no carro.

Como já imaginava, ele perdeu o controle e acabou batendo contra uma árvore, mas - mesmo nós tendo ido para o hospital com machucados leves - sobrevivemos.

Eu era pequena, então mesmo assim fiquei muito traumatizada.

𝔒 𝔇𝔢𝔰𝔱𝔦𝔫𝔬 𝔫𝔬𝔰 𝔰𝔲𝔯𝔭𝔯𝔢𝔢𝔫𝔡𝔢 Onde histórias criam vida. Descubra agora