Ele foi embora minutos depois, e eu fui começar a fazer um almoço para mim, estranhando por não ter alguém almoçando comigo como estava acontecendo nesses dias.
Kirishima e Kaminari, mesmo já quando já haviam terminado de me ajudar com as coisas, continuaram vindo aqui em casa até ontem por conta da minha dificuldade em fazer as coisas com os gessos.
Mina deve ter avisado Kishima sobre isso - óbvio, vão ter um encontro -, e ele passou a mensagem para Kaminari.
Passei as mãos no meu cabelo, cruzei meus braços e me recostei na beirada da pia ao lado do fogão, onde já estava cozinhando o arroz e esquentando a carne.
Foi então que ouvi o meu celular tocar em cima da mesa, fazendo eu levar susto e rapidamente pegá-lo para olhar quem, arregalando os olhos ao ver que era Midoriya.
Não havia bloqueado ele depois daquele dia, porque sabia que de qualquer forma o esverdeado não iria me mandar mais nenhuma mensagem pelo resto de sua vida - mas, me enganei.
Larguei de volta o celular, deixando que tocasse o quanto quisesse, e voltei a minha atenção para a comida, dando uma mexida nas panelas antes de começar a fazer uma saladinha.
Confesso que fiquei curiosa em saber o motivo da ligação desse homem, porque já faz muito tempo desde o dia no qual eu o vi e conversei pela última vez.
Fiquei mais tranquila quando o celular parou de tocar, mas franzi o cenho ao retornar. Sendo assim, desliguei o telefone e continuei a fazer minhas tarefas normalmente.
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☦︎༄17:06.
Coloquei a lasanha no forno e comecei a organizar as coisas, colocando as louças sujas na pia, limpando a mesa e guardando as coisas que utilizei.
Era como se eu tivesse tirado o dia só para fazer comida, porque tem um bolo ao lado do forno, uma torta de chocolate dentro da geladeira e agora a lasanha quase pronta.
Liguei meu telefone, vendo com desânimo um monte de ligações perdidas de Midoriya de 5 minutos atrás, mas fiquei assustada ao perceber quatro ligações de Katsuki de mais de 20 minutos atrás.
Retornei a ligação, não ficando surpresa por ele ter atendido no primeiro toque.
– Estou indo buscar Kota, daqui a pouco eu já estou em casa.- Avisou.- Por que não me atendeu antes?
– Bom, isso é algo que vou precisar te contar quando você chegar em casa.- Murmurei e fui dar uma olhada na lasanha.
– Tá bom.- Escutei o barulho de uma porta se abrindo e depois fechando.
– Oi, {Nome}.- Disse Kota com uma voz animada.
– Oi, meu bem. Como foi de escola?- Senti um sorriso surgir no meu rosto.
– Bem, tirei dez na prova de matemática porque eu sou foda.- Falou convencido, e Katsuki riu.
– Mas, espera.- O loiro começou a resmungar.- Por que na maioria das vezes você só coloca apelidos carinhosos nele?
– Poxa, me economiza.- Desliguei a chamada, sabia exatamente o que ele iria começar a dizer.
Voltei a minha atenção para a lasanha. Peguei a luva térmica, abri a porta do forno e puxei a assadeira um pouco para a frente para dar uma olhada por cima da comida.
Percebendo que ainda não estava pronta, coloquei de volta no lugar, fechei o forno e tirei as luvas. No mesmo instante, Katsuki entrou em casa e veio para a cozinha.
– Você não desligue mais a porra da chamada do nada.- Resmungou o homem se aproximando de mim.
– Vou desligar sim, porque sei quando você vai começar com suas crises de ciúmes.- Virei as costas para ele, dando a volta pelo outro lado da mesa e indo subir as escadas.
Quando cheguei no andar superior, peguei meu pijama de unicórnio, roupa íntima e uma toalha de banho, em seguida caminhando até o banheiro e fechando a porta do mesmo.
Estendi a toalha por cima do box, para ficar mais fácil de pegar, e comecei a tirar a minha roupa, jogando as sujas em dentro do cesto e colocando as limpas em um canto da pia.
Amarrei os meus cabelos em um delicado coque em cima da minha cabeça, pois hoje não é dia de lavar o cabelo e olhei para a porta do banheiro, escutando barulhos vindo do quarto.
Depois, entrei no box, liguei o chuveiro e esperei a água ficar mais morninha antes de me molhar, deixando escorrer primeiramente pela parte da frente do meu corpo.
Enquanto me virava, vi Katsuki tirando a sua camisa, levando a minha atenção para a parede no mesmo instante para que ele não começasse a pensar merda.
Não demorou para ele entrar no box, fazendo um sinal com a mão para que eu fosse para o lado e depois começando a se molhar.
– Por que não me atendeu?- Arqueou a sobrancelha.
– Eu tinha desligado o celular porque estava recebendo muitas ligações.- Expliquei passando o sabonete na esponja de banho.
– Quem era?- Passou as mãos nos seus cabelos para molhá-los melhor.
– Midoriya.- Percebi ele ficar paralisado, encarando o chão enquanto a água ainda escorria por seu corpo e seus cabelos.
– Você não atendeu nenhuma vez, né?- Levou lentamente seu olhar para mim.
– Claro que não.- Respondi começando a me esfregar.
– Só que como ele está te ligando? Você não tinha excluído ele de tudo?
– Eu só tinha o telefone dele, mas com as coisas que rolaram depois de sairmos da festa e do trabalho, nem lembrei.- Dei de ombros.
– Ele tinha mandado algo para você antes de tudo isso?- Desligou a torneira e se aproximou de mim.
– Não, eu teria dito para você.- Esfreguei um pouco mais os meus braços e entreguei a esponja para ele.- Se ele ligar de novo, pode atender por mim.
– Isso seria uma honra, mas eu tenho uma ideia melhor.- Me deu um beijo rápido.- Você atende, e eu vou escutar, mas juro que se ele falar mais do que o necessário, não irei resolver as coisas só por telefone.
Encarei profundamente os olhos do loiro, os quais pareciam deixar claro que ele não estava mentindo e não iria deixar ninguém impedi-lo de agir da forma certa: na porrada.
Dei um selinho nele e fui me lavar, concluindo que eu iria ser a pessoa na qual vai impedir ele caso as coisas começassem a ir longe demais.
Não quero ver as coisas ficando feias para o lado dele, porque de uma coisa eu tenho certeza: se Midoriya fizer merda, os prováveis anos de sua vida irão diminuir para horas ou até minutos.
Sei que seria bom caso isso acontecesse, mas uma morte pode gerar longos dias atrás das grades.
Terminei de me levar, mordi meu lábio interior e parei bem na frente de Katsuki, impedindo ele terminar seu banho.
– Sei que é capaz de tudo, mas eu não serei capaz de absolutamente nada caso o meu futuro marido fosse parar na porra de uma prisão.- Afirmei e saí do box.
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𝔒 𝔇𝔢𝔰𝔱𝔦𝔫𝔬 𝔫𝔬𝔰 𝔰𝔲𝔯𝔭𝔯𝔢𝔢𝔫𝔡𝔢
Fanfiction🥇#katsuki 🥇#bakugou 🥇#katsukibakugou Narrado pela própria protagonista. {Nome}, uma mulher que sempre foi dedicada ao seu trabalho, mas após um tempo as coisas começaram a sair fora do controle. Não conseguia mais acordar cedo e acabava se atra...
