69°- Uma grande mudança

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(Grande quebra de tempo pela frente.)

Acordei sentindo mãos grossas deslizarem pelos lados do meu corpo, em seguida arfei ao sentir uma mordida na curvadora do meu pescoço e me virei.

Como já esperava, era Katsuki.

Sorri para ele e, aproveitando que o mesmo estava em cima de mim, cruzei mais uma vez as minhas pernas ao redor de seu corpo, o pressionando contra mim.

– {Nome}.- Sussurrou ele quando comecei a dar beijos na curvatura do seu pescoço.- Eu ainda preciso trabalhar.

– Porra, você é o próprio empata-foda agora.- Resmunguei soltando ele e me espreguicei.- O que veio fazer aqui então?

– Trazer seu almoço, imaginei que iria dormir a manhã inteira e depois só pediria uma pizza.- Tirou o cabelo do meu rosto.

– Na verdade, ainda tem o resto da janta que fiz ontem a noite.- Dei de ombros e me sentei.

– De qualquer forma eu trouxe comida para você.- Se levantou.- Agora vou ir de novo.

– Vá.- Murmurei gesticulando com a mão.

– Nossa, eu também te amo.- Beijou a minha testa e saiu do quarto.

Levantei depois que escutei a porta do apartamento se fechar, indo para a cozinha e sentindo um sorriso se abrir no meu rosto ao ver um prato de comida em cima da mesa.

Peguei um garfo e uma faca da primeira gaveta da pia, me sentei à mesa e comecei a comer, sorrindo igual uma boba por perceber que tinha o gosto exato da comida do loiro.

Bom saber que não pegou a comida daquele restaurante.

Fiquei pensando o quanto é bom sentir ele ao meu lado novamente mesmo essa saudade ter durado por mais de uma semana.

Contudo, a cada dia longe parecia um ano, pois o tempo brincava com a minha cara pela lerdeza na qual eles passavam - o que resultou em alguns momentos de câmera lenta.

Enfim, após terminar de almoçar, lavei, organizei a louça e em seguida voltei para o quarto, peguei meu celular de cima da escrivaninha e sorri ao ver que havia algumas mensagens de Katsuki.

~Começa a arrumar as suas coisas, de noite vou passar aí te ajudar a levar tudo de volta para casa

Li a mensagem, joguei meu celular em cima da cama e corri tirar as malas do canto do quarto antes de abrir e jogá-las pelo canto do quarto.

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☦︎༄Três anos depois.
☦︎༄Terça-Feira.
☦︎༄19:23.

– Deixem ali.- Afirmei para Kirishima e Kaminari apontando para o local.

Eles deixaram o sofá onde eu mandei e praticamente se jogaram para trás, ficando sentados no chão na intenção de descansarem um pouco.

Sim, nos mudamos, mas dessa vez para a nossa própria casa e nossos móveis, a qual parecia ter mais espaço do que o apartamento.

Soltei uma risada baixinha, fui para a cozinha, abri a geladeira, peguei duas latinhas de cerveja e levei para os dois, os quais já haviam se acomodado no sofá.

Entreguei uma para cada um e me sentei entre os dois, rindo ao escutar eles soltar um suspiro de alívio depois de tomarem o primeiro gole da bebida.

– Queria poder ajudar vocês.- Murmurei cruzando os braços e olhando para a minha perna e braço cobertos de gesso.

Semana retrasada havia caído feio da escada quando estava ajudando Katsuki a levar o colchão da nossa cama para o andar superior.

– Não se preocupe, {Nome}. Mesmo se estivesse sem esses machucados, Katsuki não ia gostar da gente deixar você nos ajudar.- Kirishima bagunçou o meu cabelo.

– É verdade.- Kaminari concordou.

– Enfim, o que mais falta?- Kirishima deu mais um gole na cerveja.

– Não são muitas coisas, só as duas poltronas, a mesinha de centro e o balcão.- Falei com indiferença.

– Tá, depois é só as decorações?- O loiro se levantou.

– Sim, mas também temos que buscar as coisas do Marley além dele mesmo, e o Kota.- Lembrei.

– Tá, então vamos terminar logo.- O ruivo ficou de pé também.

Eles deixaram as latinhas de cerbeja na grande bancada que divide a cozinha da sala e depois voltaram até mim para me levantarem.

Com isso, saíram da casa. Kirishima voltou segurando uma poltrona, e Kaminari com a outra, fazendo eu rir pelas caras de esforço que eles tinham no rosto.

Apontei para o lugar onde eram para colocá-las, em seguida segui eles até uma parte do caminho, esperando eles entrarem com a mesinha de centro.

Foi nesse instante no qual quis enforcar os homens, pois gastei palavras e criei novos chingamentos durante o tempo em que os guiava para deixar a mesa realmente centralizada.

Por fim, quando conseguiram, foram rapidamente buscar o balcão e colocaram onde mandei, depois correram para fora mais uma vez para buscarem as caixas com os objetos.

– Podem deixar ali no canto, amanhã eu guardo tudo.- Afirmei.

Fui com eles até a bancada, de onde pegaram de volta suas cervejas, e conversamos um pouco antes de lembrarmos que precisávamos buscar Kota e Marley.

Contudo, quando fomos agir, Katsuki entrou em dentro de casa, organizou as coisas do cachorro em um canto vazio da sala e depois foi levar o saco de ração para a despensa.

Então, Kota surgiu com sua mochila e roupa da escola e veio correndo até mim, me abraçando com cuidado enquanto contava como foi o seu dia.

– Fui liberado mais cedo hoje.- Avisou Katsuki ao ir para onde estávamos.

– Percebi.- Falei e baguncei o cabelo de Kota antes de levar minha atenção para o mesmo.- Vai lá tomar um banho, depois desça para discutir o que vamos comer de jantar.

– Tomara que seja pizza.- Katsuki provocou.

– De novo não.- O garoto resmungou desanimado e foi caminhando de cabeça para o andar superior.

– Você é mau.- Eu e os homens murmuramos.

– Eu sei.- Disse convencido e se aproximou de mim, dando um beijo na minha testa.- Seja sincera, você não fez nenhum esforço, né?

– Não.- Neguei olhando no fundo dos olhos dele.

– Acho bom.- Murmurou e revisou o olhar entre Kirishima e Kaminari.- Amanhã vocês vão ajudar a colocar as coisas no lugar.

– Sabemos disso, {Nome} passou e repassou os nossos afazeres de amanhã, é bem provável de até sonharmos com isso.- Denki bebeu o último gole de cerveja e amassou a lata.

– Por falar nisso, é melhor já irmos indo.- O ruivo bebeu rapidamente o resto da bebida.- Precisamos deixar o caminhão de volta naquele cara antes que ele reclame.

– Já aproveita e leva o dinheiro para ele.- Katsuki pegou a carteira do bolso da sua calça, pegou o dinheiro e entregou para Eijiro.

A partir disso, se despediram e foram embora com Katsuki os acompanhando, o qual fechou e trancou a porta da frente depois deles saírem com o caminhão.

– EU QUERO COMIDA DE CASA! JÁ ESTOU FICANDO GORDO!- Kota gritou descendo as escadas.

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