Quando eu estava terminando de arrumar a mesa para o almoço, senti alguém me abraçar por trás lentamente e dar beijos molhados na curvatura do meu pescoço.
– Me desculpa.- Murmurou Katsuki.- Eu deveria saber que você não estava gostando daquilo.
– Deveria mesmo.- Resmunguei.
– Por favor, não fica assim comigo.- Sua voz começou a ficar manhosa, e eu me virei de frente para ele.- Eu te amo, me desculpa.
Seus olhos brilhavam de esperança e um pequeno sorriso se abriu no seu rosto, fazendo eu me lembrar que esse homem consegue tudo de mim apenas com coisas simples.
– Eu também te amo, mas preciso de algo que me convença a te desculpar.- Cruzei os braços.
– Tá bom.- Deu de ombros.
Então, ele saiu em passos rápidos e animados da cozinha, e eu voltei a colocar as coisas na mesa com um sorriso boiolinha no rosto.
Sei que eu não deveria ser desse jeito, mas simplesmente não consigo ser rígida com um homem incrível e maravilhoso como esse.
Após terminar de arrumar tudo, chamei todos e nos sentamos à mesa, em seguida começamos a nos servir alegremente enquanto elogiavam o bom cheiro da comida.
Ficamos mais conversando do que comendo durante o almoço, o que fez a minha mãe ficar irritada por um momento, mas depois voltou a falar sobre a vida dos outros.
Katsuki foi um dos que mais ajudou nas fofocas, pois com a caminhada que havia feito de manhã, já tinha visto muitas coisas desnecessárias.
Agora sinto que estou junto de uma velha fofoqueira.
Enquanto isso, eu e Megane caímos de boca na comida maravilhosa da minha mãe.
Nós dois fomos os responsáveis em raspar as panelas ao invés de fofocarmos, afinal, pensamos do mesmo jeito: a vida dos outros não vai encher o nosso bucho e nem nos deixar ricos.
Tudo isso até que enfim terminamos de almoçar, mas hoje quem cuidou da louça foram os homens, enquanto eu e minha mãe fomos vadiar na sala de estar.
Lá, a gente se sentou no sofá e começamos a conversar sobre algumas coisas das nossas vidas. Assim, ela pode contar algumas coisas que não conseguiu colocar na carta.
Fiquei com os ouvidos atentos a tudo que ela falava, pois as coisas que contavam pareciam ser inacreditáveis mesmo na verdade fazerem parte da longa estrada de nossas vidas.
Fiquei maravilhada quando ela me contou que a minha prima, mais uma das mulheres mais insuportáveis da minha família, se mudou para longe e não pretende mais voltar.
Motivo? Caiu no mundo das drogas, ficou louca e teve a ideia de sair do país.
Agradeci mentalmente por isso ter acontecido, mas confesso que é difícil perceber como algumas pessoas não se dão conta das decisões que tomam na vida.
Contudo, não estou dando referência apenas as drogas, também as bebidas alcoólicas, pois ambas nos deixam presos em uma doença chamada vício.
Enfim, após alguns minutos, Katsuki surgiu e fez um sinal com a mão para ir até ele. Já sabendo sobre o que se tratava, dei um beijo na testa da minha mãe e fui até o homem.
Ele segurou a minha mão e me levou até o quintal, onde eu e a minha mãe havíamos deixado tudo às mil maravilhas.
Repentinamente, o homem soltou a minha mão, se virou para mim, segurou a minha cintura firmemente com uma das mãos e me puxou para um beijo rápido.
– Quer sair jantar comigo?- Perguntou olhando no fundo dos meus olhos.
Fiquei encarando ele por um tempo, ainda tentando raciocinar a sua pergunta. Afinal, a minha mente nem tinha carregado o nosso beijo direito.
– Sim.- Assenti finalmente e sorri.
– Então você também me desculpa?- Seus olhos começaram a brilhar.
– Claro, Katsuki.- Ri nasalado.- Você sabe que não consigo ficar de mal com você por muito tempo.
– Sei mesmo, mas eu gosto de esperar e fazer o possível para que isso aconteça o mais rápido possível.- Me deu um selinho.- Odeio te ver brava comigo.
– Vou fingir que acredito, porque às vezes você provoca para isso acontecer.- Fiz bico.
– Isso é mentira.- Apertou a minha bochecha.- Mas não posso deixar de dizer que você fica bonita pra caralho quando está brava, assim como quando não está.
– Te digo o mesmo, só que quando está irritado eu prefiro ter distância.- Murmurei.
– Nem sou tão perigoso assim.- Resmungou.
– Na sua visão não.- Ri, e ele fechou a cara.- Eu também te amo.
– Acho bom mesmo.- Mandou uma piscadela.- Tenho certeza que você não vai se arrepender de ter aceitado sair comigo.
– Fala como se fosse a primeira vez que vamos fazer isso.- Sorri.
– Claro, porque vai ser melhor do que a primeira vez.
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☦︎༄19:23.
Nesse momento estou me encarando na frente do espelho e segurando meu cabelo para cima, enquanto isso Katsuki está atrás de mim tentando colocar um colar no meu pescoço.
Assim que conseguiu, ele me olhou no espelho e um sorriso de canto surgiu no seu rosto, fazendo as minhas bochechas ficarem levemente vermelhas.
Me virei de frente para ele e lhe dei um selinho, o que fez a sua boca ficar um pouco vermelha por causa do meu batom.
Então, Katsuki deu uma cheiradinha no meu pescoço e colocou suas mãos na minha cintura, me puxando para perto em seguida.
– É uma pena que recém nos arrumamos, se não eu teria o prazer de te descabelar e tirar a sua roupa agora.- Cochichou no meu ouvido.
– Abaixa esse fogo, Katsuki.- Bati no peito dele.
Saí do banheiro, fui para o quarto e comecei a mexer na sacola onde estavam os sapatos, procurando um sapato que combine com a minha roupa.
Até que finalmente achei e coloquei o mesmo. Com isso, fui na frente do espelho de corpo inteiro do guarda roupa e fiquei me admirando no mesmo.
Assim, pude ver a minha mãe e Kota me olhando da porta do quarto pelo reflexo do espelho. Então, me virei e sorri alegremente para eles.
– Nem parece ser a menina que me obrigava a parar de fazer os meus afazeres para ajudar a andar de bicicleta.- Comentou a mais velha.
– E nem parece ser a minha prima que acordava de madrugada para comer besteira.- Kota fingiu secar uma lágrima.
– Nossa, quanto amor e carinho, Kota.- Falei negando com a cabeça.
– De qualquer forma, estamos dizendo que você está linda.- A mulher sorriu, e o menino apenas concordou.
Nisso, eles deram alguns passos para o lado, dando espaço para Katsuki entrar no quarto e ir admirar a si mesmo na frente do espelho também.
– Ainda acho a {Nome} mais bonita.- Afirmou Kota e foi embora, deixando Katsuki paralisado em indignação.
– Penso da mesma forma.- Riu a minha mãe e foi atrás do garoto.
– Tô achando que é muita injustiça para cima de mim.- Disse o loiro cruzando os braços e fazendo bico.
– Concordo.- Fui até ele e o abracei por trás .- Mas saiba que você está um gostoso.
– Obrigado, já estou me sentindo muito melhor.- Sorriu convencido, e eu dei um tapa na sua bunda.
Ficamos enrolando por mais alguns minutos, então nos despedimos de todos - afinal, não iríamos voltar tão cedo - antes de sair de casa.
Nisso, fiquei surpresa ao ver o carro de Katsuki estacionado ali na frente, pois o loiro não havia me dito nada sobre ele desde que saímos do mesmo no aeroporto de Tóquio.
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𝔒 𝔇𝔢𝔰𝔱𝔦𝔫𝔬 𝔫𝔬𝔰 𝔰𝔲𝔯𝔭𝔯𝔢𝔢𝔫𝔡𝔢
Fiksi Penggemar🥇#katsuki 🥇#bakugou 🥇#katsukibakugou Narrado pela própria protagonista. {Nome}, uma mulher que sempre foi dedicada ao seu trabalho, mas após um tempo as coisas começaram a sair fora do controle. Não conseguia mais acordar cedo e acabava se atra...
