— Acorda. — pedi balançando Joaquín, tentando acordá-lo, mas sem sucesso. Ele continuava imóvel, como se estivesse em um sono profundo demais para ser perturbado. — Amor...
— Hm? — ele murmurou, a voz rouca e arrastada, enquanto lutava contra o sono. — Aconteceu alguma coisa?
— Sim. — falei, cruzando os braços e me inclinando sobre ele. — Você tem consulta marcada pra daqui uma hora.
Ele resmungou algo que eu não consegui entender, sua voz abafada pelo travesseiro.
— O que você disse? — perguntei, aproximando meu rosto do dele, tentando decifrar suas palavras.
— Deita aqui comigo, só mais um pouco. — ele pediu, um sorriso preguiçoso surgindo no canto dos lábios.
Eu neguei com a cabeça, já sabendo exatamente onde aquilo nos levaria.
— Você não pode fazer isso por mim? — ele insistiu, abrindo os olhos apenas o suficiente para me encarar com aquele olhar que ele sabia ser difícil de resistir.
— Se eu deitar com você, os dois vão acabar dormindo e perdendo a consulta. — argumentei, tentando manter a seriedade. — E eu tô fazendo café. Anda, vai tomar banho.
Ele soltou um suspiro exagerado e abriu um dos olhos, claramente relutante.
— Eu não quero café. Prefiro ficar deitado com você. — ele disse, o tom manhoso, e eu acabei deixando escapar um sorriso.
Ele se sentou na cama, esfregando as mãos no rosto, como se estivesse tentando afastar o cansaço. Ficou me olhando por alguns segundos, os olhos ainda pesados, até que, de repente, soltou uma risada baixa.
— O que foi agora? — perguntei, arqueando uma sobrancelha, tentando entender o que estava passando pela cabeça dele.
— Você vai falar pro médico sobre ontem? — ele perguntou, com um tom sugestivo que me fez estreitar os olhos. — Eu sinceramente acho que não seja necessário. — ele disse, levantando os braços em rendição, como se quisesse evitar qualquer briga.
— Isso eu vou decidir no caminho. — avisei, me aproximando dele e bagunçando seu cabelo de propósito. — Agora vai tomar banho. Vou te fazer o favor de escolher a sua roupa.
— Deve ter mais roupas minhas aqui do que na minha própria casa. — ele comentou rindo, enquanto se levantava lentamente.
— Estamos praticamente morando juntos. — provoquei, indo até o guarda-roupa.
— Morar comigo deve ser um inferno, pelo o que a Cami disse. — ele falou, lembrando da irmã, com um sorriso divertido nos lábios. — Mas é tão infernal que quando eu saí de casa, ela quase se afogou nas próprias lágrimas de tanto chorar.
— Quem manda ser o irmão mais novo? O bebezinho dela? — provoquei, rindo enquanto o ouvia resmungar algo antes de sair do quarto.
Fiquei observando enquanto ele caminhava lentamente para o banheiro, as costas largas, as pernas, os braços... e, claro, aquele short de pijama com estampa de ursinhos, o qual ele tinha dezenas de outros parecidos. Eu realmente não entendia a obsessão dele por eles, mas admito que isso só o deixava mais adorável.
Dei uma risada sozinha antes de me concentrar nas roupas. Escolhi uma calça jeans cinza escuro e uma camisa branca, sabendo que ele adorava usar branco, mesmo sendo mais pálido que a própria cor. Como estava nublado, peguei um moletom preto e deixei separado caso ele quisesse levar.
Já pronta e com tudo organizado, fui para a cozinha terminar de fazer o café. E depois de terminar, decidi aproveitar o tempo para ir até a padaria e comprar algumas coisas que ele amava, como pães, frios e aquelas guloseimas que ele comia com o entusiasmo de uma criança. E, claro, pão de queijo o "favorito" dele.
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Amor em Jogo - Piquerez
FanfictionO que fazer quando o seu coração entra em uma partida sem avisar? Clara sempre preferiu viver longe dos holofotes que envolvem a fama de sua mãe, Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Enquanto se dedica aos estudos de publicidade e tenta encontra...
