Capítulo 34
Dulce acordou pela combinação que era a voz do namorado ao longe e os raios de sol que invadiam seu quarto.
Abriu os olhos e encarou o ambiente ao seu redor, tudo parecia normal e organizado, nada fora do padrão.
Girou-se na cama de barriga para cima e então viu o candidato sentado na ponta do colchão, tinha o peito nu e o cobertor cobrindo apenas a cintura. Ele parecia cansado, e não precisamente pela bebedeira, mas pela conversa que aparentemente tinha ao telefone.
Christopher= Já entendi, Anahí. – olhou para o lado e viu a morena acordada. – Nós vamos conversar, eu falo com... – a namorada sentou-se na cama, puxando o lençol sobre o corpo desnudo. – Pode me deixar falar com ela primeiro? Você pode...? – foi interrompido mais uma vez pela loira. – Anahí! Ani! – tirou o celular do ouvido e encarou o aparelho. – Merda. – respirou fundo e mirou a morena. – Me desculpe por isso.
Dulce= Tudo bem. – colocou os pés para fora da cama. – Ela está muito brava?
Christopher= Não adiantou tentar segurar as fotos do almoço. – passou uma das mãos pelo rosto ao falar.
Dulce= Publicaram as minhas fotos com o Santiago? – levantou os olhos para ele.
Christopher= Publicaram. – arfou. – Com as piores manchetes. Me desculpe por isso.
Dulce= Não, eu é que te peço desculpas. – parecia pensar, mas não conseguia chegar à conclusão alguma. – Vou tomar um banho.
Christopher= Perdão. De verdade. – ela o olhou. – Não sei bem o que te falar agora. Ou como te encarar.
Dulce= Por quê? – franziu o cenho.
Christopher= Por tudo o que disse. – e realmente sentia-se mal por vê-la exposta, agora que sabia tudo o que ela sentia por ele. – Ontem à noite. Não se lembra?
Dulce= Ah, eu... – negou levemente com a cabeça e levantou-se. – Eu vou tomar um banho.
Levantou-se da cama sentindo-se confusa e a dor de cabeça ainda leve, perto do que imaginara que sentiria.
Entrou no banheiro e trancou-se ali, deixou o lençol escorregar pelo corpo e encarou-se no espelho. Surpreendeu-se ao notar o chupão no pescoço e no seio direito. Desceu os olhos e viu o roxo também do lado direito na cintura, sobre o osso.
Negou com a cabeça, havia feito uma grande loucura com ele. Entrou embaixo do chuveiro e o ligou em seguida.
Dulce= Auch! – reclamou quando a água tocou seus joelhos e ela sentiu o corpo arrepiar. Olhou para baixo e viu ambos os joelhos ralados. – Puta que pariu. – sussurrou.
Fechou os olhos embaixo do chuveiro e permitiu-se lembra do que fizera com Christopher. Aos poucos, as imagens e lembranças foram ganhando espaço em sua mente.
Os gritos nada contidos durante o sexo, como puxara o cabelo dele, os tapas que recebera na bunda, como ele a colocara de quatro no tapete da sala. Lembrou-se de quando ficou de costas para ele no balcão da cozinha e depois na pia do banheiro. Como haviam se revirado na cama, como ela gemera e sentira tanto prazer em cada gesto dele; lembrar-se de Christopher parecia excitá-la outra vez.
Passou as mãos pelo cabelo, molhando-os por completo e então sua mente inundou-se de todas as inúmeras vezes em que dissera as três palavras para ele: eu te amo.
E o repetira em tantos momentos que agora parecia até difícil contá-los.
Dulce= Que merda eu fiz? – levantou o rosto e deixou a água cair sobre si. – Por que contei? Por que demônios eu contei? Maldita Brisa, maldita Brisa...
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Jogada Perfeita
RomanceEle quer o senado. Ela é o caminho. Ela busca justiça. Ele tem os meios. São dependentes e atraídos como imã. Amor para alguns. Pesadelos para outros. O consenso? A jogada perfeita. Segundo livro da série disponível aqui: Jogada Paralela https://w...
