Dulce= Já aviso logo, assim você não se surpreende. – piscou com um olho só. – E pode não gostar de algumas conversas antigas que tinha com os meus contatinhos. – riu. – E um ou outro nude salvo.
Christopher= Um ou outro o que? – mirou o celular. – Tem nude aqui?
Dulce= Um ou outro. – confessou. – Eu não costumo deixar salvo.
Christopher= Posso ver? – ameaçou abrir o álbum.
Dulce= Pode, claro. – riu baixo. – Não tem nada que você já não tenha visto e provado inúmeras vezes. Nunca mandou foto, não?
Christopher= Claro que não! – procurava as fotos. – Mandou muitas vezes?
Dulce= Não, só para duas pessoas. – comentou. – Nunca com rosto e sempre assim. – apontou o lado direito do corpo. – Porque não tenho tatuagem aqui.
Christopher= Eu conheço alguma delas? – olhou-a.
Dulce= Melhor não saber. – resumiu-se e ele arqueou as sobrancelhas. – Acho melhor evitar, só isso.
Christopher= Santiago é uma delas? – viu-a corar. – É, né?
Dulce= Trocamos fotos quando ele precisou ficar um tempo na Espanha. – confessou. – E já para que saiba, a outra pessoa era o Dan. Sempre que ele precisava ir para a Alemanha e eu, por alguma razão, não podia ir junto. Com ele era um pouco mais direto, até porque eu não tinha tatuagem, não tinha que pensar em lado nenhum.
Christopher= Hm.
Dulce= É sério que nunca mandou nenhuma foto?
Christopher= Ah...
Dulce= Alex! – sorriu com desconfiança. – Nunca, nunca, nunca?
Christopher= Nunca é muito tempo, mas... – ela riu. – Ok, eu já mandei.
Dulce= Pra quem? – curiosa. – Me conta, vai!
Christopher= Para uma namorada. – colocou o celular sobre a barriga. – Isso foi há muito tempo, eu ainda estava construindo a ideia de me candidatar.
Dulce= Ok...
Christopher= Namorávamos há algum tempo, eu gostava muito dela. Se eu tivesse que dizer que gostei de alguém, foi ela. – comentou.
Dulce= Como ela se chamava? Era uma boa pessoa?
Christopher= O nome dela era Roberta, ela era... era ótima. Você lembra um pouco ela, não fisicamente, mas no jeito de ser. É que eu te acho mais paciente, ela era mais explosiva.
Dulce= Hm. – riu baixo. – Estou tentando imaginar alguém explosiva se relacionando com você.
Christopher= Claramente não deu certo. – então riu com ela. – Mas eu gostei muito dela.
Dulce= E por que terminou? Digo, além do óbvio conflito de personalidades.
Christopher= Ela foi estudar fora e investir na carreira. Era modelo.
Dulce= Modelo? – surpreendeu-se. – Ela deve ser maravilhosa!
Christopher= Naquela época, ela ainda estava precisando despontar na carreira, mas era óbvio que chegaria longe. Era muito talentosa, e beleza é o que não faltava. – pegou novamente o celular. – Depois que ela deixou o México, nós ainda tentamos por algum tempo, e foi aí que enviamos as fotos e tudo, mas não durou muito. Países diferentes, ela encrencava com tudo o que eu fazia aqui, eu confesso que morria de ciúmes dela também... era difícil.
Dulce= E nunca mais soube dela?
Christopher= Há anos que não sei nada. – sincero. – Soube por algum tempo, porque tinha em facebook e essas coisas, mas depois que comecei a investir na política, Ani me fez apagar todas as redes sociais e não sei que fim levou a Roberta.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Jogada Perfeita
RomanceEle quer o senado. Ela é o caminho. Ela busca justiça. Ele tem os meios. São dependentes e atraídos como imã. Amor para alguns. Pesadelos para outros. O consenso? A jogada perfeita. Segundo livro da série disponível aqui: Jogada Paralela https://w...