Quase três meses se passaram depois que receberam a resposta da rainha confirmando sua visita. Não só ela e a corte, mas dois monarcas e aliados dela: Dorian Havilliard, de Adarlan e Manon Bico Negro, rainha do clã das bruxas Dentes de Ferro e das Crochan. Feyre buscou não se intimidar com o fato de que uma bruxa acompanharia a comitiva. Ela não conhecia o que era uma bruxa, ou ao menos sabia se elas versavam de algum poder.
Tudo foi organizado nos mínimos detalhes e, como a nova casa deles à beira do rio ainda estava longe de ficar pronta, Feyre e Mor optaram por realizar o primeiro encontro na Casa do Vento, em um belo jantar de boas-vindas. Provavelmente, eles apontariam no horizonte até o final da semana, subindo rio acima até Velaris. O frio crescente na barriga fazia Feyre se sentir uma adolescente novamente. Ela, ao menos, tinha convencido Nestha a aparecer no jantar. A irmã não estava muito melhor do que desde que se dignou a aparecer no último solstício de inverno. Mas, ela aceitou sem Feyre precisar implorar diversas vezes e ela podia apostar que nisso havia um dedo de Amren.
Ela voltava do Arco-Íris quando parou no meio da ponte e olhou para o horizonte, perdendo-se em pensamentos. Um puxão no laço a fez despertar do devaneio. Cadê você?
Ponte, respondeu Feyre. Me faz companhia?
Feyre sabia que Rhys estava na cidade no momento em que ele a chamou pelo laço. Podia sentir a energia do parceiro pairando perto.
Sempre, respondeu Rhys. Cassian me fez ir ao acampamento illyriano de novo.
Antes que Feyre pensasse em responder, um vento e tamborilar de asas se tornou audível atrás dela. Ele poderia apenas ter atravessado, mas fez questão que ela notasse sua presença. Aquela presença forte, tão parte de Feyre quanto sua própria alma imortal. Os braços de Rhys a envolveram por trás. Seus lábios quentes beijaram a intercessão de seu pescoço e ombro. Aquilo levou uma onda de calor febril por todo o corpo dela.
— Cassian anda muito estranho ultimamente — comentou Feyre, distraída com o horizonte além.
A água turquesa do rio abaixo brilhava a luz da tarde ensolarada. O sol estava alto e aquecia a pele de Feyre.
— Vamos continuar fingindo que o mal humor dele não tem a ver com Nestha? — perguntou Rhys, cuidadosamente, como se no fundo também quisesse saber se Feyre estava disposta a falar do comportamento autodestrutivo de Nestha.
Ela se inclinou mais para o calor de Rhys, que a apertou mais contra si.
— Eu odeio ficar sentada esperando o dia em que Nestha resolva dar uma chance para a vida de novo. Para todos nós, para...Cassian — a garganta de Feyre se apertou.
Rhys lançou uma carícia tranquilizadora pelo laço.
— Dê mais tempo a ela. Sei que é difícil, mas faça isso.
— Claro, eu...— Ela não completou a frase.
Lembrar daqueles dias sombrios era como sentir o peso da escuridão pairando sobre ela novamente. Mas, ao mesmo tempo, era uma realização de que ela tinha se recuperado. Rhys ficou tenso atrás dela, como se tivesse pensado no mesmo.
— Você consegue — estimulou o parceiro, carinhosamente.
Feyre estava prestes a chamar Rhys para caminhar com ela até em casa, quando viu velas apontarem no horizonte. Estavam a quilômetros de distância e, provavelmente não chegariam até Velaris antes do fim do dia, mas sim, Feyre sentia em seu coração que eram eles. Pela distância, mesmo a visão feérica não conseguia identificar a bandeira, contudo, não demorou muito para uma figura envolta de sombras atravessar ao lado deles na ponte. Azriel.
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Corte de Fogo e Gelo
FanfictionE se Aelin Galathynius e cia visitassem a Corte Noturna? E se, após longos anos de desconhecimento e guerra em seus mundos, ambos descobrissem que habitam continentes no mesmo oceano? E se, em um belo dia, o tão aguardado encontro entre o mundo de T...
