Reclinou-se na beirada da cama, beijando a testa do parceiro.
Um espasmo, pensou consigo. Fenrys teve um espasmo. Sua mão se mexeu por um espasmo.
Ele não ousou ter esperanças no momento, não quando sentia Fenrys tão distante.
Aquela angústia o consumia.
Já era quase uma da tarde. Os minutos pareciam se transformar em horas enquanto ele encarava a pele bronze do parceiro refletir a luz do dia. Tão lindo. Tão parado...
Volte para mim, e puxou mais uma vez.
Estivera concentrado naquilo.
Volte para mim.
Talvez tenha sido por isso que se assustou ao ver um falcão irromper pela janela.
Em um clarão de luz, ele se tornou Rowan.
A mandíbula do macho estava contraída de tensão. Ele olhou para a mão de Az na de Fenrys.
O encantador de sombras fez a menção de levantar, o coração aos galopes. Mas Rowan fez um sinal para que parasse.
— Fique onde está. Não largue a mão dele — o macho estava tenso com um fio esticado.
— Por quê? Rowan, o que houve? — disparou Az, sendo incapaz, após muito tempo, de esconder a verdade de seu coração.
— Aelin conversou com o dragão. Ele disse que você será a âncora de Fenrys. Disse para ficar atento porque não poderia haver erros.
Az piscou. Suas sombras se agitaram ao seu redor.
— Âncora — ecoou ele.
— Esta tarde. Precisa ficar atento esta tarde — respondeu. — Muito depende do que vai acontecer com Fenrys.
Não havia nada além de cautela na voz de Rowan. Isso fez Az refletir sobre muitas coisas. Até mesmo sobre aquele machinho no acampamento illyriano.
Volte para mim, implorou a Fenrys.
***
Fenrys se concentrou na voz em sua cabeça. A voz de seu Az. A que dizia: Volte para mim.
Estava tão longe de onde se encontrava...
— Concentre-se na voz, tio Fenrys — induziu Rhen, suave.
O Lobo branco estava de mãos dadas com o parceiro. Ambos de olhos fechados, ambos concentrados. Fenrys no presente, Az em o conduzir até lá.
Ele não sabia como a coisa toda do portal funcionava, mas Az explicara que era para ele abrir uma porta quando este avisasse.
Buscou pensar o máximo possível em tudo que acontecia. Era fácil até certo ponto. Especialmente as memórias com Az. A sensação de sua proximidade era vívida.
Mesmo com a distância.
Ele inspirou, lembrando-se da última noite em que esteve com Az. Antes da reunião e logo depois que Gavriel tinha voltado dos mortos.
"Estavam no quarto, completamente nus sob os grossos cobertores de pelo branco. Mas não estavam na cama e sim, deitados no tapete, diante da lareira que crepitava.
Fenrys estava triste, só que o fato estar ali, deitado sobre o peito de Az, a pele morena em contraste com as tatuagens illyrianas em seu peito, tatuagens estas, que ele contornava com a ponta do indicador, deixando um rastro de arrepio na pele morena.
A asas de Az os envolviam como em um casulo. Os dois tinham feito amor naquele chão e fora diferente do que tinham feito até então. Geralmente, o fogo que irrompia quando os dois se tocavam era tão avassalador que o sexo era sem fôlego, desesperado e apaixonado. Mas naquele chão, naquele dia angustiante por tantos motivos, foi tudo.
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Corte de Fogo e Gelo
Fiksi PenggemarE se Aelin Galathynius e cia visitassem a Corte Noturna? E se, após longos anos de desconhecimento e guerra em seus mundos, ambos descobrissem que habitam continentes no mesmo oceano? E se, em um belo dia, o tão aguardado encontro entre o mundo de T...
