Ele era a coisa mais linda que Feyre já vira. Desde a orelhas pontudas e delicadas, até a pele em um delicado bronzeado. Um meio termo entre seu tom e o de Rhys. Tanto na pele, quanto nos olhos. Eram de um azul assombroso. Ele tinha finos cabelos escuros como a noite, lábios rosados e bochechas cheias, assim como densos cílios escuros.
O pequeno dormia no peito dela enquanto o amamentava. Rowan encarava a cena, em uma mescla de ternura e tristeza. Ele não sentia mais Aelin, já fazia 2 dias.
Também não tinham notícias do mundo lá fora. De como andava a guerra, ou de onde Aengus estaria.
Tudo que Feyre podia pensar era no quanto gostaria que Rhys conhecesse o filho e em como foi estranho o momento do nascimento. Aquela...onda de poder, que não veio só dele.
Uma das mãozinhas delicadas se abriu no peito de Feyre. Era quente, enchendo seu coração de ternura. A fêmea jamais imaginou se haveria de amar alguém tão intensamente quanto amava Rhys.
Mas no instante que segurou o machinho no colo, entendeu que havia outro tipo de amor profundo. Um muito mais intenso e incondicional: O amor de uma mãe para um filho.
Rowan se levantou da cadeira e olhou pela janela. O céu estava quase límpido, após dias de tempestade.
— Ela já não deveria estar aqui? — indagou.
Feyre sabia que sim, mas adorava cada segundo daquele atraso.
— Ela vai chegar — garantiu.
O macho fechou as mãos em punho.
— Sei que deve ser difícil para você — começou ele, os olhos encontrando os dela. — Deixar Rhendraek.
Algo no peito de Feyre se espremeu com a ideia de deixar sentir aquele calor.
Ela engoliu em seco, nauseada.
— Não temos opção.
A mandíbula de Rowan trincou.
— Eu sei.
Feyre ergueu o queixo.
— E vai dar tudo certo — garantiu, mesmo não estando tão certa.
Rowan estava muito estranho. Tenso, como se estivesse algum receio profundo.
Afastando-se da janela, o macho olhou com ternura para o bebê e depois fixo nos olhos dela. O verde pinho intenso e poderoso.
— Feyre — Ele hesitou, dando a volta na mesa e sentando-se à beirada cama. — O que você faria se pudéssemos, de fato, derrotar Aengus? — A pergunta aletória a pegou de surpresa. — Se pudéssemos pular na frente e evitar e Aelin e Rhys fizessem o que sabemos que tentarão?
...o que sabemos que tentarão...
A frase se repetiu em looping na mente da fêmea.
Sacrifício, foi a segunda coisa que veio a sua mente.
Ela sentiu o estômago gelar. Por alguma razão, tal pergunta aguçou um instinto muito profundo.
Aninhou Rhen depois que o menino caiu no sono. Era tão lindo, como se fosse um sonho muito bom. Por ele e Rhys, com certeza ela tentaria tudo que estivesse ao seu alcance.
Só de pensar na dor que foi perdê-lo...
E ainda tinha o acordo entre eles. Rhen não poderia perder ambos os pais.
Feyre mal conseguia pensar nas possibilidades. Eram terríveis demais.
Pelo que podia perceber, Rowan andava pensando no mesmo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Corte de Fogo e Gelo
FanfictionE se Aelin Galathynius e cia visitassem a Corte Noturna? E se, após longos anos de desconhecimento e guerra em seus mundos, ambos descobrissem que habitam continentes no mesmo oceano? E se, em um belo dia, o tão aguardado encontro entre o mundo de T...
