Fenrys adiantou-se pela entrada da boate, o chão tremia a cada batida de seu coração. Era como estar preso de novo em um pesadelo de guerra. Jamais se acostumaria àquele terror antes de um ataque. Talvez antes, quando não tinha nada a perder, fosse completamente diferente. Mas agora? Ele tinha tudo e não deixaria que escapulisse por entre seus dedos.
Assim que ele adentrou o local, bateu com força em alguém.
— Merda! — exclamou a voz.
O lobo ergueu o olhar a tempo de ver Cassian. Ele estava completamente duro pela adrenalina que com certeza cobria seu corpo. Os sifões vermelhos brilhavam em meio ao corredor nebuloso. Um grupo vinha apressado atrás dele, seguindo em direção à rua.
— Olhe por onde anda — murmurou.
— Fenrys — chamou Aelin, segurando-o pelo braço. — O que, por todos os deuses, é isso?
Ele encarou sua rainha.
— Precisam ver. Não dá pra explicar.
Eles saíram correndo para a rua. Rhys e Feyre olhavam para o céu com horror, bem como o resto da Corte dos Sonhos. O escudo azul de Azriel estava firme naquele lado da cidade, onde a esfera de fogo celestial se detinha nos ataques curtos e pesados contra a barreira. Bem ao longe, conseguia ver Azriel, batendo as asas, afastando-se agilmente a cada investida da diabrura de fogo.
— Mor — começou Rhys, a voz fria como o gelo. — Tire as pessoas da rua.
A terceira no comando assentiu e atravessou na mesma hora.
— Ela não vai conseguir avisar a todos, Rhysand — interveio Aelin, apressada.
— Posso ajudar — sugeriu Elide. Seus olhos estavam arregalados, mas ela tinha uma coragem incomum brilhando neles. — Não posso lutar, mas posso tirar as pessoas da rua.
— De jeito nenhum — disparou Lorcan. — Você está grávida.
— Grávida — ecoou a Lady. — Não inválida.
Lorcan tinha perdido a cor de seu rosto ao encarar a esposa. Mais à frente, Rhys dizia a Cassian:
— Cubra a outra parte da cidade com um escudo. Estamos sem tempo hábil para chamar reforços nos acampamentos. — O illyriano imediatamente alçou voo, virando o corpo no ar, intensificando sua velocidade como uma flecha viajando em direção ao alvo.
— Você não precisa de reforços — interrompeu Rowan, duramente. — Nós estamos aqui. Vamos ajudar.
Fenrys podia jurar que uma onda de gratidão foi refletida nos olhos violeta do macho.
— Diga o que precisa que façamos, Grão-Senhor — complementou Aelin, a postura de uma rainha imponente. — Somos seus soldados hoje.
Feyre e Rhys se entreolharam, apreensivos. Fenrys já tinha visto aqueles olhares antes em Aelin. Era o peso da coroa, da responsabilidade, do dever. Manon deu um assobio longo, alto e agudo. Em algum momento em meio a tudo, ela tinha cortado o vestido até a altura dos joelhos, deixando as botas a mostra e um leve pedaço de pele do joelho. Pano jazia no chão abaixo dela e enormes unhas de ferro despendiam das mãos.
— Rhysand, estamos falando sério — reforçou Dorian. — Dê as ordens. Nos posicione.
A bola de fogo cortou a noite de novo, o impacto foi muito mais estrondoso desta vez e Fenrys teve a impressão de que aquele golpe fora ainda mais forte.
O que aconteceria se aquilo passasse pelas barreiras? Cairia na cidade? Reduziria todos eles as cinzas?
Atrás dele, ouviu:
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Corte de Fogo e Gelo
Fiksi PenggemarE se Aelin Galathynius e cia visitassem a Corte Noturna? E se, após longos anos de desconhecimento e guerra em seus mundos, ambos descobrissem que habitam continentes no mesmo oceano? E se, em um belo dia, o tão aguardado encontro entre o mundo de T...
