Second season:two hundred and thirteen
★ Este dia está horrível ★
{Tacoma, Washington}
<Gilson Carter narrando>
Me olhei no espelho, ajustando o cabelo mais uma vez. Hoje era o dia crucial. Eu precisava interrogar Adam, arrancar a verdade dele de qualquer jeito. Cada minuto contava, principalmente para garantir a segurança daquelas mulheres. E claro, para proteger Alisson... Não podia negar o aperto no peito sempre que pensava nela. Ela havia passado por tanto, e me sentia pessoalmente responsável em mantê-la segura. Algo dentro de mim se mexia toda vez que seu nome surgia em meus pensamentos, mas eu ainda estava confuso sobre como lidar com isso.
Enquanto tentava colocar meus pensamentos no lugar, a porta do meu apartamento se abriu de repente. Thaiga entrou, agitada e claramente irritada. Ela morava a poucos metros de mim, então não era incomum aparecer sem avisar, nossa amizade já estava nesse nível.
— GS! — Ela exclamou, quase sem fôlego.
— Thaiga, o que houve? — Me aproximei, notando a tensão em seu rosto.
— Meu carro quebrou! — Ela esbravejou, jogando as mãos para o alto. — Como se essa semana já não estivesse horrível o suficiente!
Eu encostei na parede, cruzando os braços, ouvindo enquanto ela despejava suas frustrações. Conhecia bem esse lado explosivo de Thaiga. E sabia que ela, por trás da fachada forte e determinada, carregava muito mais do que deixava transparecer.
— Eu vim aqui porque sua casa é do lado da minha. Achei que você poderia me dar uma carona até o trabalho. — Ela concluiu, quase como uma ordem.
— Tá bom, eu levo você. — Respondi, sem muita cerimônia, pegando as chaves do carro.
— Você é um ótimo amigo, GS. — Thaiga sorriu, embora o brilho de irritação ainda estivesse em seus olhos.
Nós entramos no carro, e ela colocou o cinto de segurança com força. Liguei o motor e partimos.
— Como você quebrou o carro? — Perguntei, sabendo que a resposta viria carregada de emoção.
— Eu não quebrei nada! O motor quebrou sozinho! — Ela bufou, quase explodindo de frustração.
— Aham. — Murmurei, rindo de leve, parando o carro no sinal vermelho.
— Que trânsito infernal! — Ela continuou. — Este dia está horrível! — Ela cruzou os braços, emburrada.
— São só 9h30, Santiago. Ainda tem muito dia pela frente. — Soltei uma breve risada, tentando descontrair o clima.
— Ainda assim, já posso sentir que o universo está contra mim. — Ela respondeu de forma dramática, revirando os olhos. — E como se não bastasse, minha tia quer que eu vá à casa dela no final de semana. Se eu não for, vou ser o assunto do Natal! E sabe quem vai estar lá? A minha prima queridinha da família, claro! "Ah, Cindy passou em três faculdades!", "Cindy se formou em Harvard!", "Cindy vai se casar!" — Ela imitou a voz irritante dos parentes, visivelmente incomodada.
— É aquela prima que deu em cima do Victor aquela vez? — Perguntei, lembrando da situação.
— Insuportável? Ela é pior que isso! Fica posando de boazinha, mas fala mal de todo mundo pelas costas. — Ela respondeu, claramente ressentida.
— Deve ser difícil. — Comentei, tentando ser solidário, enquanto o sinal ficava verde e eu retomava a direção.
— E não só isso! — Thaiga continuou, sua voz ficando mais melancólica. — Quando briguei com a Carolina, foi como se eu tivesse visto minha família inteira se voltando contra mim. As pessoas que deveriam estar ao meu lado me julgaram e jogaram toda a culpa em mim.
Enquanto Thaiga falava, minha mente começou a vagar para minhas próprias questões. O trabalho, as missões, tudo parecia estar sob controle. Mas quando o assunto era Alisson, as coisas mudavam. Havia algo na maneira como ela olhava para mim, nos momentos em que conversávamos, que fazia meu coração bater mais rápido. Eu sabia que precisava focar no que era certo — garantir a segurança dela e das outras vítimas —, mas, cada vez mais, me via desejando estar ao lado dela por outros motivos. Estava começando a me questionar se o que eu sentia era mais do que simples responsabilidade.
— Isso é cruel, Thaiga. — Comentei, voltando ao presente. Mas as palavras que eu disse a ela também pareciam se aplicar a mim. Estava sendo cruel comigo mesmo, tentando negar o que sentia.
Ela continuou a falar sobre a prima, o casamento iminente, e os dramas familiares, mas minha mente estava em outro lugar. A missão de hoje era importante, sim. Mas eu sabia que, no fundo, parte da minha motivação era proteger Alisson de qualquer maneira. E talvez, só talvez, eu precisasse admitir para mim mesmo que ela significava mais do que apenas um nome em um relatório de investigação.
Dirigir o carro, naquele momento, era a única coisa que conseguia fazer para não me perder por completo nos meus próprios pensamentos. A cada palavra da Bianca eu me soliderava por sua situação e voltei a atenção para minha amiga.
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case thirty nine:season two
FanfictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
