Capítulo duzentos e cinquenta e seis.

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Second season:two hundred and fifty-six
me deu uma mãozinha
{Tacoma,Washington}
<Lara Cooper narrando>

Eu andava em círculos pela sala, o celular na mão, já começando a perder a paciência. Era o pior momento possível para que a situação piorasse e, de alguma forma, o Victor não estivesse em casa. Pierce me observava, entediada, seus braços cruzados como se nada disso fosse tão importante. No terceiro toque, Victor finalmente atendeu.

— Fala. — Ele disse, a voz abafada, como se estivesse fazendo um esforço para falar. Eu revirei os olhos.

— Onde você se meteu, Augusto? — Eu esbravejei, minha frustração transparecendo. A garota à minha frente franziu as sobrancelhas, claramente ouvindo a conversa, mas não se arriscando a comentar.

— Ah, por aí... — A resposta dele veio com um tom preguiçoso. Eu só murmurei irritada, e logo percebi o som de sua respiração ofegante. Só podia ser algo óbvio. — Sério? — Eu disse baixinho, deduzindo mais ou menos onde ele estava. — Quer saber, não me conta.

— Como eu disse, por aí. — Ele parecia impaciente, e eu fiz uma careta, frustrada.

— Enfim, tenho uma boa e uma má notícia. Qual você quer saber primeiro? — Eu me forçava a manter a calma.

— A boa. — A voz dele estava mais tranquila, mas ainda tinha um tom de brincadeira.

— A boa é que eu saí viva. — Eu disse, deixando a resposta no ar.

— Eu disse a boa primeiro... — Ele respondeu em tom de piada, e eu revirei os olhos, exasperada. — Saiu viva de quê?

— A ruim é que você tem visita. — Ignorei sua pergunta, e vi a ruiva falsificada à minha frente mostrar o dedo do meio.

— Se meteu em problemas de novo, Larissa? Dá pra explicar? — Ela me lançou um olhar cínico.

— É melhor você vir pra casa. — Falei com firmeza, sem dar mais explicações. Eu desliguei.

Madelaine, com a cabeça inclinada para o lado, me analisava de forma desconfiada, e eu a encarei com uma expressão igualmente cautelosa. Ela então se sentou no sofá, parecendo se acomodar em sua posição de "invasora".

— Quer água? — Perguntei, tentando suavizar a tensão. Ela deu de ombros, mas respondeu de forma sarcástica.

— Não, vai que você colocou veneno.

Eu dei um sorriso irônico e fui até a cozinha. Mesmo com a resposta dela, trouxe o copo de qualquer forma e, ao entregá-lo, ela o aceitou, relutante.

— De nada. — Eu falei com uma espontaneidade calculada, e ela me olhou com ódio, os olhos flamejando.

— Eu salvo sua vida e é isso que eu ganho? Água só? — Ela estava claramente insatisfeita.

— Você não salvou minha vida, tansa. Só deu uma mãozinha. — Respondi, com um tom de desdém.

— Orgulhosa. — Ela murmurou, e eu dei de ombros, não me importando.

Foi quando a porta se abriu, e Victor entrou. Ele olhou em volta, observando a casa bagunçada e, em seguida, mirando na figura de Mads com uma expressão de confusão.

— O que aconteceu? — Ele perguntou, apontando para a desordem. Eu levantei as mãos em falsa rendição.

— A culpa é da Madaine. — Eu disse, com a voz carregada de ironia.

— Aí, Cooper, por favor né. — Mads resmungou, e Victor olhou para nós duas, como se estivéssemos brigando como crianças.

— Foi uma invasão. — Eu expliquei rapidamente, e ele balançou a cabeça, ainda sem entender completamente.

— Vim salvar a Lara. — Pierce disse, com um sorriso malicioso. Eu a olhei com desdém, já sabendo o que estava por trás disso.

— Aí, garota, mentir é feio. Ela só veio por interesse. — Falei, de forma ríspida.

— Eu descobri o ataque antes de você! — Ela retrucou, com aquele olhar calculista que não me enganava.

— Claro, você está obcecada por mim. — Eu rebati, com um tom cortante, e ela me lançou um olhar cínico.

— Você mentiu pra mim. — Ela disse, e eu dei de ombros, com indiferença.

— Acreditou porque quis. — Respondi, e Victor agora estava nos observando atentamente, tentando juntar as peças.

— Então vocês se conhecem? — Ele perguntou, a surpresa óbvia em sua voz.

— Sua irmã não disse como eu quebrei o pulso dela?! — Mads respondeu, com sarcasmo, e eu a encarei, sem paciência.

— Ninguém mandou se meter onde não deve. — Eu joguei meu cabelo para trás, tentando manter a postura.

Victor olhou para mim, perplexo.

— Quebrou o pulso dela? — Ele perguntou, claramente sem saber como processar tudo aquilo de uma vez só.

— Se você defender ela, eu vou embora. — Eu disse, com um tom gelado, e a tensão no ar se tornou ainda mais palpável.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora