Second:two hundred and sixty-eigth
★ Nós não somos mais amigas ★
{Seattle, Washington}
<Ana Clara Butera narrando>
Ficar em casa era um tédio completo. A monotonia sufocava meus pensamentos, me deixando presa em um ciclo sem ideias. Decidi que uma volta pela cidade poderia ajudar a clarear a mente e talvez me dar algum insight brilhante para continuar com meu objetivo.
Vesti meu casaco enquanto abria a porta, e é claro, lá estava ela. A garota que costumava ser minha melhor amiga, antes de eu perceber que ela não passava de uma oportunista que usava as pessoas como trampolim para subir na vida. Incrível. Além de ter destruído a nossa amizade e parte da minha vida, agora eu tinha que esbarrar com ela constantemente.
— Ana! — Madelaine exclamou com ironia, o sorriso no rosto me irritando ainda mais.
— Nem começa. — Levantei a mão, sinalizando que eu não queria ouvi-la.
— Você é bem valente pra alguém do seu tamanho, né? — Ela retrucou, a provocação evidente no tom. Fechei o punho, tentando controlar a raiva crescente. — Onde está indo?
— Não te interessa, Madelaine.
— Você costumava me chamar de Mads, se lembra? — A voz dela escorria sarcasmo e nostalgia, como se tentar me atingir fosse uma brincadeira. Revirei os olhos. Por que eu algum dia confiei nela?
— Nós não somos mais amigas. — Declarei, minha voz firme, mas ela apenas riu com amargura. Se eu não a conhecesse tão bem, até pensaria que ela estava arrependida.
— Foi você que escolheu isso. — Aquilo me fez parar, o limite da minha paciência já ultrapassado. Me virei para encará-la de frente, sentindo a tensão aumentar.
— Eu? Foi você que destruiu minha vida!
— Você tirou suas próprias conclusões e nunca me deixou explicar. — Ela argumentou, como se minha fala fosse absurda. Eu podia sentir a velha ferida se abrindo, memórias de como éramos próximas antes de tudo desmoronar. — Você virou as costas pra mim quando eu mais precisei de você, e agora eu sou a vilã dessa história?
— Eu não precisava de explicações, Madelaine. Estava tudo claro. Você me usou. Pessoas assim não precisam de apoio emocional. — Minha voz saiu dura, cortante. Ela suspirou, parecendo tão cansada quanto eu, mas em vez de recuar, ela deu aquele sorriso debochado que eu odiava.
— Sabe, é uma pena que você não conseguiu ser policial. Eu sei o quanto isso era importante pra você. Você teria sido ótima. — A forma casual com que ela jogou aquilo na conversa me deixou em alerta.
— Por que está me dizendo isso? — Perguntei, desconfiada. Esse era um dos principais motivos pelos quais nossa amizade tinha se rompido.
— Nada em específico. Só queria te lembrar que você fracassou. — O tom presunçoso dela me tirou do sério. Antes que eu percebesse, a empurrei com força contra a parede, minha paciência esgotada.
— Escuta aqui, Pierce, eu não fracassei em nada! — Falei com raiva, segurando sua camisa. — Você precisa me ver mal pra se sentir melhor? Quer ser eu? Eu não vou cair nos seus joguinhos. Você pode ter manipulado todo mundo, mas comigo não funciona. Eu não confio em você.
— Não confia em mim pra quê? — Ela franziu o cenho, a provocação evidente.
— Acha que é a única que tem segredinhos? — Retruquei com ironia, piscando pra ela, sentindo um gosto amargo na boca ao vê-la sorrir de novo.
Soltei-a bruscamente, deixando-a para trás. Mas quando olhei para trás, vi que ela apertava os olhos, como se tivesse alcançado exatamente o que queria. E aquilo me deixou mais inquieta do que nunca.
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case thirty nine:season two
FanfictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
