Capítulo trezentos e setenta e um.

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Second season:three hundred and seventy-one
A gente começa pela casa branca ★
{Washington D.C}
<Carolina Decker narrando>

Chegamos à capital, e após uma longa hora para nos acomodarmos no hotel, começamos a entender por que Washington D.C. é chamada de "o coração dos Estados Unidos". Ou pelo menos, é assim que a mídia tenta fazer as pessoas acreditarem. A cidade é marcada pelo peso político, com toda sua pompa e prestígio, e isso transparece em cada esquina. Mas, sinceramente, quem conhece de perto sabe que, por trás dessa fachada, a política aqui é uma verdadeira bagunça. Em vez de lidarem com as verdadeiras questões que afetam o país, a maior parte dos políticos se ocupa de promover suas próprias agendas. E a mídia? Ah, a mídia adora pintar essa imagem de bons moços, de heróis modernos, quando na verdade muitos são os maiores vilões do sistema.

Washington D.C. é conhecida por ser o centro do poder nos EUA, com seus imponentes marcos políticos: o Capitólio, a Casa Branca e a Suprema Corte. São os maiores símbolos da democracia americana, e não é raro ver turistas de todos os cantos do mundo visitando esses pontos. E com turistas, vêm os paparazzi, prontos para capturar até o menor movimento de figuras públicas e políticos, que não passam despercebidos por aqui. E, por falar em clima, não estava esperando o frio cortante. D.C. tem um clima mais rigoroso do que Washington estado. Mal desembarquei e já estava colocando meu moletom e uma touca para me proteger.

Após nos acomodarmos, pedi para todos nos reunirmos no quarto de hotel da Milena — o maior de todos. Ela estava sentada na cama, mexendo no iPad, enquanto Bianca dava uma olhada nos detalhes do quarto, Marcos parecia encantado com a vista da janela, como uma criança em sua primeira visita a um parque de diversões, e o Gilson rindo do Mob, como sempre.

— Vamos, pessoal, foco! — bati palmas para chamar a atenção deles. — O que foi, Mob? Parece que nunca viu uma rua com carros passando na vida?

— Nunca saí do estado de Washington antes. — Ele deu de ombros, e eu cruzei os braços. Miih, ao longe, olhou para ele com um sorriso que claramente refletia o quanto ela achava isso fofo. Não dá para negar, a relação entre ela e Marcos é uma das mais melosas que já vi. Eu até diria que o brilho no olho dela é mais intenso do que a luz da cidade.

— Depois você vê isso com calma. — murmurei com um tom de desdém, e todos me vaiaram, enquanto a Milena jogava um travesseiro na minha direção.

— Tudo bem, se você quiser, podemos sair mais tarde para dar uma volta pela cidade. Mas antes, o caso.

— Sobre isso, eu tive uma ideia. — Bianca disse, levantando a mão, interrompendo a conversa. — De acordo com as pistas, uma das conselheiras do presidente deveria estar na festa do dia 17, mas ela desapareceu há cerca de um ano e dois meses. O caso nunca foi solucionado, porque há suspeitas de envolvimento com a máfia. E vocês sabem, ninguém mexe com a máfia impunemente.

— Se o presidente tem conselheiros para ajudá-lo a tomar decisões sobre o país, por que ele é presidente? — Mob comentou, com os braços cruzados, sarcástico.

— Eu vou fingir que ele não falou isso e continuar. — Thaiga respondeu, claramente desdenhando, enquanto Mob soltava um risinho. — Pensei que, se a gente descobrir o que aconteceu com essa conselheira, podemos descobrir como o clube está envolvido nos desvios de dinheiro na política.

— Ok, mas como vamos investigar isso? — Gilson perguntou, interessado e atento.

— Não é óbvio? A gente começa pela Casa Branca. — Thaiga disse com um sorriso convencido, e, pela reação dos outros, ficou claro que ninguém estava preparado para esse plano.

Denvers, Carter e Diaz arregalaram os olhos.

— O que foi, gente? Não pode ser tão difícil assim.

— Você está bêbada? Quer mexer com a Casa Branca? A gente é FBI, não Interpol. E além disso, quem iria nos dar permissão para investigar a Casa Branca? Mesmo que a gente encontrasse algo, estamos falando do presidente. Ele daria um jeito de se livrar de tudo em cinco segundos e transformaria nossa vida em um inferno. — Carter argumentou, e todos estavam de acordo.

— Relaxa, a Decker fez cinco semestres de direito. Ela conhece as leis, cada parágrafo, os números das leis, os códigos penais. — Bianca tentou aliviar a situação, mas ainda havia ceticismo no ar.

— Olha, eu não concordei com isso! — Eu me defendi, recebendo olhares atentos de todos. — Tudo bem, então vamos investigar a Casa Branca.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora