Capítulo trezentos e oitenta.

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Second season:three hundred and eigthy
Está bem, eu tenho um plano ★
{Seattle, Washington}
<Victor Jones narrando>

A festa estava lotada, o ambiente opressor com gente bem vestida e armada até os dentes. A tensão estava no ar, como se qualquer movimento errado pudesse ser fatal. Se alguém soubesse que estávamos ali por conta do FBI, não haveria tempo para explicar. A nossa sobrevivência não estava garantida. Este não era o tipo de operação onde você pode ser audacioso ou impulsivo. Aqui, cada passo tinha que ser calculado.

— Ok, para descobrir coisas precisamos fazer interrogatórios. Agora, interrogar quem? — Eu falei, pensativo, tentando analisar o cenário. Bárbara deu de ombros, como se estivesse mais desconfortável do que ela costumava mostrar.

— Nessas festas sempre tem alguém que organiza e manda. Se a gente achar ele, vamos achar as pistas, as provas e tudo o mais... — Bárbara disse com um toque de ironia, olhando para o salão abarrotado de pessoas.

— Ah, e você acha mesmo que a gente vai conseguir interrogar o maioral? Anã gótica... ele vai estar cercado de "amigos". — Fiz aspas no ar, brincando com o termo. Ela revirou os olhos, como de costume, mas não disse nada. Olhei ao redor, procurando algo que pudesse nos ajudar a encontrar uma pista, qualquer coisa.

Foi então que percebi as câmeras de segurança. Eram poucas, mas estrategicamente posicionadas ao redor da festa. Um plano começou a tomar forma na minha cabeça.

— Está bem, eu tenho um plano. — Eu disse, já com a mente em ação.

— Finalmente você vai participar da parte prática do caso? — Bárbara disse com sarcasmo, como se eu estivesse sempre no papel de observador. Ignorei o comentário, puxei o braço dela para um canto mais discreto, longe dos olhares curiosos. — Olha, se você mandar eu fazer alguém brigar de novo... — Eu interrompi sua fala antes que ela pudesse terminar a frase.

— Você não vai dar em cima de ninguém, Sevilla. Relaxa. Lembra quando a gente chegou? O sistema fica na parte de trás. Eu vou hackear as câmeras e descobrir alguma coisa. — Falei com confiança, como se tivesse o controle total da situação. Ela franziu a testa, desconfiada.

— Por que você não invade o sistema todo de uma vez? Não seria mais fácil? — Bárbara desdenhou, como se estivesse me desafiando.

— Não é assim que a invasão de computadores funciona, Sevilla. Você está mais chata hoje, hein. — Eu disse, tentando fazer a brincadeira, mas sem muita paciência para discussões inúteis.

— Eu só perguntei! Você que está reclamando de mim o dia todo. — Ela se defendeu com uma voz que eu raramente via, e eu ri levemente.

— Ah, você está sentimental hoje? — Brinquei, mas ela me fuzilou com o olhar.

Então, para mudar de assunto, abracei sua cintura por trás, sem pensar muito. Não importava o quanto o tempo passasse, aquele abraço sempre me causava uma sensação indescritível, como se um choque percorresse meu corpo. Colei nossos corpos, fazendo ela olhar discretamente em direção à escada onde alguns homens mais suspeitos estavam se reunindo.

— Estão começando a suspeitar. Fica alerta com eles. — Sussurrei, bem baixo, para que apenas ela ouvisse.

— Vai demorar? — Ela indagou, olhando para a festa com atenção, tentando parecer despreocupada, mas claramente atenta.

— Depende de quem eu encontrar no caminho. Vou te avisar de qualquer imprevisto. — Soltei-a suavemente, e ela virou de frente para mim. Dei dois selinhos rápidos nela. Bárbara sorriu de lado e, com um último olhar, eu me afastei, em direção à área mais restrita da festa.

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A sala das câmeras era um lugar frio e sem vida, com monitores espalhados por todas as paredes, exibindo imagens da festa. Cada canto da casa estava sendo vigiado, mas com um pouco de habilidade, eu sabia que poderia burlar o sistema e encontrar o que procurava. Minhas mãos começaram a digitar rapidamente no teclado, invadindo a rede de segurança. Tudo estava em ordem até então, mas eu sabia que nada era simples quando se tratava de máfia.

Enquanto mexia nas câmeras, o barulho da festa parecia distante. Eu estava completamente focado na tela, tentando acessar arquivos protegidos. Não seria fácil, mas eu sabia que havia algo que não estava certo. Encontrei a pasta que continha gravações mais antigas, mas, para minha surpresa, ela estava criptografada de uma forma quase impossível de quebrar.

Respirei fundo e comecei a tentar uma abordagem diferente. Minhas mãos não paravam de se mover, digitando linhas de código enquanto eu tentava desviar das barreiras de segurança. Nesse momento, ouvi passos atrás de mim. Antes que eu pudesse me virar, um homem grande me empurrou contra a mesa. O impacto foi forte o suficiente para me fazer bater a boca na borda da mesa. O gosto de sangue preencheu minha boca. Eu estava tonto por um momento, mas rapidamente recuperei o controle. Por que eu sempre apanhava nessas missões?

— Que porra que você tá fazendo aqui? — O homem rosnou, levantando-me pela camisa. Eu senti a raiva subindo pela minha garganta, mas sabia que qualquer reação impulsiva poderia ser fatal.

Lutei contra a dor na boca e respondi com um sorriso cínico:

— Eu estava me divertindo. — Respondi, com um sorriso torto, sentindo a dor na boca aumentar. O homem vacilou e eu chutei seus joelhos fazendo ele cair no chão. Ele fez menção de levantar e eu pressionei seu tornozelo com o pé. — Melhor você ficar aí.

Me das câmeras novamente, e eu logo encontrei o que procurava antes de ser interrompido. Arquivos de segurança mostraram uma série de encontros secretos entre membros do governo e líderes mafiosos. Documentos confidenciais indicavam que o governo tinha acordos não só com essa facção, mas com outras também. Um sorriso sádico surgiu no meu rosto. Agora eu tinha algo que valia ouro.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora