Second:two hundred and fifty-two
★ Uma peça ★
{Washington D.C}
<Narrador on>
Gustavo caminhava apressado pela sala, sua mente absorta em seus próprios problemas, quando chocou o ombro com Maeve.
— Aí! — a morena exclamou, olhando irritada. — Leva junto, então!
— Você não tem casa não? — Gustavo rebateu, visivelmente irritado.
— Minha casa é aqui — Maeve respondeu com sarcasmo, jogando os longos cabelos castanhos sobre o ombro com um gesto teatral.
— Escuta, você paga as contas daqui? Os impostos? A comida? — Gustavo ironizou, cruzando os braços.
Maeve o olhou como se ele fosse idiota.
— Que impostos, cachinhos? Se liga, sua casa nem tem imposto.
— Exato, você não paga nada! — Gu continuou, ignorando a provocação dela.
— E você paga, por acaso? Você depende do seu pai pra tudo! O cartão que você usa está no nome dele, você usa o carro dele, mora na casa dele, e o "filho obediente" que nunca saiu da asa dos pais! — Maeve retrucou, a voz elevada e cheia de desprezo.
— Ah, falou a independente! — Gustavo debochou, sua paciência já no limite. — Maeve, seu pai é literalmente um dos homens mais ricos dos EUA. Nem sua faculdade você paga!
Maeve abriu a boca, ofendida.
— Eu ainda não fiz vinte e um! — ela se defendeu, tentando manter sua postura.
— Nem eu! — ele rebateu prontamente, sem dar trégua à discussão.
Nesse momento, Tainá desceu as escadas, visivelmente incomodada com o barulho.
— Vocês não sabem o que é uma conversa civilizada? Só falam gritando, Deus tenha misericórdia! — Tainá exclamou, cruzando os braços impaciente.
Maeve suspirou, tentando se acalmar.
— Cadê a Lara? — Gustavo perguntou, ainda frustrado.
— Foi pra Washington de novo — Tainá respondeu, enquanto pegava sua bolsa da Chanel, que exalava luxo e status.
— Ah, só pode ser brincadeira — Gustavo murmurou para si mesmo, já sentindo o peso de mais uma complicação.
Maeve esboçou um sorriso sarcástico, enquanto Tainá a puxava pelo braço, quase derrubando-a no processo.
— Tá olhando o quê, Kimberly? Vem logo! — Tainá falou impaciente, arrastando Maeve para fora.
Assim que as garotas saíram, Gustavo seguiu seu caminho, pegando o carro e acelerando até seu destino. Quando chegou, ele entrou correndo pela grande estrutura e parou ofegante no escritório de seu superior.
— Não precisa mais — disse o homem mais velho, levantando a mão em um gesto impaciente, sem sequer olhar para Gustavo.
— O que você fez? — Gustavo perguntou, sua voz carregada de suspeita.
— Nada — respondeu o homem com indiferença.
— Lara voltou para Washington — Gustavo resmungou, sentando-se na cadeira em frente à mesa do superior.
— Eu sei, fui eu que a fiz voltar para lá — o homem deu de ombros, como se fosse a coisa mais banal do mundo.
— Você mandou matarem ela? — Gustavo perguntou, sua voz revelando uma leve indignação.
— Era só para afastá-la por um tempo. Preciso dela bem longe para os próximos passos que vou dar. Se Lara ficar longe, Tainá vai viver a vida sem focar nos meus assuntos, e eu faço o que precisa ser feito — explicou o misterioso, dando um gole em seu uísque com total desdém.
— Lara é nossa aliada... — Gustavo argumentou, tentando manter a calma.
O homem mais velho revirou os olhos.
— Você se importa demais com a garota. Ela é só mais...
— ...uma peça — completou Gustavo, em uníssono com o superior, enquanto ele sorria de forma sarcástica.
— Ora, Gustavo, você está aprendendo — o homem comentou com um sorriso malicioso, levantando seu copo de uísque em um brinde silencioso.
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case thirty nine:season two
FanfictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
