Capítulo duzentos e cinquenta e dois.

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Second:two hundred and fifty-two
Uma peça
{Washington D.C}
<Narrador on>

Gustavo caminhava apressado pela sala, sua mente absorta em seus próprios problemas, quando chocou o ombro com Maeve.

— Aí! — a morena exclamou, olhando irritada. — Leva junto, então!

— Você não tem casa não? — Gustavo rebateu, visivelmente irritado.

— Minha casa é aqui — Maeve respondeu com sarcasmo, jogando os longos cabelos castanhos sobre o ombro com um gesto teatral.

— Escuta, você paga as contas daqui? Os impostos? A comida? — Gustavo ironizou, cruzando os braços.

Maeve o olhou como se ele fosse idiota.

— Que impostos, cachinhos? Se liga, sua casa nem tem imposto.

— Exato, você não paga nada! — Gu continuou, ignorando a provocação dela.

— E você paga, por acaso? Você depende do seu pai pra tudo! O cartão que você usa está no nome dele, você usa o carro dele, mora na casa dele, e o "filho obediente" que nunca saiu da asa dos pais! — Maeve retrucou, a voz elevada e cheia de desprezo.

— Ah, falou a independente! — Gustavo debochou, sua paciência já no limite. — Maeve, seu pai é literalmente um dos homens mais ricos dos EUA. Nem sua faculdade você paga!

Maeve abriu a boca, ofendida.

— Eu ainda não fiz vinte e um! — ela se defendeu, tentando manter sua postura.

— Nem eu! — ele rebateu prontamente, sem dar trégua à discussão.

Nesse momento, Tainá desceu as escadas, visivelmente incomodada com o barulho.

— Vocês não sabem o que é uma conversa civilizada? Só falam gritando, Deus tenha misericórdia! — Tainá exclamou, cruzando os braços impaciente.

Maeve suspirou, tentando se acalmar.

— Cadê a Lara? — Gustavo perguntou, ainda frustrado.

— Foi pra Washington de novo — Tainá respondeu, enquanto pegava sua bolsa da Chanel, que exalava luxo e status.

— Ah, só pode ser brincadeira — Gustavo murmurou para si mesmo, já sentindo o peso de mais uma complicação.

Maeve esboçou um sorriso sarcástico, enquanto Tainá a puxava pelo braço, quase derrubando-a no processo.

— Tá olhando o quê, Kimberly? Vem logo! — Tainá falou impaciente, arrastando Maeve para fora.

Assim que as garotas saíram, Gustavo seguiu seu caminho, pegando o carro e acelerando até seu destino. Quando chegou, ele entrou correndo pela grande estrutura e parou ofegante no escritório de seu superior.

— Não precisa mais — disse o homem mais velho, levantando a mão em um gesto impaciente, sem sequer olhar para Gustavo.

— O que você fez? — Gustavo perguntou, sua voz carregada de suspeita.

— Nada — respondeu o homem com indiferença.

— Lara voltou para Washington — Gustavo resmungou, sentando-se na cadeira em frente à mesa do superior.

— Eu sei, fui eu que a fiz voltar para lá — o homem deu de ombros, como se fosse a coisa mais banal do mundo.

— Você mandou matarem ela? — Gustavo perguntou, sua voz revelando uma leve indignação.

— Era só para afastá-la por um tempo. Preciso dela bem longe para os próximos passos que vou dar. Se Lara ficar longe, Tainá vai viver a vida sem focar nos meus assuntos, e eu faço o que precisa ser feito — explicou o misterioso, dando um gole em seu uísque com total desdém.

— Lara é nossa aliada... — Gustavo argumentou, tentando manter a calma.

O homem mais velho revirou os olhos.

— Você se importa demais com a garota. Ela é só mais...

— ...uma peça — completou Gustavo, em uníssono com o superior, enquanto ele sorria de forma sarcástica.

— Ora, Gustavo, você está aprendendo — o homem comentou com um sorriso malicioso, levantando seu copo de uísque em um brinde silencioso.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora