Second season:three hundred and eighty-two
★ Larga a arma, Ariel ★
{Tacoma, Washington}
<Lara Cooper narrando>
O sol já estava se pondo quando tudo aconteceu. Eu estava andando pelas ruas de Washington apenas para aproveitar o final da tarde. A cidade é linda ao anoitecer, e eu precisava pensar em outras coisas que não fossem máfia, meu irmão, governo e a Tainá. A neve começou a cair em pequenos flocos brilhantes, e o vento gelado soprou em minhas bochechas avermelhadas.
Comecei a ter a sensação de estar sendo observada e seguida. Continuei andando em linha reta, com a cabeça erguida, já em estado de alerta para qualquer coisa que pudesse acontecer. Quando estava em uma rua mais deserta, ouvi passos atrás de mim e me virei rapidamente, vendo um homem com uma arma na mão. Revirei os olhos e suspirei.
— É sério? Vocês só pensam em mim 24 horas por dia? Não tem uma louça pra lavar ou algo assim? — Falei, e o homem continuou sério, ameaçando apertar o gatilho — Vai querer fingir ser o 007 ou vai falar logo o que você quer? — Ironizei, cruzando os braços.
— Não se faça de boa moça. Nós vimos você lá, invadindo o sistema da festa, Lara. Sério? Achou mesmo que não íamos descobrir seus planinhos idiotas? — O homem debochou, e minha expressão mudou imediatamente. Suspirei pesadamente, olhei ao redor e depois para a arma em sua mão.
— Parece que não, mas olha só você me descobriu. Parabéns. — Debochei, sem tirar os olhos da arma dele.
— Você pode se achar esperta, mas não é. Se continuar com seus joguinhos idiotas, quem vai sofrer as consequências são seus amiguinhos... Uns amigos meus viram seu irmão e a namorada na festa do crime organizado em Seattle. Acho melhor você avisar eles pra tomarem cuidado. — O homem disse com desprezo na voz.
Foi a minha deixa para pegar a arma dele e jogá-la longe na neve. Dei um soco no rosto dele, e ele caiu no chão. Segurei o braço dele contra o chão, e o olhar dele agora estava brilhando de medo. Olhei para ele com raiva.
— Avisa pro seu chefe que, se ele acha que vou me intimidar com o clube, ele está errado. Se colocarem um dedo na Babi, no Victor, ou principalmente na Tainá, eu acabo com o exército de vocês antes da meia-noite, e você vai ser o primeiro a cair. — Falei com tom irritado. Ele simplesmente balançou a cabeça.
Antes que eu pudesse continuar, ouvi o som de uma arma sendo destravada atrás de mim. Soltei o homem que estava no chão.
Me virei devagar, e lá estava ele, com um revólver apontado para o meu peito. Ao lado dele, três homens de cada lado, caso eu pensasse em fazer qualquer coisa. Me controlei para não estrangulá-lo.
— Achou mesmo que a gente não tinha um plano B? — Alejandro debochou, e eu dei um sorriso sarcástico para ele. — Larga a arma, Ariel. — Ele completou, e eu deixei a arma cair no chão, levantando as mãos em rendição. E dessa vez o receio começou a tomar conta de mim.
— Se você der um passo, eu atiro. — Ele disse, mirando nos meus joelhos. — Posso não te matar, mas você vai ficar sem andar.
— Se vocês querem tanto me matar, vão em frente. — Gesticulei, e ele deu um riso escárnio antes de se aproximar. Seus dedos seguraram meu queixo e me forçaram a olhar nos olhos dele, cheios de malícia.
— Eu prefiro te torturar primeiro. — Ele disse.
— Entra no carro, sem gracinhas. — Ele ordenou. Eu olhei para ele com os olhos marejados. Não eram lágrimas de medo, mas de pura raiva. Eu odiava Alejandro Costa.
— Agora.
Ele soltou meu rosto, e eu caminhei até o carro, deixando-me chorar até chegarmos ao destino final.
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case thirty nine:season two
FanfictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
