Second season:two hundred and eigthteen
★ E é isso que eu ganho por tentar? ★
— Qual é a sua implicância com a minha vida amorosa, hein? — Victor perguntou, com aquele sorriso irritante que ele sempre usava quando queria me provocar.
Eu respirei fundo, tentando manter o foco na estrada.
— Eu só pensei alto. — Disse, tentando encerrar o assunto.
— Ah, pensei que estava pensando em mim. — Ele continuou com a provocação. — Ou na minha vida amorosa?
— Você não tem vida amorosa. — Rebati com sarcasmo, mantendo a atenção no trânsito. Ele sempre sabia como me irritar.
— Oh, claro, falou a senhorita "estou prestes a casar". — Victor soltou, zombando da minha aparente indiferença com relacionamentos.
Dei de ombros, me esforçando para parecer desinteressada.
— Eu não me importo com a minha vida amorosa.
Victor ficou em silêncio por um segundo, mas quando voltou a falar, sua voz estava mais séria.
— Por que é sempre tão fria? — Ele perguntou, sua irritação agora misturada com algo mais profundo.
— Eu não sou fria, eu... — Tentei responder, mas ele me interrompeu.
— Está sempre desconfiada de todo mundo, como se mostrar um mínimo de sentimento fosse te destruir. Nunca se apaixonou, sempre afasta qualquer um que tenta chegar perto. Do que você tem tanto medo, Bárbara?
Suas palavras me atingiram como um soco no estômago. A verdade era que eu sabia exatamente do que eu tinha medo. Desde que minha mãe foi embora, desde que meu pai passou a trabalhar demais, sempre ausente... eu me fechei. Sempre preferi que as pessoas me temessem a gostar de mim. Medo de perder mais alguém, medo de perder o controle e machucar alguém quando a raiva toma conta de mim.
Mas eu nunca deixaria Victor ver isso.
— E você, por que se importa tanto com os meus sentimentos? — Bufei, tentando esconder o turbilhão que se passava dentro de mim. — Eu não tô nem aí pra sua vida amorosa inexistente.
— Agora tá brava? Por quê? Só você pode julgar todo mundo, mas ninguém pode falar nada de você? — Ele disse, com um tom ácido, mas claramente magoado.
Parei o carro bruscamente quando chegamos ao destino e puxei o freio de mão.
— Esse é o meu jeito, Victor! Eu não pedi pra você gostar de mim! Não finge que se importa, porque você não se importa. Não faz questão, e eu sou insignificante pra você. A gente não é amigo. Então para de querer se meter e fica fora da minha vida! — Esbravejei, desligando o carro, meu peito subindo e descendo rápido de raiva e... talvez algo mais.
Victor me encarou, surpreso com a minha explosão, mas algo em seu olhar mudou. Ele também estava irritado, mas havia algo mais ali — uma dor que eu não estava esperando ver.
— Só pra você saber, eu me importo sim. Mas você me afasta o tempo todo. E é isso que eu ganho por tentar? — Ele falou, a voz tensa, como se estivesse segurando algo dentro de si. — Mas tudo bem, eu entendi. Você quer que eu fique fora da sua vida, então eu vou ficar. A gente não é amigo mesmo.
E antes que eu pudesse responder, ele saiu do carro, me deixando sozinha com meus pensamentos — e com a sensação desconfortável de que talvez eu tenha ido longe demais dessa vez.
Enquanto eu via Victor se afastar, o peso do que eu tinha acabado de dizer começou a cair sobre mim. Ele tinha razão em muitas coisas, e isso me irritava mais do que qualquer provocação. Eu me protegia com essa barreira, mas talvez estivesse afastando quem eu menos queria perder.
Mas admitir isso... bem, isso eu ainda não estava pronta para fazer.
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case thirty nine:season two
FanfictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
