Second season:two hundred and sixty-six
★ Marcos, você tá bêbado? ★
{Tacoma, Washington}
<Milena Denvers narrando>
Carol tinha saído para a casa da Babi algumas horas atrás, e, passando das 02h30 da manhã, eu sabia que ela não voltaria mais para casa hoje. Como esperado, recebi uma mensagem dela avisando que dormiria por lá. Suspirei, dando um gole no meu chá quente enquanto uma comédia qualquer passava na televisão, mas a verdade era que eu mal prestava atenção. Meus pensamentos estavam em outro lugar.
Eu bocejei, sentindo o peso do cansaço tomar conta. Coloquei a xícara de lado e me deitei no braço do sofá, deixando os olhos se fecharem lentamente. Mas, quando estava prestes a pegar no sono, o toque do celular me arrancou da beira do descanso. Resmunguei, pensando em ignorar, mas ele não parava de tocar. Irritada, me levantei para atender, já sabendo quem era antes mesmo de olhar a tela. Mob. Claro que seria ele. Atendi com relutância, uma parte de mim já sabendo que iria me arrepender.
- Miih! Como você tá? - A voz dele saiu carinhosa demais e estranhamente embolada.
- Como eu tô? Eu tô cansada! Quero dormir! Isso lá é hora de ligar pra alguém que você mesmo disse que só pensa em si! - Esbravejei, esperando que ele notasse o quanto estava sendo inconveniente. Ao invés disso, ouvi um choramingo do outro lado da linha.
- Desculpa... - Ele parecia uma criança que sabia ter feito algo errado. - Não era verdade.
- Como é? - Perguntei, um pouco surpresa.
- Escuta, Miih, eu preciso te contar uma coisa.
Respirei fundo, tentando manter a calma. Foi nesse momento que percebi o motivo da conversa estranha. Sua voz estava embolada, e as frases desconexas faziam todo sentido. Ele estava bêbado.
- Marcos, você tá bêbado?
- Não... Foram só uns shots de tequila. Eu tava conversando com os meninos sobre você e pensei em te ligar. - Ele respondeu com uma voz culpada, e eu passei a mão pelo rosto, soltando um longo suspiro.
- Meu Deus, o que foi que eu fiz pra merecer isso? Eu sou uma pessoa tão legal... Só queria uma vida tranquila. - Murmurei para mim mesma, implorando por paciência. - É segunda-feira, Marcos!
- Miih... Desculpa. Mas eu queria muito te dizer que eu sempre fui completamente e ridiculamente apaixonado por você. - Ele disse de repente, pegando-me totalmente de surpresa. - Tipo, sempre. Achei que você nunca fosse notar, depois de três anos eu tinha perdido as esperanças. Mas quando a gente saiu... foi mágico. Eu nunca me senti assim. Gosto do seu sorriso e do seu jeito fofo.
Fiquei em silêncio, incapaz de formular uma resposta imediata. Meu coração deu um salto, e por mais que eu quisesse ouvir essas palavras, o medo me impedia de reagir. Medo de dar outra chance, e acontecer a mesma coisa da última vez.
- Mob... - Tentei falar, mas ele me interrompeu.
- Gosto de como você é prestativa e simpática, é linda. Quando a gente ficou, eu estava nas nuvens. Mas quando você terminou comigo por mensagem... Nem sei explicar como me senti. E, não, eu não me arrependo de ter brigado com você! - Ele acrescentou, como se precisasse deixar isso claro. - Mas eu sinto sua falta...
Meu estômago revirava enquanto tentava processar todas as palavras. Era aquilo que eu queria ouvir, mas algo dentro de mim gritava para não ceder. Uma parte de mim sabia que estava sendo covarde de novo, adiando uma conversa que precisava ser encarada de frente.
- Mob, você tá bêbado. Me liga quando tiver coragem de assumir essas coisas sóbrio. - Respondi, e antes que ele dissesse mais alguma coisa, desliguei a chamada.
Fiquei olhando para o celular, sentindo o peso das palavras dele me atingir com força.
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case thirty nine:season two
Fan-FictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
