Capítulo trezentos e trinta e dois.

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Second season:three hundred and thirty-two
Eu gostei de beijar você
{Tacoma, Washington}
<Tainá Costa narrando>

Estava perdida no celular, tentando de todas as formas evitar pensar em coisas ruins. Ouvi batidas na porta e, antes que eu pudesse responder, ela se abriu bruscamente. Pulei na cama de susto, vendo Lara entrar aflita, batendo a porta com força. Respirei fundo, tentando me recompor.

— Porra, você me assustou! — Exclamei, ainda com o coração acelerado. Lara se sentou na ponta da cama, calada, cobrindo o rosto com as mãos. — O que aconteceu? — Perguntei, mas o silêncio continuou.

Percebi então o som abafado de soluços. O coração apertou no peito ao vê-la daquele jeito. Me aproximei e comecei a afagar suas costas. Lara abaixou ainda mais a cabeça, e eu segurei suas mãos, tentando confortá-la. Ela as afastou imediatamente — sempre odiou que alguém a visse chorando. Mas, desta vez, não a deixei escapar. Segurei suas mãos novamente, forçando-a a olhar para mim. Com toda a confiança que consegui reunir, disse num tom reconfortante:

— Está tudo bem. Eu tô aqui.

Foi o suficiente para ela desabar. Lara se entregou ao choro e se aninhou em mim, deitando a cabeça em meu ombro. A abracei forte, sussurrando palavras de conforto.

Não sabia o motivo do seu choro, mas pouco importava. Não precisava ser algo grandioso. Mesmo que fosse pelo motivo mais bobo do mundo, eu ainda estaria ali, ao seu lado, a abraçando e escutando. Lara já me viu em momentos de fraqueza tantas vezes, e nunca, em nenhum momento, desmereceu meus sentimentos. Ela sempre esteve lá para mim, pronta para me levantar, arrancar um sorriso, me fazer sentir melhor.

Eu seria eternamente grata por isso. A verdade é que eu a amava mais do que conseguia expressar.

Depois de um tempo, ela começou a se acalmar, limpando as lágrimas.

— Quer falar sobre o que aconteceu? — Perguntei, quando ela finalmente se afastou e sentou ao meu lado. Afaguei suas costas de leve, esperando pacientemente.

Lara hesitou por um momento, procurando as palavras certas.

— Descobri que iam invadir a casa do meu irmão. Ele ficou sabendo, e a gente brigou. Eu disse que não queria que ele se metesse, que não queria vê-lo em perigo. Mas ele insiste em me proteger. Se algo acontecer com ele, eu não me perdoaria. — Sua voz saiu baixa, carregada de preocupação.

Respirei fundo antes de responder.

— Olha, ruivinha, eu entendo que você quer protegê-lo, assim como ele quer proteger você. Mas brigar não vai ajudar. Vocês deviam sentar e conversar, já que se importam tanto um com o outro. E, querendo ou não, ele já está envolvido. O melhor agora é vocês se unirem e tomarem cuidado juntos.

Lara ficou em silêncio, refletindo sobre o que eu disse. Então, sem uma palavra, levantou-se e foi até o banheiro. Quando voltou, havia uma paz estranha no ar, um silêncio que pesava. Senti meu coração acelerar. Minha mente começou a vagar, trazendo à tona memórias do nosso beijo. A sensação de nossos lábios se encontrando, de como aquele beijo foi doce e intenso. Eu nunca tinha sentido nada parecido com nenhum homem antes.

Respirei fundo, tentando afastar o nervosismo.

— Eu gostei de beijar você. — As palavras escaparam antes que eu pudesse segurá-las, e imediatamente tapei minha boca com a mão. Lara me olhou, seu rosto assumindo uma expressão que eu não conseguia decifrar. Raiva? Surpresa? Constrangimento? Não dava para saber. Tentei me recompor. — Mas eu vou entender se você quiser esquecer e nunca mais falar comigo.

Ela riu, um riso sarcástico que me deixou ainda mais confusa. Antes que eu pudesse perguntar o porquê, ela segurou meu rosto e me deu um selinho demorado. Nossos olhares se cruzaram novamente.

— Tainá, eu também gostei de beijar você.

Seu olhar era suave, quase brincalhão, enquanto eu me sentia completamente atordoada. Sem pensar, puxei-a para mais um beijo. Dessa vez, o beijo ganhou intensidade, e ela logo abriu passagem para a língua, explorando minha boca de forma que me fez arrepiar. Suas mãos deslizaram por minha barriga, subindo por baixo da minha camisa, apertando meus seios por cima do sutiã. Eu suspirei, já me perdendo na sensação.

Num impulso rápido, ela me empurrou levemente para a cama, interrompendo o beijo por um segundo. Seus olhos brilhavam com malícia, enquanto os meus estavam repletos de desejo, mas também de uma leve incerteza. Nunca tinha feito isso com uma mulher, mas eu queria. Queria muito.

Lara desceu os lábios para o meu pescoço, deixando uma trilha de beijos que me fez arquear as costas de prazer. Seus beijos continuaram descendo, até ela levantar minha blusa e morder levemente minha cintura, me arrancando um suspiro de desejo. Eu estava completamente entregue.

Ela segurou meu short e perguntou, com um sorriso no rosto:

— Posso?

Então ela colocou o tecido da minha calcinha de lado e eu senti seus dedos deslizaram por minha extensão me fazendo arfar. Então ela parou em meu clitóris fazendo movimentos circulares devagar e me fazendo gemer e apertar os lençóis. Lara parecia satisfeita com a reação que tinha causado e deu uma sombra de sorriso encarando profundamente minha expressão de prazer. Fechei os olhos aproveitando a sensação e ela foi aumentando o ritmo aos poucos, e quanto mais ficava rápido mais meus gemidos ficavam alto. Ela chegou ao limite de rápido e eu me contorci de prazer na cama. E me tirando totalmente do eixo ela introduziu um dos dedos e eu senti que ia ficar rouca, e seus movimentos com o dedo fizeram algum tipo de onda dentro de mim então ela colocou outro dedo e movimentou mais rápido. Aquilo era melhor do que qualquer sexo hetero que eu já havia experimentado.

Então eu senti seus dedos afastarem meus grandes lábios e ela abaixar a cabeça com sua língua quente indo em direção à minha intimidade.

Lara sabia exatamente o que fazer para me dar prazer e eu estava adorando tudo aquilo. Minhas pernas se apertaram contra ela e eu segurei seu cabelo em um desespero por mais. Revirei os olhos e sento meu corpo estremecer e a sensação de calor me invadir. Eu havia atingido o ápice. Então a Lara levantou a cabeça e limpou a boca e eu tentava recuperar o fôlego.

— Você é bem escandalosa, hein? — Provocou, me fazendo rir. Joguei um travesseiro nela, e rimos juntas.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora