Second season:three hundred and sixteen
★ O que eu queria ★
{Washington D.C}
Tainá Costa narrando
Eu não desci para jantar com meus pais e meu irmão naquela noite. Não dava. Todo mundo tinha visto. Eles tinham visto. Aquele era, sem dúvidas, o pior dia da minha vida. Maeve tinha me dito para encarar o problema de frente, admitir logo o que aconteceu. Não era difícil juntar os fatos. Qualquer um podia ver que a ruiva era a Lara. E o Gustavo... ele também estava no desfile. Ele sabe, ou logo vai saber.
Eu nem tinha tido coragem de falar com a Lara ainda. Ela me mandou uma mensagem depois do beijo, mas eu não tive forças para abrir. Cada vez que eu pensava no que fiz, meu rosto esquentava de vergonha. Claro que eu tinha gostado de beijá-la, mas isso só tornava tudo pior. Eu sabia, com uma certeza dolorosa, que para ela, eu era só a melhor amiga. A amiga tola. E agora, eu estava apavorada pensando que poderia ter estragado tudo. Nossa amizade... será que acabei com ela para sempre?
Era como viver um pesadelo.
E, para piorar ainda mais, a fome começou a aparecer, mas eu não desceria para jantar. De jeito nenhum. Não até todos esquecerem disso, se é que um dia esqueceriam. Me encolhi debaixo das cobertas, choramingando baixinho.
Eu nunca deveria ter beijado a Lara. Nunca deveria ter mentido para ela. E, principalmente, nunca deveria ter deixado ela se envolver com minha família e tudo o que vem junto com isso. Eu odiava tudo isso. Odiava minha família com todas as minhas forças. Eu fui praticamente forçada a ser exposta nas câmeras, na mídia, desde que tudo começou. E, desde então, a imprensa não me deixava em paz. Não deixavam meu pai, nem minha mãe, e muito menos o Gustavo. Meus "outros familiares" também estavam sempre em foco, e cada vez que eu tinha que dar uma entrevista, um arrepio de desgosto percorria minha espinha.
Eu nunca quis essa vida. Eu só queria ser uma jovem normal. Meu sonho era ser estilista, criar, mas me forçaram a ser modelo, a desfilar, a ser o que eles queriam. Ninguém nunca perguntou o que eu queria. Às vezes, eu me pegava pensando como seria se eu tivesse nascido em outro lugar, em outra família. Talvez as coisas fossem diferentes.
Me revirei na cama, sentindo o peso da responsabilidade esmagando meu peito. Apaguei a luz do abajur, fechei os olhos e tentei dormir, mas os pensamentos não me davam trégua.
Será que eu sempre gostei de mulheres? Ou será que foi só a Lara? Tudo era tão confuso, tão novo, e ao mesmo tempo, tão assustador.
Tudo bem, amanhã eu vou falar com a Lara. Vou tentar resolver isso. Eu preciso resolver.
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case thirty nine:season two
FanfictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
