Capítulo duzentos e setenta e cinco.

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Second season:two hundred and seventy-five
Você também tem problemas com a sua mãe? ★
<Bárbara Sevilla Narrando>

Milena já estava completamente embriagada, só faltava subir nas mesas. Thaiga e Carol estavam no karaokê, torturando a todos com suas vozes desafinadas. Eu, por outro lado, estava orgulhosa de mim mesma. Pela primeira vez, disse que não ia beber e mantive minha palavra. E pode apostar que vou lembrar minhas amigas de todos os detalhes constrangedores amanhã.

— Sabe, Babi... acho que quero cantar com as garotas. — Milena falou com a voz embolada enquanto eu mexia no meu copo vazio.

— Melhor você tirá-las de lá e cantar sozinha. Daqui a pouco as pessoas vão embora do bar. — Murmurei, e ela se deitou no meu ombro, completamente mole.

— Eu queria muito nunca ter conhecido o Marcos. — Ela confessou, e eu apenas assenti. — Mas eu gosto dele.

— Sei que gosta. — Respondi, sem tirar os olhos do copo.

— Você tá tão quieta hoje... até agora não me xingou. — Ela comentou, parecendo surpresa.

— Não tenho nada pra falar. — Dei de ombros, sem vontade de puxar assunto.

Nesse momento, Gabriel se aproximou e pediu um drink ao nosso lado. Milena bateu as mãos na mesa, se levantando com uma instabilidade que me fez revirar os olhos.

— Você não tem nada pra falar, mas eu tenho! — Ela anunciou, me deixando preocupada.

— O que você vai fazer, Milena? — Perguntei, já esperando o pior.

Ela me ignorou completamente e saiu em direção ao karaokê. Gabriel riu e virou seu drink de uma vez. Eu ri junto e dei mais um gole da minha bebida.

— Melhor ir devagar ou você vai acabar igual a eles. — Apontei para os nossos amigos, que já estavam em estado deplorável.

— Eu preciso relaxar. Minha mãe me estressa ao extremo. — Gabriel murmurou, e eu concordei em silêncio.

— Ah, disso eu entendo bem. — Respondi, lembrando da minha própria mãe, a mulher que me abandonou quando eu era apenas um bebê.

Eu não conhecia Gabriel tão bem, na verdade. Sabia algumas coisas sobre ele, o suficiente para notar que ele era muito rico, um tanto arrogante e um excelente detetive. Mas, curiosamente, nossa conversa fluía como se nos conhecêssemos há anos. Era estranho, como se ele fosse alguém familiar para mim.

— Você também tem problemas com a sua mãe? — Ele perguntou, intrigado.

— "Problemas" é uma palavra fraca. Nossa relação é conturbada, pra não dizer inexistente. — Respondi, talvez mais melancólica do que pretendia. — Ela perdeu o direito de ser chamada de mãe no dia em que passou pela porta e nunca mais voltou.

— Sinto muito, Babi. — Ele disse, e eu dei de ombros, tentando minimizar.

— Não me importo mais. E você? — Perguntei de volta.

— Minha mãe é difícil de lidar, às vezes extremamente babaca. Mas, sei lá, eu ainda a amo. Só que ela vive dizendo que estou agindo como um mimado e quer mandar na minha vida social, como se eu ainda tivesse quinze anos.

— É só ignorar. Você é adulto, não precisa disso. Se você mostrar que não se importa, ela vai parar. — Aconselhei, e ele ficou pensativo, processando o que eu disse.

Antes que ele pudesse responder, Carolina apareceu tropeçando na nossa direção, claramente bêbada.

— Gabriel! — Ela exclamou, empolgada.

Decidi me afastar e deixar a Carol tomar meu lugar. Ela claramente tinha muito mais a dizer... ou a enrolar com o álcool correndo nas veias.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora