Capítulo trezentos e cinco.

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Second season:three hundred and five
Qué opinas, rubia? ★
{Tacoma, Washington}
<Bárbara Sevilla narrando>

A casa do Bak parece um castelo imponente. Noventa por cento dela é branca, com os outros dez por cento em tons pastéis. Há pilastras no meio da sala, quadros enormes que praticamente me engolem, três andares, um quintal vasto com espaço para piscina e até uma quadra de basquete (não estou exagerando). Eu já tinha dado uma espiada na vista do andar de cima, e ela é deslumbrante. Hoje, a casa está toda decorada para o aniversário de 26 anos do Bak.

Carol comentou que o pai do Bak é um advogado extremamente bem-sucedido e que a mãe é CEO de uma empresa. Além disso, o próprio Bak ganha uma boa grana sendo um dos detetives mais requisitados. Os Di Laurentis estão entre as maiores fortunas do estado de Washington.

Em resumo: a Carolina se deu bem.

Falando nela, ela estava ao meu lado, conversando sobre algo que, honestamente, eu não estava prestando muita atenção.

— Vou pra Califórnia no feriado. — Carol avisou, me tirando dos meus devaneios.

— Que feriado? — Perguntei, meio desinteressada.

— O de Ação de Graças.

— Mas isso é só em novembro.

— Babi, a gente já está em meados de outubro. — Ela comentou, como se fosse óbvio, e eu dei um gole da minha bebida.

— Não fazia ideia.

— Claro, vive com a cabeça na lua. — Carolina bufou, e eu dei de ombros. — E você?

— Eu o quê?

— Vai passar o feriado com seu pai?

— Ele me chamou pra ir pra Flórida, mas acho que não vou. Não tenho paciência pra viajar, e lá é muito quente.

— O que ele vai fazer na Flórida? — Carol estreitou os olhos, curiosa, e eu soltei uma risada.

— Eu nasci na Flórida, Carol. Morei lá até os cinco anos.

— Jura?! Onde?

— Miami.

— Bárbara! Mas lá não é tipo, só pra milionários? — Ela perguntou, surpresa, e eu fiz um gesto de "mais ou menos".

— E por que você se mudou pra Washington?

— Basicamente, minha mãe biológica era latina, e Miami tem muitos latinos, então era mais uma questão de cultura e raízes. Mas, quando ela nos abandonou, meu pai não gostava mais de Miami, porque tudo lá lembrava ela. Ele juntou uma grana e, eventualmente, nos mudamos pra cá.

— Você tem raízes latinas?

— Qué opinas, rubia? — Provoquei, falando em espanhol. Poucas pessoas sabiam sobre minhas raízes latinas ou o fato de que eu falava espanhol fluentemente. Carol me olhou surpresa.

— A cada dia eu tenho mais certeza de que não te conheço. Bom, mudando de assunto, acho que os pais do Bak chegaram.

— Será que eles andam com notas de cem dólares no bolso?

— Olha, o pai do Bak, não. Mas a mamãe Di Laurentis provavelmente anda.

— Ela sabe que você a chama de mamãe Di Laurentis? — Perguntei, rindo, e Carol deu de ombros.

— Acho Wanessa Di Laurentis formal demais. — Carol desdenhou, e o Victor se aproximou, começando a prestar atenção na nossa conversa. Sua proximidade me incomodava, mas não porque eu não gostasse. Na verdade, eu queria me grudar a ele.

— O nome da mãe dele também é Wanessa? Somos mais parecidos do que eu esperava. — Comentei, sarcástica.

— Que Wanessa? — Victor se juntou a nós, curioso.

— A mãe do Bak. — Respondi, deixando minha taça de lado.

Eu podia sentir a tensão aumentando, mas não era desagradável. Na verdade, o fato de Victor estar tão perto fazia o ambiente parecer ainda mais interessante.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora