Capítulo duzentos e sessenta e sete.

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Second season:two hundred and sixty-seven
Os meus sentimentos não importam? ★
{Tacoma, Washington}
<Marcos Diaz narrando>

Cheguei no escritório com a cabeça latejando, como se ela estivesse prestes a explodir. Três garrafas de água já tinham passado pela minha garganta e nada parecia aliviar a ressaca. Mal entrei na sala e Carol me puxou para um canto, seu olhar sério já me indicando que eu estava prestes a receber uma bronca.

— O que foi? — Perguntei, encostando na parede, tentando ao menos parecer casual.

— Você ligou pra Milena?! Bêbado?! — Ela soltou com uma mistura de bronca e exasperação, e eu revirei os olhos, já imaginando que a história tinha se espalhado.

— Eu sei o que eu fiz, Victor e GS não me deixaram esquecer o caminho todo. — Respondi, tentando disfarçar meu desconforto. Resmunguei enquanto a dor de cabeça latejava novamente.

— Jones e Carter estavam com você? — Ela bufou, irritada.

— Sim, eles foram lá em casa. "Mob, é melhor você não beber", "Marcos, não bebe", "Se você fizer besteira, eu não me responsabilizo", mimimi, mimimi... — Imitei os dois, cheio de sarcasmo, já cansado de me sentir como um adolescente sendo repreendido.

— Então não foi por falta de aviso! Você é burro ou o quê? — Carol cruzou os braços, claramente irritada.

— Eu sou adulto, sei o que faço. — Respondi, já impaciente.

— Pois não parece! — Ela retrucou, o tom cada vez mais irritado.

— Eu me declarei pra ela, e daí? Ela não se importou. — Falei, sentindo a paciência se esgotar. A verdade era que eu estava mais magoado do que queria admitir.

— Ah, sério que você disse isso? — Carol soltou um riso sarcástico, aquele típico jeito dela de me lembrar que eu estava sendo teimoso. — Ela se importa, e muito! Você não mora com ela pra saber! Eu acho melhor você ir lá e resolver essa briga com a Milena.

— Por que eu tenho que resolver? Ela que me tratou como se eu fosse um brinquedinho sexual! Ela ignorou o que eu sentia por ela, e agora eu tenho que pedir desculpas? Desculpas pelo quê, Carol? — Falei, já sentindo a raiva borbulhando por baixo da frustração. Era injusto eu sempre ter que ser o cara que cede.

— Mob, eu sei que a Milena errou com você, e não tiro a sua razão. Mas é a Milena. Ela tem medo de se arriscar em tudo. Dá uma chance pra ela. — Ela falou, acariciando meu braço de forma amigável, mas aquilo não fazia com que a mágoa fosse embora.

— E eu tenho que ficar magoado e me adaptar por causa dela? Os meus sentimentos não importam? — Perguntei, desviando o olhar, irritado. Parecia que, no final, a história sempre girava em torno dos medos dela, e eu tinha que lidar com isso sozinho.

— Mob, não é isso... — Carol começou a falar, mas eu já não queria mais ouvir. Não naquele momento.

O restante do esquadrão começou a chegar, e eu notei Milena passar direto por nós. Carol seguiu meu olhar, como se soubesse o que eu estava pensando.

— Mob? — Ela chamou minha atenção de volta.

— Hm?

— A Milena gosta de você, de verdade. — A loira insistiu, seu tom sincero me fez ceder, mesmo que com relutância.

— Tá, eu vou falar com ela. Mas não prometo nada. — Respondi, tentando mostrar indiferença, embora a verdade fosse que eu estava mexido por dentro.

Carol sorriu de um jeito malicioso, como se estivesse pensando em algo. Já me afastei antes que ela pudesse desenvolver alguma ideia de "gênio". Fui em direção à Babi, que também parecia perdida em seus próprios pensamentos, e fiquei ao seu lado.

— Pera aí, eu não acabei! — Carol me seguiu, e Babi virou a atenção para ela também.

— Hey, amigos. — Victor chegou perto, sempre com aquele jeito casual.

— O que vocês acham de a gente sair? O esquadrão todo e tal... — Carol sugeriu, com um sorriso esperançoso.

— Ah, claro, pra esquecer que o Mob se declarou pra Milena? — Babi ironizou, e eu revirei os olhos.

— Eu estava bêbado! — Argumentei, sentindo que esse detalhe estava se tornando irrelevante para todos.

— Eu também estava. — Babi murmurou, dando as costas e indo em direção à sala.

Victor revirou os olhos, como se a resposta dela fosse uma alfinetada só para ele. Fiz uma nota mental de perguntar depois o que tinha rolado entre os dois. Será que a Babi tinha se declarado bêbada também?

— Vocês vão, por bem ou por mal. — Carol continuou insistindo na ideia da saída, determinada como sempre.

— Ah, sim, e você vai chamar o Miller só pra ter uma desculpa de ver o Gabriel? — Victor zombou, e Carol abriu a boca, ofendida.

— Isso aqui virou um ataque pessoal?! — Ela exclamou, indignada.

Victor apenas riu, e eu observei o desenrolar da cena. No fundo, eu sabia que precisava falar com Milena, mas não estava pronto. Não ainda.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora