Capitulo trezentos e quarenta e quatro.

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Second season:three hundred and forty-four
Olha, isso é uma fase ★
{Tacoma, Washington}
<Bárbara Sevilla narrando>

Cheguei em casa tarde, após decidir dar uma volta de carro depois do trabalho. Quando entrei, encontrei Gaby encolhida no sofá, assistindo a um filme de romance, com o braço apoiado na cabeça.

— Você chegou! — Ela levantou o olhar animada.

— O que você está assistindo? — perguntei, tentando disfarçar a curiosidade.

— Um romance. — Ela respondeu com um sorriso travesso.

— Que novidade... — resmunguei, me jogando no sofá preto ao lado dela.

— Não é só um romance, é sobre amizade e adolescência. E, convenhamos, você é a maior fã de filmes da Disney.

— Não estrague minha reputação, Gabrielly. Isso é segredo. — Empurrei levemente seu ombro, mas não consegui evitar um sorriso.

— Como foi o trabalho? — Ela perguntou, indo até a cozinha pegar um pote de sorvete.

— Emocionante. — Tentei manter o tom neutro.

— Literalmente? — Gaby voltou a se sentar, seus olhos curiosos sobre mim.

— Não. Todo mundo discutiu e me olhou como se eu fosse a pior pessoa do mundo. — Falei, baixando a cabeça. Ela me passou o pote de sorvete, e eu agradeci, pegando uma colher. — Obrigada. Agora acho que todo mundo me odeia.

— Ah, não deve ser tão ruim assim, Babs. — O tom dela era reconfortante, mas eu não conseguia acreditar.

— Não estava lá, Gaby. Você não viu os olhares. — Meu olhar se encontrou com o dela, e eu percebi que a frustração transparecia.

— Olha, isso é só uma fase. As amizades têm seus altos e baixos, como a lua. Às vezes, elas estão cheias e iluminadas; outras, mais apagadas. Mas todas são importantes de alguma forma. — Ela disse com convicção, e eu não pude deixar de sorrir, apesar do que estava sentindo.

— Que brega, Gaby. — Brinquei, mas sua análise tocou um ponto sensível.

— Você tentou se explicar? — A pergunta dela era direta, quase desafiadora.

— Não. Eu não consegui. — O peso da verdade me atingiu.

— Babi, assim é difícil. Como você espera que eles te entendam se nem ao menos tentou explicar? Se são seus amigos de verdade, eles vão entender. E vão voltar a falar com você, se você for sincera.

— Foi horrível. Não sei se vou conseguir encará-los de novo. — A incerteza na minha voz era clara.

— O quê?

— Eles me olharam como se eu fosse a pior pessoa do mundo. Eu só queria sumir, Gaby! — Exclamei, a frustração transbordando.

— Você não deu explicações? — Ela me perguntou, prensando os lábios, preocupada.

— Eu não gosto de falar sobre o que sinto. — Dei de ombros, sentindo a pressão no peito. Gaby franziu o cenho.

— Você não é de jeito nenhum a Bárbara que eu conheço. — Ela disse, e eu ri, um riso nervoso.

— Eles me chamaram para uma festa amanhã. Talvez eu tenha uma chance de tentar de novo. — Confessei, um misto de esperança e ansiedade.

— Você deveria ir. Você não vai saber se não tentar. — Gaby disse com determinação. Suspirei, colocando as mãos no rosto, absorvendo suas palavras.

— Você quer que eu vá com você? Isso faria você se sentir melhor? — Ela perguntou, sua voz suave, cheia de preocupação.

— Talvez. — Minha resposta era hesitante, mas a ideia de ter sua companhia era reconfortante.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora