Capítulo trezentos e oitenta e três.

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Second season:three hundred and eighty-three
Eu odeio você! ★
{Washington D.C}
<Tainá Costa narrando>

Minha perna balançava nervosa enquanto mais uma ligação ia para a caixa postal. Onde você se meteu, Larissa? Bufei e joguei o celular na cama. Comecei a andar em círculos, já imaginando o pior. Ela disse que ia ligar... por que já fazem quase cinco horas e ela nem mandou uma mensagem?

Minhas "amigas" já iam começar a desconfiar que eu estava demorando demais para voltar. Ainda precisava fingir normalidade com elas. Desci as escadas para tomar ar; se ficasse mais um minuto trancada, eu ia acabar quebrando tudo. Bufei e cruzei os braços, mas não demorou muito para a Maeve vir atrás de mim.

— O que aconteceu? — Ela perguntou preocupada, e eu apenas balancei a cabeça. Maeve segurou meus ombros, me analisando de cima a baixo, e colocou a mão na minha testa.
— É a Lara?

Gustavo entrou na sala bem quando Maeve mencionou o nome da Lara. Escondi as mãos dentro da blusa de manga longa.

— A Tainá teve uma DR com a namorada, é? — Gu ironizou, e Maeve arqueou a sobrancelha para ele. Suspirei várias vezes, tentando me acalmar. Ele mudou a expressão ao perceber que eu estava séria.
— O que foi?

— Ela está chateada, não tá vendo?! — Maeve se irritou, e Gustavo bufou.

— Eu falei com a minha irmã, Maeve.

— Ah, agora ela é sua irmã, né? Porque na hora de criticar e colocar ela para baixo, ela é só uma qualquer. — Maeve respondeu sarcasticamente, e Gustavo revirou os olhos. Eu os observava, a cabeça cheia de mil pensamentos.

— E o que você tem a ver com os meus problemas e os da Tainá? Por que você sempre se mete? Você nem é dessa família! — Gustavo gritou, irritado. Maeve fechou os olhos, suspirando de frustração.
— Você só é uma garota fútil e rica como qualquer outra. — Gu continuou, e os dois se encararam. Pude ver uma lágrima descendo pelo rosto de Maeve. Minhas mãos começaram a tremer de nervoso.

— Não estava pensando assim quando estava na minha cama gemendo. — Maeve retrucou, e eu suspirei profundamente. Levantei e me coloquei entre os dois antes que Gustavo levantasse a voz para responder.

— Por que vocês dois só pensam em vocês?! Tudo tem que virar sobre vocês?! Parem de agir como crianças, porra!

— Sobre a gente? A gente estava brigando por sua causa! — Maeve argumentou, e Gu ia responder, mas me virei diretamente para ele.

— Para de fingir que é uma boa pessoa! Você só pensa em você mesmo e vive falando dos outros o tempo todo! Você é cansativo, ambicioso e egoísta, e eu não aguento mais viver com você! Eu odeio você! — Minha voz saiu embargada, e eu gesticulava com as mãos trêmulas.

Embora Gustavo continuasse sem expressão, seus olhos brilhavam e estavam cheios de lágrimas.
— Se eu souber que você tem algo a ver com o sumiço da Lara, eu vou fazer da sua vida um inferno. — Falei com a voz falha e, em seguida, comecei a chorar. Ainda ouvi a voz dele atrás de mim, baixa.

— Por que a culpa é sempre minha, e você nunca desconfia da Maeve? — Sua voz era quase um sussurro. Dei um riso irônico.

— Eu confio na Maeve. Conheço ela desde que nasci. Já você, eu conheço há pouco tempo. — Respondi entre os soluços. Maeve me abraçou, e eu desabei em seus braços, chorando descontroladamente.

Quando foi que eu perdi a confiança no meu irmão?Quando foi que a gente deixou de ser irmão?

— Isso não é justo. — Gu disse com a voz embargada. Não consegui responder, mas senti os dois trocarem olhares. Olhares que queimavam de ódio. Ou talvez eu estivesse caindo em mais um dos joguinhos deles.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora