Capítulo trezentos e noventa e nove.

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Second season:three hundred and ninety nine
Entra no carro
{Tacoma, Washington}
<Narrador on> 

— Você entendeu? — A voz de Carolina era firme, mas carregava impaciência.

— Entendi. — Victor respondeu, cruzando os braços com desdém.

— Entendeu mesmo? — Decker estreitou os olhos, desconfiada.

— Entendi, Decker!

— Tudo bem, só... não estraga tudo. — Ela tocou levemente os ombros de Victor, tentando transmitir seriedade.

— Carolina Voltan Decker! — Marcos chamou sua atenção de longe, como um pai repreendendo uma filha arteira. Carolina suspirou e acenou em concordância, enquanto Bárbara conversava com alguns suspeitos perto do bar.

Victor, por sua vez, deu as costas, indo para sua posição designada, embora claramente contrariado. Ele odiava ser deixado de lado, relegado a uma função que parecia secundária. Isso só fazia com que a irritação borbulhasse por dentro.

Na sala de câmeras, Milena estava inquieta. Seus dedos tamborilavam no painel enquanto seus olhos analisavam cada movimento dentro da festa. Carolina, Bárbara e Marcos estavam atentos aos convidados, procurando o mandante do crime que os levaria ao chefão da máfia Club Noir.

Victor se apoiou contra uma das colunas do salão, observando o painel de controle. O tédio começou a se instalar. Ele odiava esperar, odiava ainda mais a sensação de inutilidade que vinha junto com isso. Pensativo, seus pensamentos vagaram até Lara.

A culpa parecia esmagá-lo. O tempo todo ele se perguntava: "E se eu tivesse ficado com ela? E se eu tivesse impedido tudo isso?" A ausência de sua irmã doía como uma ferida aberta, mas ele sabia que se afundar em arrependimentos não resolveria nada.

Suspirando, ele se afastou do painel, buscando clarear a mente. O céu  começava a escurecer, e o eclipse lunar tingia a noite com um tom carmesim assustadoramente belo.

Enquanto caminhava, perdido em seus pensamentos, Victor esbarrou nas costas de alguém. Ele se virou rapidamente, preparado para pedir desculpas, mas a cena que se seguiu o pegou de surpresa.

A mulher com ele tinha esbarrado parecia estar tentando fugir, e foi golpeada brutalmente por uma taça de vidro quebrada. O som do impacto ressoou no ar, e ela caiu ao chão, desacordada. Antes que Victor pudesse reagir, ouviu o som inconfundível de uma arma sendo destravada na frente dele.

— Oi, bê, sentiu saudades? — A voz inconfundivelmente irônica de Madelaine Pierce começou a ferver no sangue do Victor.

Ele fechou os olhos por um breve momento, tentando pensar em uma forma de sair daquela situação. Sua primeira reação foi instintiva: tentar sacar sua própria arma ou desarmá-la. Jones já tinha experiência, já tinha sido encurralado outras vezes. Mas algo o forçou a ficar. A curiosidade sobre o que a Madelaine estava fazendo.

— Você não era exatamente quem eu estava planejando encontrar... — Madelaine comentou, divertindo-se com o desconforto de Victor.

— Desculpa, então. — Victor rebateu com um sorriso sarcástico.

— Cadê a Bárbara?

— Não sei. Já procurou nos seus pesadelos? — ele retrucou, mantendo o tom irônico, enquanto discretamente olhava para a mulher caída. Seu rosto lhe parecia familiar, mas não teve tempo de processar.

— Engraçadinho como sempre. — Madelaine revirou os olhos, mas manteve a arma firmemente apontada para ele. — Você pode ser útil. Entrega o celular.

— Vai querer meu número? É só pedir que eu dou. — Victor soltou, sem perder o sarcasmo.

Madelaine riu, mas seu riso era frio e cheio de desdém.

— Sem gracinha, Jones. Coloca no chão. Agora.

Victor fez o que ela pediu, tirando o celular do bolso e o empurrando com o pé até ela.

— E a arma. — Madelaine exigiu, sua voz carregada de autoridade.

Ele hesitou por um segundo, mas sabia que não tinha escolha. Tirou a arma da cintura e lançou-a na direção dela.

— Bom garoto, agente Jones. — Ela zombou, gesticulando com a arma. — Agora... entra no carro.

Victor levantou as mãos em sinal de rendição, mas seu olhar estava fixo no dela, desafiador.

— Vai ser divertido, prometo. — Madelaine sorriu de forma sinistra, enquanto apontava o caminho para o carro que já esperava na escuridão.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora