Capítulo duzentos e oitenta e seis.

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Second season:two hundred and eighty-six
Tá, qual é o problema? ★
{Seattle, Washington}
<Mary Anne Chase narrando>

Eu estava devorando meu hambúrguer quando a porta do apartamento foi aberta bruscamente, e Ana Clara entrou como um furacão. O susto foi tão grande que quase me engasguei. Tossindo, olhei para ela, que estava com os braços cruzados e me encarava com deboche.

— Porra, Ana, você me assustou! — reclamei, ainda tentando recuperar o fôlego.

— Temos um problema. — Ela respondeu séria, mas com aquele tom de sempre, como se já estivesse planejando algo há dias.

— Um?! — Zombei, rindo levemente. Mas o olhar mortal que ela me lançou fez a minha expressão voltar ao sério. — Tá, qual é o problema?

— Preciso que você me acompanhe em um jantar hoje à noite.

— Chama a Isis. — Retruquei, voltando minha atenção ao meu prato.

— Ela tá fora da cidade fazendo outras coisas. Por isso preciso que você venha comigo.

— Por quê? — Perguntei, começando a me irritar. Ana Clara nunca fazia pedidos sem um motivo duvidoso.

— Lembra do que eu te falei? — Ela arqueou as sobrancelhas, como se eu fosse entender imediatamente.

— Você me fala alguma coisa diferente a cada minuto que estamos no mesmo ambiente. Isso quando não está xingando até a próxima geração da minha família. — Soltei o prato e me virei para ela, esperando mais explicações.

— Ai, Mary Anne, eu tô falando do evento de gala! — Ela exclamou, exasperada.

— Tá, continua. — Pedi, agora mais curiosa do que irritada.

— Tem esse jantar que está relacionado com o evento, e precisamos ficar de olho em certas pessoas. Você ainda sabe código Morse? — Perguntou, com as mãos na cintura e uma expressão que indicava que a pergunta era crucial.

— Claro que sei. — Respondi, ofendida pela dúvida. — Mas o que isso tem a ver com o jantar?

— Como assim o que tem a ver? Nós estamos juntas nisso. — Ela rebateu, como se fosse óbvio. Eu bufei, começando a ficar de verdade irritada com o tom dela.

— Agora existe "nós"? — Fiz aspas no ar, ironizando. — Você só fica de mimimi. Não posso falar nada que você já parte pra ignorância. Tá, e o que temos que fazer exatamente?

Ana Clara revirou os olhos, mas respondeu:

— Ficar de olho na Tainá.

— Como vamos vigiar alguém que vive cercada de paparazzis? — Perguntei, limpando a boca enquanto processava a ideia. — O lugar tem câmeras?

— Tem. — Ela respondeu com um brilho no olhar, provavelmente já entendendo onde eu queria chegar.

— A gente pode conseguir acesso às câmeras, certo? Assim, evitamos nos expor tanto e corremos menos risco.

— Exatamente o que eu pensei. — Ana concordou, agora mais animada. — Mas o acesso não vai ser fácil. Vamos precisar de um hacker.

— Não conheçamos nenhum. A não ser que a gente peça ajuda no departamento. Agora a questão é se eles vai liberar.

— É, mas eu conheço gente que pode ajudar com isso. Se conseguirmos as gravações das câmeras, podemos vigiar a Tainá de longe e ter todas as informações necessárias sem levantar suspeitas. — Ana Clara explicou, parecendo satisfeita com o plano.

— Certo, mas como vamos convencer a segurança do evento a nos deixar entrar? — Perguntei, achando o plano arriscado.

— Eu já tenho convites. Ninguém vai suspeitar de nada. — Ela sorriu de canto, revelando que já tinha tudo armado.

Suspirei e voltei a comer meu hambúrguer.

— Tá bom, eu vou. — Cedi. — Mas se esse plano der errado, é você que vai ter que lidar com as consequências.

— Não vai dar errado, confia. — Ana Clara respondeu confiante, já saindo do apartamento para preparar o que faltava.

Eu sabia que não seria um jantar qualquer.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora