Capitulo duzentos e quarenta e seis.

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Second season:two hundred and forty-six
Eu sei me cuidar ★
{Tacoma, Washington}
<Milena Denvers narrando>

Mais tarde, já mais calmas, eu e as meninas decidimos fazer uma visita à Babi. Meu braço estava engessado, mas a dor tinha diminuído bastante. Quando Bárbara abriu a porta, nós forçamos um sorriso e acenamos.

— Oi — falamos em uníssono, entrando em sua casa.

— Que caralho vocês estão fazendo aqui? São quase meia-noite! Vocês não têm casa não? — Babi reclamou, enquanto nos jogávamos no sofá.

— A luz lá de casa acabou — Carol respondeu, enquanto eu choramingava e me ajeitava no braço do sofá.

— Meu braço ainda tá doendo — murmurei, tentando encontrar uma posição confortável.

— Eu só estava entediada e resolvi vir pra cá — Thaiga deu de ombros, e Babi revirou os olhos.

— Tá, tanto faz. Desde que a Decker e a Santiago não se matem.

— Eu tenho coisas mais interessantes pra fazer do que brigar — Thaiga respondeu com leveza, enquanto Carol olhava ao redor, analisando a sala.

— Uau, isso aqui está uma bagunça — a loira comentou, observando as pilhas de caixas de papelão empilhadas pelo ambiente.

— Eu disse que estava de mudança — Babi resmungou, indo em direção à cozinha. Ela havia passado um tempo morando com seu pai, mas decidiu voltar a morar sozinha.

— Por que você está tão irritada? — perguntei, sentando-me melhor no sofá. Foi quando Babi deixou o copo cair no chão, aparentemente sem querer.

— Eu não estou irritada! Muito menos quieta e pensativa! — Babi gritou, e todas nós arregalamos os olhos com sua reação explosiva. — Ah, merda — ela xingou e se abaixou para recolher os cacos de vidro.

— Babi, quer ajuda? — Carol perguntou hesitante.

— Não! Eu sei me cuidar — Babi respondeu de forma ríspida, enquanto continuava recolhendo os cacos.

Um dos pedaços de vidro deslizou sobre a palma de sua mão, e ela soltou o vidro em reflexo, recolhendo a mão e xingando mais uma vez. Olhou para o corte em sua mão, bufou, e se sentou no sofá, frustrada. Já havia visto a Babi fora de si outras vezes e a essa altura a gente já sabia mais ou menos como agir.

— A gente te ajuda — Thaiga falou, oferecendo um sorriso simpático.

Babi suspirou, finalmente cedendo, e foi para o sofá. Eu, Bianca e Carol limpamos o chão e jogamos os cacos fora. Decker foi até ela para limpar o corte em sua mão, enquanto eu pegava um copo de água para ajudá-la a se acalmar.

— Valeu, Miih — Babi agradeceu, pegando o copo e dando um longo gole.

— Se você quiser, a gente pode ir embora — Thaiga sugeriu, preocupada.

— Não precisa, vocês não fizeram nada de errado. Aliás, obrigada por terem limpado para mim — Babi respondeu, dessa vez com uma inesperada simpatia.

Nós três nos entreolhamos, surpresas com a atitude dela. Geralmente, nessa situação, Bárbara já teria nos expulsado a gritos e, talvez, até com a sua Glock em punho pra ficar sozinha. Ver ela agindo de forma tão aberta e tranquila era um sinal de que algo estava diferente. Talvez, Bárbara finalmente estivesse amadurecendo nesse sentido. Ou, pelo menos, agora ela estava se permitindo se abrir mais.

— O que aconteceu? — perguntei, sentando ao lado dela, sentindo que havia algo mais profundo por trás do comportamento atípico.

Babi suspirou e ficou em silêncio por alguns segundos, como se estivesse reunindo coragem para responder.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora