Capítulo duzentos e setente e oito.

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Second season:two hundred and seventy-eigth
Eu não fui o único
<Victor Jones narrando>

Depois de todo o show das garotas bêbadas — a apresentação de Milena, a declaração de Carolina e a quase confissão da Thaiga que foi interrompida por mim —, todas elas foram embora de táxi. Bom, quase todas. Porque Bárbara ainda estava ali, sozinha.

Ela estava a centímetros de mim, pedindo uma gim tônica. Sinceramente, não sei se vou conseguir esconder que estou apaixonado por ela por muito tempo. Talvez se eu voltasse a agir como se ela fosse a pior pessoa que eu conheci funcionasse. Ou poderia fazer diferente...

— Esse vestido ficou bem em você. — Murmurei, mantendo o olhar desviado. Ela estava linda, como sempre. Era quase uma tortura não olhar pra ela.

— E você tá sem gorro, seu cabelo é bonito. — Ela respondeu, no mesmo tom.

Poderia simplesmente ignorar, agradecer o elogio ou mudar de assunto. Mas sempre escolho o caminho difícil.

— E por isso que você gosta de puxar? — Disse de maneira provocativa, insinuando nosso passado.

Ela soltou uma risada sarcástica, dando um gole no gim, e depois respondeu:

— Pelo menos eu não tive pensamentos indecentes com a minha colega de trabalho.

— Eu não fui o único. — Retrucuei, rapidamente.

Uma discussão baseada em provocações rápidas começou:

— Foi você que quis apostar o beijo. — Ela se defendeu.

— Você implorou pra transar comigo.

— Eu tava bêbada.

— A bebida só te deixa mais à vontade pra falar o que não tem coragem sóbria. — Falei, e ela revirou os olhos, forçando um respiro fundo.

— Quem disse isso? Um adolescente carente escrevendo na Wikipédia? — Debochou.

— A ciência, Bárbara. — Respondi, tomando um gole da minha bebida.

— A ciência é relativa para cada pessoa. Organismos são diferentes. — Argumentou, cheia de convicção.

— Você está tentando convencer a si mesma, não a mim. — Retruquei, e ela bufou.

Não importa quanto tempo passe, eu sempre sei como irritá-la, como derrubar sua marra e fazer com que ela queira me matar. Gosto do efeito que tenho sobre ela. Não posso negar que adoro vê-la brava, por causa de brigas idiotas.

— Eu não me importo com o que você pensa! — Ela exclamou, visivelmente estressada.

— Não se importa? Tem certeza? — Falei, e ela me lançou um olhar que poderia cortar.

Esquecer a Bárbara não vai ser fácil. Mas posso facilitar as coisas, jogando o seu jogo, afastando-a e fazendo-a me odiar ainda mais.

— Se não se importa com o que eu penso, por que você não usa o colar que eu te dei quando estou com você? Tem medo que eu saiba que você gostou? — Rebati, virando um shot de vodca.

A expressão dela mudou. Eu sabia que tinha acertado um ponto sensível. Bárbara respirou fundo, tentando manter a compostura, mas a raiva e a frustração estavam escritas em seu rosto.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora