Capítulo duzentos e quarenta e quatro.

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Second season:two hundred and forty-four
Chamamos os reforços ★
{Tacoma, Washington}
<Bianca Santiago narrando>

A confusão e gritaria no andar de baixo só aumentava enquanto eu, Victor e Babi corríamos contra o tempo. Abrimos a porta no final do corredor, que já estava entreaberta, e logo os dois homens que guardavam o local foram derrubados com rapidez e precisão por Jones e Sevilla. Gesticulei rapidamente para as garotas, incentivando-as a sair o mais rápido possível.

Elas passaram por nós, uma a uma, até que a última garota cruzou a porta da saída. Foi quando, como um relógio ruim, apareceram homens armados no topo da escada.

— Ah, sério?! — Babi resmungou enquanto o número de homens armados aumentava consideravelmente. Seus olhos avaliavam a situação com irritação. Era como se a cada segundo surgisse mais um.

Victor já estava atento e fez sinal para descermos as escadas antes que fôssemos cercados. Seguimos a ordem dele, disparando com tudo escada abaixo enquanto tiros explodiam no ar atrás de nós. Eu podia sentir as balas passando perigosamente perto. Victor nos puxou para trás de um balcão de recepção no andar térreo no último segundo, e por sorte não éramos mais um alvo fácil.

— O que vocês fizeram? Eu disse para não chamar atenção, por favor! — Carolina explodiu pela escuta, irritada como sempre.

— Sim, claro, o plano era arriscar a vida em troca de nada, Avril Lavigne. — Victor respondeu com seu característico deboche. — Por acaso é nossa culpa se eles têm armas?!

— Escuta aqui, Decker, se você não está aqui pra ajudar, fica quieta e não opina. — Retruquei, já sem paciência. Era fácil falar quando não se estava levando tiro.

— Se era pra ter tiroteio, podiam ter avisado antes. — Bak resmungou, com um toque de sarcasmo que sempre mantinha mesmo em situações tensas.

— Chamamos os reforços... — Milena tentou falar com sua calma característica, mas foi cortada.

— E as garotas? — Decker perguntou, claramente focada nas vítimas.

— Estão comigo. — GS respondeu, mantendo seu tom sério e concentrado.

— Leva elas, Carter. — A ordem de Decker era firme.

Os tiros começaram a ficar mais próximos. Eu sentia o impacto das balas atingindo o balcão que nos protegia. Não podíamos continuar assim por muito tempo.

— Diaz, dá uma força? — Chamei Mob com um tom que deixava claro que o tempo estava acabando.

— Já tô indo, apressadinhos. — Ele murmurou algo que não consegui entender direito, mas pelo menos sabia que estava vindo.

— Entra pelos fundos. — Babi ordenou enquanto levantava para começar a atirar, implacável como sempre.

— E Sevilla, por favor. Precisamos das testemunhas. — Diaz lembrou, preocupado, como sempre.

— "Atira nos joelhos", eu já sei disso. — Babi respondeu rapidamente, com a familiaridade de quem já ouviu a instrução milhões de vezes.

— Nunca é demais lembrar. — Diaz replicou com um tom resignado.

Marcos chegou finalmente, seguido de Miller e Di Laurentis, que logo começaram a atirar para ajudar na contenção dos homens armados. O tiroteio estourou em um caos de disparos. Eu e Victor nos levantamos também e começamos a atirar, cada tiro calculado, cada movimento preciso. Mas o número de inimigos parecia interminável.

A sensação de adrenalina correndo por minhas veias tomou conta de mim. A tensão era inegável, e por mais que eu estivesse focada, era impossível não reconhecer a empolgação de estar ali, a linha tênue entre perigo e êxtase. Era essa sensação que me lembrava por que eu amava tanto o que fazia. Mas também era o que podia nos matar.

Foi então que vi David, cúmplice de Adam, fugindo pelos fundos. Seus passos rápidos e furtivos chamaram minha atenção, e algo dentro de mim sabia que não podíamos deixá-lo escapar.

— Precisam prender o David. Ele está fugindo pelos fundos. — Alertei o grupo enquanto voltava a me abaixar, escapando de mais tiros. — Vão atrás dele, eu e Sevilla cuidamos do resto. — Disse com firmeza.

— Santiago... — Miller murmurou, hesitante.

— Tem certeza? — Victor questionou, sempre protetor, mas também sabendo que eu não cederia.

— Vão logo. — Babi reforçou com sua impaciência típica, e os meninos saíram apressados.

Continuei atirando até que, de repente, percebi que minha munição havia acabado. Praguejei baixinho e olhei para Babi, que também estava na mesma situação.

— Ah, porra, acabou a munição. Ótima hora.  — Babi se jogou ao meu lado, visivelmente irritada.

Os dois homens restantes se aproximaram perigosamente. Sabíamos que seria uma luta corpo a corpo, e estávamos prontas para isso. Já levantávamos os punhos quando, do nada, vimos os homens caírem no chão, atingidos por armas de choque.

Levantamos lentamente, incrédulas, e demos de cara com Milena e Carolina, segurando as armas com um sorriso satisfeito.

— De nada, 078 e 022. — Miih soltou, com um tom sarcástico e um sorriso triunfante.

Enquanto nos levantávamos e observávamos o caos ao redor — corpos caídos, a maioria baleados, e a polícia entrando para prender os suspeitos —, eu não pude deixar de sentir um alívio misturado com a euforia da missão cumprida. As sirenes ao longe ecoavam, anunciando o fim de mais uma batalh

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora