Second:two hundred and sixty-two
★ O Samuel ★
{Tacoma, Washington}
<Carolina Decker narrando>
O vento cortante soprava com força, e a sensação de frio era clara com os 5 graus que marcavam a noite. Minha perna tremia enquanto eu esperava Babi abrir a porta. Quando finalmente ela apareceu, eu entrei rapidamente em sua casa e me joguei no sofá marrom. A casa nova de Babi era rústica e acolhedora, mas seu quarto... bem, esse parecia mais uma caverna de tão escuro. Eu afundei a cabeça no encosto de camurça do sofá, sentindo o calor acolhedor que vinha do ambiente.
Babi me olhou com uma expressão confusa, e eu sabia que tinha algo a mais por trás daquela cara. Não era como se eu tivesse vindo aqui só para uma visita rápida.
— Promete que não vai me julgar? — perguntei hesitante, sem sequer cumprimentá-la.
— Não, não prometo. — Ela respondeu, ainda sem entender o que estava acontecendo.
Suspirei, fechando os olhos e me preparando para o que eu sabia que viria a seguir.
— Eu beijei ele. — Confessei em um tom envergonhado, sem conseguir encarar Babi.
— Beijou quem? — ouvi ela fechar a porta, claramente tentando entender o que eu acabara de dizer.
— O Samuel.
Babi se sentou, provavelmente para me dar a atenção que eu precisava para falar, mas sua expressão não mudava. Ela parecia distante, mas não estava disposta a ignorar.
— E agora você tá arrependida? — Ela perguntou, já imaginando o que viria a seguir.
Eu suspirei pesadamente, olhando para as minhas mãos.
— Olha, mais cedo o Gabriel me ligou e a gente discutiu de novo. E eu briguei com a Thaiga ontem. Eu estava tão mal, que quando o Samuel me ligou eu simplesmente não soube o que fazer.
Babi não demorou para responder, sua voz firme e quase dura.
— Isso não tem nada a ver com você estar mal, Carol. Você não sabe dizer não para ele, independentemente de como você esteja se sentindo. — Ela me empurrou de leve para eu me levantar do sofá, o que fez com que eu me sentasse mais ereta.
— Eu sei! — falei, com a cabeça apoiada no braço, me sentindo desconfortável com a conversa, mas ao mesmo tempo, sabia que era o que eu precisava ouvir.
— Sinceramente, não sei o que você vê nele. Além de ser ridículo, ele foi um babaca com você. Fez chantagem emocional e no final ainda te traiu. — Babi me lembrou, o que me fez sentir o peso das suas palavras. Eu sabia, mas parecia que, mesmo assim, eu sempre acabava caindo na mesma armadilha.
— Valeu mesmo, Babi. Eu tô me sentindo muito melhor agora. — Falei com sarcasmo, tentando esconder o embaraço, mas Babi não deu atenção à ironia.
— Não disse que era para você se sentir melhor. — Ela deu de ombros, o que me fez suspirar.
— Eu não quero mais ficar com ele. Nunca mais. Eu juro. — Comecei, tentando me convencer, mas minha mente ainda estava confusa.
Babi me olhou como se não estivesse acreditando nas minhas palavras, como se ela soubesse que eu poderia voltar atrás.
— Se eu ficar com ele de novo, eu... eu... — Fiquei pensativa por um momento, mas sabia que estava fazendo promessas para mim mesma que poderiam ser difíceis de cumprir. Babi me olhou como se soubesse que era apenas mais uma promessa vazia. — Se eu ficar com ele de novo, eu largo o FBI! — Falei, um pouco mais desesperada, como se fosse a única coisa que pudesse me fazer desistir dele de uma vez por todas.
Babi revirou os olhos, cansada de ouvir esse tipo de declaração.
— Aí, Carolina, por favor. É só dizer que não vai ficar com ele. Não precisa apostar nada. Bloqueia ele, e se vê na rua, passa reto. E se não conseguir se desapegar, faz terapia. Essa dependência emocional que você tem, tem que acabar. Já deu o que tinha que dar essa história.
Ela não estava errada. Eu sabia disso. E também sabia que se não conseguisse me afastar de Samuel, minha vida começaria a desmoronar mais uma vez.
— Babi, e se ele vier bêbado atrás de mim? — Perguntei, com receio do que poderia acontecer.
— Até parece que você nunca deu fora em alguém. — Babi revirou os olhos. Eu pude ver que ela estava se irritando um pouco, mas eu também entendia. Era difícil. Samuel tinha uma forma de se meter na minha vida quando menos esperava.
— Tudo bem, eu vou esquecer o Samuel de vez. — Falei com firmeza, mas dentro de mim, eu sabia que seria difícil. Então, para tentar mudar de assunto, comecei a rir da situação. — Eu também preciso decidir como eu vou chegar e dizer "Oi Bak, desculpa incomodar, mas eu tô apaixonada por você". — Tentei descontrair, mas não tinha certeza se realmente estava pronta para essa conversa com Bak.
Babi olhou para mim, e depois soltou uma risada irônica.
— Você beijou outro e tá apaixonada? — ela disse, com uma leve careta de incredulidade. A frase me fez parar para refletir. Será que eu realmente estava apaixonada por Bak?
Babi revirou os olhos e mudou de assunto.
— Já pediu desculpas? — Ela perguntou de repente, me interrompendo.
— Não exatamente... — Falei, um pouco desconfortável. Eu sabia que precisava, mas ainda não tinha encontrado a coragem.
— Carol, me ajuda a te ajudar. — Babi bateu a mão na testa, visivelmente frustrada, mas o tom de preocupação estava ali. Então, reparei que ela não estava usando roupas pretas, o que era raro. Ela usava um colar prata com um pingente de Glock, o que me fez levantar uma sobrancelha.
— Você achou. — Apontei, apontando para o colar, e ela rapidamente apertou o pingente e o escondeu.
— Onde estava? — Perguntei, já desconfiada.
— No carro do Victor. — Ela murmurou, e eu abri a boca em choque.
— Se agora tá com você, isso quer dizer que você e o Victor se viram ontem. — Apontei, surpresa com a revelação, e ela apenas deu de ombros.
Eu sabia que estávamos prestes a começar uma fase difícil. Babi finalmente estava começando a se importar com alguém. Mas, do jeito dela, levaria muito tempo até que ela admitisse o que estava sentindo.
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case thirty nine:season two
FanfictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
