Capítulo duzentos e quarenta e sete.

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Second season:two hundred and forty-seven
Tinha valor sentimental ★

— O que aconteceu? — perguntei, sentando ao lado dela, sentindo que havia algo mais profundo por trás do comportamento atípico.

Babi suspirou e ficou em silêncio por alguns segundos, como se estivesse reunindo coragem para responder.

— Nada que eu já não esteja acostumada — Babi respondeu em um resmungo.

— Seja mais específica — Decker falou, juntando-se a nós no sofá.

— Mas não precisa se não quiser — Thaiga disse, amigavelmente. Todas nós nos importávamos com Babi, éramos amigas de verdade.

— É que eu perdi uma coisa importante pra mim tem umas duas semanas — Babi confessou em voz baixa. — Me ajudava a me acalmar nas crises de raiva, aliviar o estresse. Tinha valor sentimental.

Pelos três anos que conheço a Babi, posso dizer que ela raramente fala sobre o que sente. Nunca a vi se permitindo ficar chateada na frente de outras pessoas.

— Eu tive uma crise de raiva hoje de manhã e quebrei algumas coisas aqui em casa — ela falou, passando as mãos no rosto e suspirando pesadamente.

— E daí? São só objetos, que se fodam. O que importa é você — Carol disse, e eu afaguei as costas de Babi.

— Sabe que não é culpa sua, né? — falei, e ela deu um sorriso desanimado.

— É que eu quebrei o relógio do meu pai. Ou melhor, o queridinho do meu pai. O favorito dele — Babi disse, resmungando.

— Ele ficou bravo? — Thaiga perguntou, cruzando os braços.

— Mas ele sabe que não é culpa sua, né? — Carol questionou, e Babi balançou a cabeça negativamente.

— Eu não disse pra ele que quebrei numa crise de raiva — Babi explicou, colocando o copo de água na mesinha. — A gente acabou discutindo, e eu nem tive tempo de explicar e me defender. Ele achou que foi descuido meu no meio da mudança. Mas acho que foi melhor assim. Melhor assumir o que eu faço do que dizer que foi uma das minhas crises e ser tratada como uma criança. Eu sei o que fiz, e do que sou capaz, eu não sou idiota.

— Bárbara, você não tem culpa disso — murmurei, indignada.

— Seu pai não iria te tratar como criança, ele só se preocupa com você — Thaiga falou, e Carol concordou com ambas.

— E se você quiser, a gente pode ajudar a achar o tal objeto que tem valor sentimental pra você. O que foi que você perdeu? — Carol perguntou, e Babi resmungou.

— Meu colar com pingente de glock. Vocês nunca viram, eu só uso quando tô sozinha.

— Por quê? — Thaiga arqueou as sobrancelhas, e Babi desviou o olhar.

— Ah, foi presente — Babi murmurou, e nós a encaramos. — Digamos que eu tive uma discussão intensa com a pessoa que me deu.

— Pera, pera. Volta essa última parte — Carol falou, enquanto Thaiga olhava para Babi com desconfiança.

— Foi presente do Victor, não foi?

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora