Second season:three hundred and fifty-six
★ A Tainá não vai pra festa ★
{Seattle,Washington}
<Ana Clara Butera narrando>
O apartamento estava mergulhado no silêncio confortável de uma tarde tranquila. Eu, no sofá, imersa em um romance que alternava entre diálogos intensos e cenas quentes, enquanto petiscava um pote de suspiros azuis. Um raro momento de paz. Claro que não duraria muito.
Mary Anne entrou como um furacão, batendo a porta atrás de si e interrompendo minha bolha de calma.
— A gente tá fodida! — ela anunciou, em um tom alarmante que me fez soltar o livro de susto.
— Por que diabos você está gritando? — perguntei, tentando manter minha serenidade e pegar o livro novamente.
— Pra enfatizar minha completa e absurda indignação! — Ela cruzou os braços e começou a andar pelo apartamento. — O que você tá lendo? — perguntou, inclinando-se para ver o título.
— The Risk.
— Hot meia nove? — Mary disparou com um sorriso de canto, me arrancando um suspiro exasperado. Fechei o livro, tentando não dar mais munição para suas provocações. — Pela sua cara, é um sim.
— Voltemos ao que importa. Por que exatamente estamos “fodidas”? — perguntei, arqueando uma sobrancelha, claramente impaciente.
— Ah, sim! — Ela retomou o tom sério, embora a energia teatral continuasse. — A Tainá não vai pra festa!
— E? — Dei um suspiro irritado. A Mary Anne tinha o dom de transformar cada mínimo contratempo em uma crise mundial.
— Ainda não conseguimos as informações necessárias sobre quem está por trás do clube, e a Tainá, com aquela língua solta, ia nos ajudar muito. Mas agora ela não vai mais! — Mary Anne jogou as mãos para o alto, exasperada.
— Como você sabe disso? — A dúvida me fez cerrar os olhos, desconfiada.
— Eu tenho meus contatos. — Ela respondeu com uma pose de importância que beirava o cômico.
— Seus contatos são a internet, não são? — retruquei, e ela resmungou.
— Tá, a internet toda tá sabendo. Satisfeita? — admitiu.
— Que ótimo. E o que propõe que a gente faça?
— Dar um jeito de fazer a Tainá ir, é claro! — Ela disse como se fosse óbvio.
— E como exatamente vamos fazer isso? — recostei-me no sofá, cruzando os braços.
— Bom... se a gente convencer a Madelaine a se meter nessa história, talvez ela consiga resolver.
Revirei os olhos ao ouvir isso.
— Você quer que a Madelaine nos ajude? — Ela sorriu de forma quase travessa, como se minha hesitação fosse cômica.
— Cala a boca, Mary.
— Tá, mas como vamos convencer a Madelaine a fazer isso? — Ela ignorou meu tom e continuou.
— Isis. — A resposta saiu seca, mas óbvia.
— Isis? Sério? — Mary estreitou os olhos.
— Isis fala demais. É só soltarmos a coisa certa no momento certo, e ela “sem querer” conta para a pessoa errada. Você sabe como ela é. — Suspirei, gesticulando de leve com a mão.
Mary Anne balançou a cabeça, ainda parecendo hesitante.
— Isso se ela não falar coisa errada e estragar tudo de vez.
— Relaxa. Isis é... distraída, mas ela sabe o que está fazendo quando precisa.
— Tá, mas não diga que eu não avisei se isso der errado.
— Mary, você vive avisando. E eu vivo resolvendo. Agora, me deixe voltar ao meu livro, por favor? — Murmurei, abrindo novamente o livro enquanto ela me encarava.
— Hot meia nove… — ela sussurrou ao sair da sala, me arrancando um sorriso involuntário.
Por trás das provocações, Mary Anne era eficiente. Mas, às vezes, sua impulsividade era um teste de paciência que nem The Risk conseguia apaziguar.
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case thirty nine:season two
FanfictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
