Capítulo trezentos e sessenta e oito.

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Second season:three Hundred and Sixty-Eight
E o que deu errado? ★
{Tacoma, Washington}
<Bianca Santiago narrando>

As noites na casa da Milena e da Carolina sempre tinham um quê de especial. Era onde todas nós nos permitíamos ser vulneráveis, rir sem limites e compartilhar os dramas que nos cercavam. Dessa vez, o plano era simples: uma noite entre amigas, com doces, fofocas e um filme de romance. Claro que nem tudo sai como planejado.

- Gente, é sério, romance? - Bárbara Sevilla bufou, estirada no sofá, com os braços cruzados e um olhar de tédio monumental.

- Tá bom, troca por comédia então - sugeri entre uma mordida e outra no bolo de chocolate.

Milena rolava os olhos enquanto navegava pelas opções de filme. Carolina, com a expressão impassível, se atualizava das fofocas em seu celular. Bárbara, por outro lado, estava claramente desconfortável com a indecisão coletiva.

- *Gente, saiu Crush à Altura 2! - Milena exclamou, interrompendo o silêncio.

- Coloca! - Carol e eu dissemos juntas.

- Eca. - Babi resmungou, atraindo todos os olhares para ela.

- Como você sabe que é horrível se nunca viu? - Carol cruzou os braços, desafiadora.

- Gaby me fez assistir essas coisas quando eu estava na Flórida - explicou Bárbara, revirando os olhos. - O mais aceitável foi Amizade Colorida.

- A Gaby te fez assistir romance e usar roupas coloridas? - Milena riu. - Você claramente é outra pessoa com ela.

- Por que ela não está aqui hoje? - perguntei, curiosa.

- Tá experimentando coisas novas - Bárbara fez uma pausa dramática. - E por "experimentar", quero dizer sair com qualquer cara bonito que ela vê pela frente.

- Devia tentar fazer o mesmo - brinquei, atraindo olhares surpresos.

- O que foi? Eu preciso conhecer gente nova!

- Achei que você e o Crusher iam dar certo - Carol retrucou, levantando uma sobrancelha.

- Eu também achei - Milena acrescentou, e senti meu rosto esquentar.

- E o que deu errado? - Babi finalmente perguntou, direta.

Suspirei, enrolando uma mecha do meu cabelo entre os dedos.

- Ele me beijou, e eu... travei. Falei que estava indo rápido demais, mas na verdade eu queria aquilo. Só... não esperava, sabe? Foi uma reação impulsiva - expliquei, tentando me justificar, embora o peso da culpa ainda estivesse ali.

- Você conversou com ele depois disso? - Bárbara insistiu.

- Tentei, mas ele já está com outra. E, sério, não é como se fosse terminar por minha causa. Nem tínhamos nada.

- Se fosse tão simples, você não estaria pensando nisso agora - Carol pontuou, e minha única resposta foi um olhar de rendição.

O silêncio pairou por alguns segundos até Carolina mudar de assunto.

- Vocês viram a festa da Tainá?

- Eu vi! Gente milionária e gostosa, é outro nível - Milena comentou, animada.

- Não sei como ela ainda está solteira. Quem será a ruiva que ela tá pegando agora? - perguntei, sorrindo.

- Quem é Tainá? - Babi perguntou, confusa.

Houve uma pausa coletiva, seguida por uma onda de incredulidade.

- Como assim? Você vive numa caverna, Bárbara? - Carolina disparou. - É a Tainá Costa.

- A modelo da Dior, Fendi, Gucci... - comecei a listar, enquanto Bárbara piscava, claramente perdida.

- Ah... Ela é uma Costa.

Todas soltamos um sonoro "Ahhh!" em coro.

- Quem é a ruiva sortuda que ficou com ela? - murmurei, sonhadora.

- Eu pegava fácil - Milena brincou. - Se ela piscar pro Mob, ele fica solteiro na hora porque eu mesma faço a troca.

Os risos se intensificaram, mas foram interrompidos quando Decker trouxe o foco de volta para Bárbara.

- E você e o Victor? Como estão? - perguntou casualmente.

- Normal. Nada de novo - Bárbara respondeu rapidamente, mas o rubor no rosto dela entregava mais do que queria admitir.

- Não te incomoda ficar sozinha com ele investigando? - Carol provocou, sorrindo maliciosamente.

- Claro que não. Já aconteceu antes.

- E da última vez vocês ficaram, não foi? - Milena insistiu, arrancando um olhar fulminante de Bárbara.

- Foi um deslize.

- Ah, e na festa também? - brinquei, cruzando os braços.

O rubor no rosto de Bárbara intensificou.

- Como você sabe?

- Vocês sumiram. Não é difícil juntar um mais um.

- Na casa dos outros, Bárbara Sevilla? - Carol perguntou entre risos.

Bárbara finalmente sucumbiu, escondendo o rosto nas mãos, rindo nervosamente enquanto tentava desviar o foco.

- Não queriam ver o filme? - ela disse, mudando de assunto apressadamente.

O clima descontraído voltou, mas não pude deixar de reparar: Bárbara tinha um jeito único de mostrar afeto, mesmo que não admitisse para si mesma.

Naquela noite, enquanto os créditos rolavam na tela, percebi algo importante. Aquela bagunça que chamávamos de amizade era exatamente o que todas nós precisávamos - um refúgio, um lugar onde nossos medos e erros se transformavam em histórias compartilhadas.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora