Capítulo trezentos e oitenta e quatro.

595 48 48
                                        

Second season:three hundred and eighty four
Não tô falando que a gente vai mudar o mundo, mas a gente pode tentar fazer alguma coisa ★
{Seattle, Washington}
<Victor Jones narrando>

Quando chegamos de volta ao hotel coloquei meu notebook sobre a cama e liguei tentando organizar os arquivos que eu havia pegado na festa. Babi estava no meu quarto e sentou no balcão da pequena cozinha que tinha e eu fui pra perto dela. Ela colocou a cabeça de lado e me analisou, depois puxou meu braço e eu fiquei entre suas pernas. Ela bagunçou meu cabelo e eu resmuguei.

—Nem começa Sevilla.

— Ja tava bagunçado. — Babi murmurou e eu revirei os olhos. Bárbara mudou a expressão e cruzou os braços. Olhei pro seu rosto. — Então? —  Bárbara disse seria e eu prensei os lábios.

— Então, o que a gente faz agora? — Fiz outra pergunta. Nenhum dos dois realmente sabia o que pensar.

— Conta pro esquadrão eu acho. Pode ser que a investigação deles na capital complemente a nossa. — Babi sugeriu e eu balancei a cabeça pensativo. Fechei os olhos e suspirei exausto. —  Tá suspreso?

— Do governo ter acordo com a maior máfia do país? — Ri levemente com sarcasmo. Babi estava com os braços apoiados no balcão com a expressão impassível me olhando. — Não. Nem um pouco. O que me surpreende e eles salvarem isso em arquivo e deixar tão fácil.

— Foi difícil invadir e descobrir as coisas? — Ela perguntou olhando para os post it que eu colava na tela do computador, nele tinham códigos escritos. Dei de ombros e passei as mãos no rosto.

— Você quer saber se invadir o sistema do crime organizado foi difícil?! — Falei e Sevilla revirou os olhos. Eu ri e ela mexeu carinhosamente no meu cabelo. — Foi difícil pra caralho.

— Você não é o melhor hacker do FBI? — Ela debochou e eu balancei a cabeça.

— Não quando o assunto é hackear uma das maiores organizações do país, onde se tem a informação de que o governo americano tem acordo com o club. — Respondi e Babi deu sorriso irônico de canto de boca. Até irritada ela era linda. — O que me preocupa é o desfecho desse caso. Mexer com o governo?Eu não quero acabar morto.

—E o que a gente deveria fazer?Deixar isso para lá e deixar eles terminarem de comemter crimes?!

— Vida, isso sempre foi assim. A corrupção do país , os crimes, a máfia por trás. E sabe o que acontece com quem tentou provar isso?Não sobreviveram pra contar história. — Intensifique o tom. — Além disso a gente é do FBI, a gente trabalha pro governo, as coisas iam ficar feia assim que ele descobrirem.

— Mas a gente deixar isso quieto só vai deixar que isso continue por mais anos. Não tô falando que a gente vai mudar o mundo, mas a gente pode tentar fazer alguma coisa. — Babi disse com sua determinação e justiça, não era atoa que ela era agente de FBI. Fitei seu rosto pensando em "essa é a mulher mais linda que eu poderia ter conhecido". Ela empurrou meu ombro me fazendo voltar a realidade, ela riu levemente.

— Mudando de assunto, o que você é a Mads tavam conversando na festa?

— Madeleine disse que estava "investigando o club" a muito tempo e ao mesmo tempo ela estava meio que fugindo deles. Pressionei ela, e ela disse que foi por causa do seu irmão. Ela é irmã do Aiden, que a Lara tava investigando o assassinato. A única coisa que deu pra entender é que ela também é inimiga do club mas tá envolvida em alguma coisa errada.

— Significa mais problema pra a gente?

— Ou mais aliados. —  Ela respondeu e tocou meu lábio machucado pela briga. Eu gruini baixo. — Quer gelo?

case thirty nine:season twoOnde histórias criam vida. Descubra agora