Capítulo trezentos e trinta e um.

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Second season:three hundred and thirty-one
Eu preciso ir ★
{Tacoma, Washington}
<Bárbara Sevilla narrando>

Fechei a mala com um suspiro longo e pesado. Já era quase 16h e, com sorte, ainda conseguiria encontrar um voo de última hora. Caminhei distraída até a sala, onde dei um pulo ao ver Bianca sentada confortavelmente no meu sofá, mexendo no celular como se estivesse ali o dia inteiro.

- Há quanto tempo você está aí? - Perguntei incrédula, levando a mão ao peito.

- Você está de roupa branca! - Ela apontou, os olhos arregalados de surpresa. Só então notei que ainda usava as roupas da Lara, uma camisa branca que eu tinha pego emprestada. - Ah, faz uma meia hora que cheguei.

Revirei os olhos, ainda me recuperando do susto.

- Que milagre Milena e a Carol não estarem com você. - Comentei, indo em direção à cozinha.

- Você sabe que eu não tô falando com a Decker, e a Miih está com o Mob. Eles voltaram de vez, aparentemente. - Bianca me seguiu até a cozinha, com aquela curiosidade afiada de sempre. - Eu queria saber o que aconteceu depois da festa do Bak.

Bak. Namorado da minha melhor amiga. E, agora, meu irmão. Só de pensar nisso fazia minha cabeça doer. A revelação da noite anterior ainda estava latejando, mal processada.

Suspirei antes de responder à Thaiga:

- Não aconteceu nada.

- Mas a Miih disse que você foi embora com o Victor. - Ela franziu o cenho, claramente desconfiada.

- Como a Milena sabe disso?

- A Carolina mencionou. - Bianca deu de ombros como se fosse óbvio. Revirei os olhos enquanto pegava um chá gelado para nós. Thaiga aceitou e me seguiu de volta para a sala. - E então? Não rolou nada mesmo? Hein? - Ela fez questão de exagerar no tom, o que me fez levantar uma sobrancelha.

- Não.

- Nem um beijo? Um abraço? Uma declaração bêbada daquelas que ele não lembra no dia seguinte, mas você sim? Aí fica um clima esquisito, mas todo mundo sabe que vocês se gostam! - Thaiga falava com tanta empolgação que me fez rir, balançando a cabeça.

- Você devia escrever suas próprias histórias. Sua imaginação é fértil demais. - Dei um gole no chá, tentando manter a calma. - Só levei ele pra casa porque estava bêbado. Não ia deixar ele dirigir assim.

- Então você se importa com ele. - Ela sorriu de canto, jogando a verdade crua na mesa. Eu passei as mãos no rosto, sentindo o calor subir.

Ela estava certa. Eu não conseguia mais esconder. A maldita declaração bêbada tinha acontecido. E, claro, eu tinha evitado o assunto quando ele estava sóbrio. Que diferença faria agora, afinal?

Odeio o quanto a Thaiga sempre está certa. Coloquei o chá de lado e olhei para o relógio. Levantei rápido, tentando disfarçar o nervosismo que começava a me consumir.

- Olha, eu e o Victor somos pessoas muito complicadas para ficarmos juntas. Você, melhor do que ninguém, deveria saber disso. E eu só levei ele pra casa porque a irmã dele me pediu.

- Está falando isso para se convencer. Você gosta dele, e ele gosta de você. O que aconteceu?

- Nada.

- Você não sabe mentir.

- Ele pediu pra eu dormir com ele, tá?! - Perdi a paciência, e a expressão vitoriosa de Thaiga me irritou ainda mais. Suspirei pesadamente. - Ele estava bêbado e carente, pediu pra eu deitar com ele.

- E você foi? - Santiago perguntou, rindo. O silêncio foi a única resposta que consegui dar. O sorriso dela desapareceu instantaneamente. - Pera aí, você cedeu? Você, Bárbara Sevilla, sem coração, que odeia o Victor, dormiu com ele?

- Eu não disse isso.

- Quem cala consente.

- E por que você se importa, Santiago?

- Porque eu nunca vi você ceder pra ninguém. Nunca vi você baixar a guarda e ser fofa, principalmente com o Jones. Quer dizer que você realmente gosta dele, não é?

- Eu preciso ir. - Falei de repente, já pegando minhas coisas.

- Pra onde? - Ela me olhou com curiosidade.

- Vou viajar.

- O feriado de Ação de Graças é só no dia 24 de novembro, Babi. Ainda estamos no meio de outubro. - Thaiga rebateu, cética, mas sem perder o humor.

- Vai ser uma viagem rápida. - Murmurei, sabendo que era uma mentira.

- Amanhã é segunda, a gente tem que trabalhar.

- Bianca. - Chamei-a pelo nome, para que soubesse que era sério. - Vai ser rápido, eu prometo que volto.

Ela me olhou com olhos apertados, desconfiada, mas não insistiu. Suspirei aliviada. Eu precisava de um tempo. Um tempo longe de tudo e todos.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora