Second season:two hundred and twenty-two
★ Respira fundo, ok? ★
{Seattle, Washington}
<Lara Cooper narrando>
Eu andava em círculos pela casa, cada passo carregado de ansiedade. Meu peito estava apertado, e minha cabeça a mil. As coisas estavam saindo do controle, e eu não conseguia pensar direito. O som do meu celular vibrando quebrou o silêncio, e eu atendi na hora, sem pensar.
— Tainá, finalmente! — Exclamei, sentindo uma mistura de alívio e tensão.
— O que foi? Eu estava dormindo! — A voz sonolenta dela chegou do outro lado da linha, visivelmente irritada. O fuso horário entre Washington D.C. e Seattle bagunçava nossos horários. Eu sabia que tinha acordado ela, mas não conseguia evitar.
— O que foi? Você não tem ideia! Surgiram novos problemas, e ainda nem são três da tarde! — Comecei a despejar tudo de uma vez, minha mente correndo, palavras atropelando umas às outras.
— Lara, cala a boca! — Ela me cortou bruscamente, sua voz firme me tirando do transe. — Respira. Relaxa... — Sua voz suavizou, e eu soltei um suspiro longo e cansado, tentando seguir seu conselho. — Pronto. Agora fala devagar.
— Desculpa... é que tá acontecendo tanta coisa que eu tô ficando maluca. — Murmurei, me sentindo um pouco tola pelo exagero. Do outro lado da linha, ouvi um risinho abafado de Tainá. Aquele som me fez relaxar um pouco mais. Ela tinha essa habilidade de me acalmar só com a voz, como se soubesse exatamente o que dizer.
— Sei como é, mas olha, tem coisa que a gente não pode controlar. Respira fundo, ok?
Eu fechei os olhos por um segundo, deixando suas palavras penetrarem. Tainá sempre soube o que dizer, e só de ouvir sua voz, meus ombros começaram a relaxar. Era como se ela conseguisse puxar para fora o melhor de mim, mesmo nos momentos de maior desespero. Isso era o que me deixava tão confusa.
Por que ela?
Tainá era minha melhor amiga, certo? Eu sempre a vi assim... mas ultimamente, havia algo mais. Não sabia explicar, mas pensar nela trazia uma mistura de sentimentos que iam além da amizade. O jeito como ela me acalmava, como me fazia rir, como sempre se importava... Era diferente de qualquer outra coisa que já senti antes. Mas ao mesmo tempo, eu não conseguia entender. Era só amizade ou algo mais? Eu nunca pensei nisso assim antes, até que percebi que... eu não queria perdê-la.
— Lara, você ainda está aí? — A voz de Tainá me puxou de volta à realidade.
— Sim... — Respondi rapidamente, limpando a garganta. — Eu só... espero que tudo fique bem.
— Vai ficar. — Ela respondeu de forma tranquila, mas com uma firmeza que me fez acreditar por um momento.
O que ela não sabia era que ela não estava falando só do trabalho ou dos problemas que eu tinha com meu irmão. Eu queria que tudo ficasse bem... com a gente também. Queria entender o que estava sentindo, mas, ao mesmo tempo, estava apavorada demais para admitir que, talvez, houvesse algo a mais entre nós.
— E como estão as coisas com seu irmão? E a namorada dele? — Ela perguntou, mudando de assunto de forma casual.
— Ela não é namorada dele. — Fiz uma careta, como se ela pudesse ver minha expressão. — E eles são um dos problemas. Tive que mandá-los de volta para Tacoma. O dia está péssimo!
— O quê?! Por quê? — Ela parecia mais alerta agora.
— Estão sendo perseguidos. Alguém está atrás deles, e eu não podia arriscar deixar eles aqui. Eles nem sabem o motivo real.
— Mas... não era você que estava mandando alguém atrás deles?
— Claro que não! Eu só pedi para ficarem de olho, não para caçarem eles como se fossem um prêmio.
— Nem fodendo! — A indignação na voz dela era palpável, mas por trás disso, havia preocupação. Mas ao mesmo tempo parecia que ela sabia de algo há mais.
Havia algo reconfortante em saber que Tainá se preocupava com as mesmas coisas que eu. Que ela se preocupava... comigo. Aquilo só tornava tudo mais complicado. Eu estava ficando cada vez mais perdida nesses sentimentos contraditórios.
— Agora entende por que eu estou assim? — Perguntei, tentando disfarçar a vulnerabilidade na minha voz.
— Entendo... mas, Lara, vai ficar tudo bem. Eu estou aqui, sempre vou estar, tá?
Ela nem imaginava o quanto aquelas palavras me afetavam. "Sempre vou estar". Me fazia questionar se esse "sempre" significava o mesmo para ela que estava começando a significar para mim.
— Obrigada, Tainá... — Murmurei, tentando esconder a confusão que tomava conta de mim.
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case thirty nine:season two
FanficApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
