Capítulo trezentos e oitenta e cinco.

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Second season:three hundred and eighty-five
Podem me chamar de Victor Jones, o melhor hacker do FBI ★
{Washington D.C}
<Marcos Diaz narrando>

Passei a mão pela corrente no meu pescoço, um hábito nervoso, enquanto observava Bianca Santiago ao meu lado. Ela parecia uma carcereira prestes a me espancar com um cassetete caso eu fizesse o menor deslize. Enquanto isso, Milena e Carter estavam sentados no sofá ao fundo, como se estivessem em um piquenique, devorando doces sem nenhuma preocupação.

A ideia brilhante de religar o CTOS da cidade tinha sido da própria Santiago. "Vai ajudar na investigação," ela disse. Claro, porque invadir o sistema operacional de vigilância do governo parecia uma tarefa simples para o Esquadrão 78, certo? Sem mencionar que tecnicamente não pedimos permissão para fazer isso. Mas, ei, somos do FBI — o suficiente para passar um pano... ou assim espero.

Para entrar nele, precisávamos do Jones, nosso gênio hacker. Mas ele não estava por perto. E, de alguma forma, as meninas decidiram que eu, como melhor amigo dele, seria a substituição óbvia.

Claro, o Victor tinha tentado me ensinar algumas coisas. Mas, pra ser honesto, quando ele falava de TI, parecia que estava explicando física quântica em árabe. Tive que implorar para que ele me explicasse o básico como se eu fosse uma criança de cinco anos. Só que as meninas não precisavam saber disso.

— Tem certeza que sabe o que está fazendo? — Bianca perguntou pela milésima vez, cruzando os braços.

Revirei os olhos e parei de digitar por um segundo.

— Thaiga, eu já vi o 032 fazer isso um milhão de vezes. Além disso, ele me explicou o procedimento há menos de uma hora. Você não foi quem sugeriu ativar o CTOS para obter informações?

— É Santiago pra você, palhaço. Aliás, me chame de Agente 022; estamos trabalhando. — Ela gesticulou com um dedo no ar, cheia de formalidade.

Levei as mãos para cima em rendição, uma expressão cômica no rosto, enquanto ela continuava:

— Eu sei que você já viu o Jones mexendo nesses sistemas, mas estamos falando de um sistema operacional do governo! Isso aqui não é brincadeira!

Ela praticamente gritou, e eu me inclinei um pouco na cadeira, sentindo a tensão aumentar.

— Lindinha, vem cá acalmar a Agente 022 antes que ela tenha um troço! — Gritei para Carolina, que apareceu no cômodo mexendo no celular.

Notei na tela algo que dizia "Bak mauricinho".

— Tá falando com o namorado? Ele tá bem? — Provoquei, um sorriso brincando nos lábios.

Carolina nem hesitou antes de me dar um tapa na nuca.

— Eu ouvi isso, Mob! — Milena gritou do sofá, apontando um pirulito para mim como se fosse uma arma.

— Calma, amor, foi só uma brincadeira! — Respondi, levantando as mãos.

Thaiga apenas revirou os olhos, irritada.

— Vocês todos tiraram o dia para me irritar, não é? — ela bufou, apontando para o monitor com impaciência.

— Relaxa, Santiago. Vai dar tudo certo — Carolina disse, tentando suavizar o clima enquanto colocava as mãos nos ombros dela.

— Gente, vocês têm que confiar mais no trabalho do Mob! — Carter disse lá do sofá, me lançando um olhar solidário.

— Obrigado, GS! Tá vendo o que é amizade de verdade? — Retruquei, batendo na mesa com uma teatralidade exagerada.

Finalmente, estiquei os dedos e comecei a trabalhar no teclado. A primeira coisa foi borrifar o nosso endereço de IP para evitar rastreamento. Não seria inteligente deixar um rastro de que o FBI estava, essencialmente, hackeando o próprio governo.

Enquanto digitava linha após linha de código, minha mente vagava para o que poderia acontecer se algo desse errado. Seríamos expostos e provavelmente expulsos do Esquadrão 78. Pior ainda, eu teria que encarar meus pais e admitir que fracassei em outro emprego. Voltar para a faculdade de psicologia seria um pesadelo — sinceramente, preferia morar debaixo da ponte.

Quando finalmente cheguei ao último comando, hesitei por um momento antes de apertar "Enter". O maldito ícone de carregamento começou a girar, e meu nervosismo aumentava a cada segundo. As garotas estavam praticamente me fuzilando com os olhos, como se pudessem me matar mentalmente. Carter, por outro lado, parecia tão calmo que estava me irritando.

Então, as palavras mágicas apareceram na tela: Acesso autorizado.

Soltei um suspiro tão aliviado que parecia que tinha acabado de cruzar a linha de chegada de uma maratona.

Em segundos, tínhamos acesso a praticamente tudo: o controle da cidade, informações valiosas e até registros de crimes que estavam acontecendo bem debaixo do nosso nariz.

Inclinei-me na cadeira, cruzando os braços atrás da cabeça como se fosse o herói de um filme de ação.

— Podem me chamar de Victor Jones, o melhor hacker do FBI — murmurei, enquanto as meninas se aglomeravam ao redor do monitor, os olhos arregalados com a quantidade de dados disponíveis.

Thaiga me deu um tapa de leve no ombro.

— Tá se achando agora, né, Mob?

— Só estou colhendo os louros do meu esforço, Santiago. Ou do que eu aprendi com o Victor...

Carolina e GS riram, enquanto Milena apenas balançava a cabeça, ainda segurando um pacote de jujubas.

Por mais que eu quisesse prolongar o momento de glória, sabia que tínhamos muito trabalho pela frente. A informação estava ali, mas agora precisávamos usá-la para resolver o caso — e, com sorte, não terminar na cadeia por invadir o sistema do governo.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora