Capítulo duzentos e cinquenta.

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Second season:two hundred and fifty
Augusto, você não sabe mentir ★

— Acho extremamente difícil — Lara murmurou, cruzando os braços.

— Ah, então eu não sou o único com problemas na vida amorosa? — zombei, e ela deu língua, como uma criança.

— Isso quer dizer que você admite que gosta da Babi? — Lara disse, e eu revirei os olhos. Era impressionante como ela sempre conseguia mudar o assunto para mim, sem que eu percebesse.

— Eu admitiria se gostasse.

— Aham. Sempre quis ficar com ela.

— Não é verdade.

Na verdade, era sim. Mas se eu admitir, isso seria só mais um motivo para Lara me encher o saco.

— Augusto, você não sabe mentir — Lara comentou, com a cabeça encostada no banco, me olhando e rindo. Eu a encarei e suspirei.

— A Bárbara é insuportável, estressada e surtada demais, mal-educada, difícil de lidar... Ela me irrita. — Falei, deixando escapar um pouco da frustração que sentia. Lara ouviu atentamente. — Ela é fechada demais. Não importa como você trate ela, ela sempre vai te afastar. Todo mundo. Principalmente quem gosta dela.

— Então ela é fechada demais para sentimentos?! — Lara se aconchegou no banco do passageiro, analisando cada palavra. — Por isso que você não quer assumir que gosta dela? Tem medo de ser rejeitado? — Ela falou, e eu balancei a cabeça, absorto, sem conseguir responder.

— Ah, é isso, não é? Gosta dela, mas tem medo dela te rejeitar!

— Escuta, Lara...

— Sabe por que ela tem medo de se entregar? — Ela indagou, e eu travei o maxilar, fechando os olhos por um milésimo de segundo. — Disse que ela afasta quem gosta dela. E por isso que vocês brigaram? — Ela continuou, e tentei ignorar a onda de sentimentos intensos que tomou conta de mim. — Devia procurar saber por que ela é assim.

Lara não foi sarcástica dessa vez. Ela se mostrou preocupada e prestativa, e sua seriedade me fez refletir. Eu sabia que tinha que entender mais sobre Bárbara, sobre os muros que ela erguia, e sobre o que realmente sentia. Era como se um nó se formasse no meu estômago. Eu realmente gostava dela, e a ideia de que ela poderia não se sentir da mesma forma era aterrorizante.

Lara se endireitou e voltou a falar de maneira extrovertida e irônica.

— Então eu não vou poder mesmo conhecer seus amigos? Eles são bonitos, pelo menos?

— Larissa! — eu a repreendi, e ela olhou para mim com um ar de insignificância.

— Aí, o que tem? Você perguntou da Tainá, mesmo — ela disse, deitando a cabeça de lado. — Tem certeza de que tá bem?

— Eu tô bem, eu tô ótimo. Quem não está é você.

— Ah é? Por quê?

— Lara, acha que eu não percebi que você anda desconfiada o tempo todo? Tem medo de alguma coisa. E não pode voltar para Washington. Sumiu por onze meses.

— É uma longa história...

— Eu sei que você não vai me dizer. E eu sei que você já é adulta, eu não posso te dizer o que fazer. Mas, por favor, toma cuidado, e não morre — falei, puxando o freio de mão e desligando o carro.

— Eu prometo.

A luz do poste iluminou o carro, e Lara se abaixou rapidamente, pegando algo em suas mãos.

— O que é isso? É bonito — ela disse, analisando o objeto.

Olhei para o objeto e franzi as sobrancelhas, pegando-o nas mãos.

— É da Bárbara — respondi em um fio de voz.

Era um pingente de glock. Ah, sim. Com certeza era da Bárbara.

O presente que eu tinha dado pra ela. O que isso significava? Que ela ainda se importava? Que havia algo ali que ainda estava por ser explorado entre nós? As perguntas giravam na minha cabeça enquanto eu a observava, tentando desvendar os mistérios que a cercavam.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora