Capítulo duzentos e setenta e nove.

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Second season:two hundred and seventy-nine
Onde você estava? ★
{Tacoma, Washington}
<Lara Cooper narrando>

— Larissa?!

— Mãe. — Respondi em um tom mais doce do que o habitual e esbocei um sorriso tímido.

Ela imediatamente me abraçou, e eu retribuí o abraço como se fosse uma urgência. Eu nem sei explicar a saudade que senti da minha mãe e de seus abraços. Por um momento, me permiti esquecer de tudo. Deitei a cabeça em seu ombro e fechei os olhos, aproveitando o momento. Foi a primeira vez que me senti realmente bem em um ano.

Depois de alguns segundos, nos separamos. Ela me analisou de cima a baixo, e logo começou o interrogatório.

— Onde você estava? — exigiu saber.

— Em Olympia. — Tentei responder com o tom mais calmo possível. — O que você está fazendo aqui?

Devia ser isso que Victor ia me perguntar.

— Fazendo o que? — respondeu, com um tom histérico.

— É difícil explicar... — falei, olhando para o chão.

— Por quê? — perguntou, estressada, mas a preocupação transparecia em sua voz. Ela tinha razão; eu havia desaparecido por quase um ano.

Abafo a cabeça e voltei para o sofá em silêncio. Posso mentir o quanto quiser para o meu irmão, mas nunca conseguirei mentir para minha mãe. No entanto, não posso contar a verdade a ela; isso a colocaria em risco.

— Você nem tem a decência de responder minhas perguntas, Larissa?! — minha mãe disse, irritada.

— Eu não posso. — falei em voz baixa.

— Sim, você pode, só não quer. Está com medo. — Ela parecia capaz de ler todos os meus pensamentos.

— Não é verdade. — retruquei, com receio.

— Então me responde, Larissa, no que você se meteu que não pode me falar? — Ela se aproximou de mim, seus olhos cheios de preocupação.

— É complicado! — exclamei, sentindo os olhos arderem e uma queimação na garganta.

— Então me fala para eu entender! — ela insistiu, preocupada e irritada com a minha enrolação.

Eu não consegui mais responder. A dor de não poder contar a verdade a ela me consumia. Sentia uma culpa imensa pela Tainá. Quando foi que me tornei essa pessoa horrível? Estava exausta. E me sentia culpada por tantas coisas.

— Desculpa... — sussurrei, a voz embargada.

Nem percebi o momento em que as lágrimas começaram a escorregar livremente pelo meu rosto. Eu odeio chorar na frente de outras pessoas, mas dessa vez não estava sob controle. Chorei como nunca antes.

— Oh minha princesa, vem cá.

Minha mãe me abraçou, sussurrando palavras reconfortantes até que eu me acalmasse e, eventualmente, adormecesse em seu colo.

O calor do seu abraço me fazia sentir que, por mais complicado que fosse, ainda havia um pouco de segurança em meio a todo esse caos. E, por um breve momento, eu pude me permitir ser apenas uma filha, livre das responsabilidades e dos medos que me consumiam.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora