Capitulo duzentos e quarenta e três.

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Second season:two hundred and forty-three
Eu vou voltar, Tai ★
{Washington D.C}
<Lara Cooper narrando>

Fechei a mala e olhei para ela, pensativa. Será que estava esquecendo algo? O peso da missão que estava prestes a encarar pairava sobre mim, mas tentei não demonstrar. Tainá balançava as pernas, me observando atentamente do outro lado do quarto.

- Acho muito injusto. Você praticamente acabou de voltar de Seattle e já vai pra Tacoma de novo? - Tainá falou, cruzando os braços, o descontentamento estampado no rosto.

Suspirei e a olhei com uma expressão leve, tentando disfarçar a tensão crescente.

- Sabe o que é injusto? Tentarem me matar só porque sou melhor do que ele - respondi, tentando manter o tom sarcástico que sempre usei para lidar com o caos.

- Você roubou um milhão de dólares, Lara - Tainá rebateu, arqueando as sobrancelhas. Abri a boca, ofendida pela acusação, embora soubesse que, de certa forma, ela não estava completamente errada.

- Escuta aqui, eu não roubei nada. Nem sabia o que estava acontecendo. Me mandaram fazer e eu só fui melhor que ele. O dinheiro ficou comigo, porque eu fiz por merecer. Ladra, não, meu amor. Inteligente. - Gesticulei com as mãos, exibindo um sorriso convencido, sabendo que ela iria me contradizer, como sempre.

Tainá revirou os olhos, mas não pôde conter um leve sorriso. Aquele sorriso... Por mais que ela tentasse esconder, eu sabia o efeito que tinha sobre ela. O jeito que ela me olhava, irritada, mas com aquele brilho nos olhos, sempre me desconcertava um pouco. Tudo na Tainá era bonito. Desde seu jeito prestativo até sua preocupação constante. E, claro, aquele sorriso.

- E quem garante que ninguém quer te matar em Tacoma? - Tainá cruzou os braços novamente, desta vez com desdém.

- Tainá, por favor. Eu cresci em Tacoma, fiz meu nome lá quando ainda estava no FBI. Você já viu alguém odiar essa gata aqui? - Dei uma voltinha, deixando claro o quanto eu me orgulhava do meu passado, por mais sombrio que fosse.

Tainá deu uma risada abafada, tentando manter a postura de irritada. Mas eu sabia que ela se importava mais do que queria admitir. Aquela preocupação constante era algo que a tornava ainda mais encantadora. E eu não podia negar que o fato de ela se preocupar comigo desse jeito mexia comigo.

- Todo mundo te odeia porque você não leva nada a sério e é sarcástica demais - ela disse, tentando manter o tom sério, mas eu apenas dei de ombros.

- Eu nem ligo - respondi, rindo de leve.

- Lara... - Tainá hesitou, sua voz baixa, quase um sussurro de preocupação.

- Maria Tainá, por favor. Eu sei me cuidar. Saí de casa antes do meu irmão, e sou a mais nova. Já aprendi a me virar sozinha faz tempo. Bom... tirando as vezes que eu precisava chamar o Victor - comentei, e Tainá franziu a testa em confusão.

- Com quantos anos você saiu de casa?

- Quinze - dei de ombros, como se fosse algo comum, mas vi o choque em seus olhos.

- Você é a rebelde da família?

- Ah, não é bem assim... tá, talvez seja - balancei a cabeça. - Mas olha, além da minha mãe, ninguém em Tacoma quer me matar. Talvez meu irmão, mas isso é irrelevante.

- Quando você volta? - ela perguntou, a voz cheia de incerteza.

- Não faço a menor ideia. Algum dia eu volto.

- Foi o que você disse pros seus amigos de Tacoma antes de sumir do mapa - Tainá rebateu, e suas palavras me atingiram como uma lembrança dolorosa.

Ela estava certa. Eu desapareci, deixando para trás pessoas que confiavam em mim, sem explicações. A vida havia me levado por caminhos que eu não tinha planejado. Se soubesse o que estava por vir, teria aproveitado mais aqueles momentos de vida "normal".

Sentei ao lado dela na cama, envolvi seu pescoço com um braço e dei um beijo suave em sua bochecha.

- Eu vou voltar, Tai. Eu prometo. Quando ele esquecer que eu existo. - sussurrei.

E, por mais que ela quisesse me acreditar, ambos sabíamos que promessas como essa eram difíceis de cumprir na vida que eu levava.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora