Second season:two hundred and eighty-eigth
★ Desculpa, mauricinho ★
{Tacoma, Washington}
<Carolina Decker narrando>
Eu estava a ponto de explodir de nervosismo. A minha cabeça não parava de rodar com a lembrança da minha declaração impulsionada pelo álcool na noite anterior. E se Bak lembrasse de tudo? Pior ainda, e se ele não lembrasse? Pensamentos positivos, eu tentava me convencer. Se ele tivesse bebido demais, talvez nem se recordasse. Mas, se ele não lembrasse, eu teria que fazer isso de novo... sóbria dessa vez.
Gabriel chegou tranquilo, na maior calma do mundo, o que só intensificou meu nervosismo. Ele parecia imune ao caos que eu estava vivendo por dentro. Tentei disfarçar bebendo mais um longo gole de água gelada, esperando que isso me acalmasse.
— E aí, como foi seu dia? — Disparei as palavras tão rápido que nem eu consegui entender o que tinha dito. Ele sorriu, aparentemente achando meu nervosismo engraçado.
— Bem, e o seu?
— Interessante... a gente prendeu um milionário por tentativa de assassinato ao governador de Washington. Achei que ia durar mais, mas só demorou dois dias. — Comentei, tentando parecer casual, passando as mãos na minha calça jeans. — E o seu?
— Ah, eu, o Miller e a LeBlanc estamos trabalhando num caso de adolescente desaparecida. Isso quando eles dois não estão flertando. — Ele disse com um toque de sarcasmo.
— Quem é LeBlanc? E ela tá flertando com o Crusher? — Minha boca se abriu em um "O" enorme de surpresa.
— Melina LeBlanc, detetive. E sim, eles estão flertando.
— Nossa... mas que rápido, tadinha da Thaiga. — Murmurei, mais pra mim mesma, e ele riu em concordância.
Enquanto ele falava, eu mal conseguia olhar pra ele. Meus olhos estavam fixos nos meus próprios dedos, mexendo nervosamente. A proximidade dele me deixava estranhamente desconcertada. O perfume forte de Gabriel estava no ar, e tudo o que eu queria era abraçá-lo e sentir aquele cheiro por horas.
Eu precisava acabar logo com isso.
Suspirei profundamente, ainda sem coragem de encará-lo.
— Desculpa, mauricinho. — Soltei de repente.
— Pelo o quê? — Ele sabia muito bem pelo o quê, mas o jeito sarcástico dele fazia questão de me forçar a falar.
— Por brincar com o seu coraçãozinho de playboy de condomínio. — Brinquei com um toque de sinceridade, e ele riu levemente.
— É, não devia. — Ele concordou sem demonstrar qualquer mágoa.
— Mas, em minha defesa, isso me ajudou a entender o que eu realmente sinto por você. — Tentei me explicar, e senti o olhar dele fixo no meu rosto.
— Hm? — Ele respondeu, cínico. Revirei os olhos, me inclinando para bater levemente no braço dele.
— Não se faça de idiota, mauricinho. Você sabe muito bem. — Cruzei os braços, meio irritada, mas logo vi o sorriso no rosto dele. — Eu estou apaixonada por você. Era isso que você queria ouvir?
— Era, era sim. — Ele respondeu com um toque de sarcasmo, e ficou em silêncio.
Aquele silêncio estava me matando.
— Esse silêncio me mata. Fala alguma coisa, Gabriel!
— O que você quer que eu diga? — Ele deu uma risada ingênua, me provocando mais.
— "Carolina, você precisa de um psicólogo, você está louca." "Vai embora, Decker!" "Eu não quero ficar com voc..." — Antes que eu terminasse a frase, ele me interrompeu com um beijo na bochecha.
— Eu também estou apaixonado por você, princesa. — Ele admitiu, e eu sorri involuntariamente, sentindo o alívio tomar conta de mim.
— Por favor, me perdoa. Eu quero tentar tudo de novo. — Falei no tom mais sincero possível, sentindo o coração disparar enquanto esperava a resposta dele.
Ele balançou a cabeça, ainda um pouco receoso, mas finalmente cedeu.
— Tudo bem, eu tô disposto a te dar mais uma chance.
O alívio foi imediato, e eu sabia que essa era a nossa oportunidade de fazer as coisas do jeito certo.
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case thirty nine:season two
FanfictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
