Capítulo trezentos e quarenta e seis.

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Second season:three hundred and forty-six
A gente se esbarra por
{Tacoma, Washington}
<Gabrielly Scott narrando>

Eu estava animada, quase saltitando, mas a Babi parecia estranhamente quieta. Chegamos à festa, que era digna de um filme. Desde que vim do Brasil para os EUA, sinto que estou vivendo constantemente em um romance cinematográfico. A festa acontecia em uma mansão deslumbrante, toda decorada em tons pastéis.

Babi vestia um tubinho preto simples, com o cabelo levemente ondulado por babyliss. Ela jogava uma jaqueta por cima, algo que dava um ar casual ao look sofisticado. Eu, por outro lado, estava com um vestido azul no mesmo estilo, e meu cabelo longo e liso caía pelos ombros.

— Babi, por que você nunca me contou que era milionária? — brinquei, maravilhada com o ambiente ao redor.

— Eu não sou milionária.

— Pra mim, quem anda com gente rica é rico também. — Eu ri, e ela soltou uma risada contida.

— Ele é o melhor amigo do meu... irmão.

— Seu irmão? Você tem irmão?

— Meio-irmão. Por parte de mãe, mas não tenho muito contato com ela, e nem com o Gabriel.

— Então, seu irmão é rico? — Fiquei surpresa, de boca aberta, enquanto ela balançava a cabeça, pensativa.

— Podemos dizer que sim. Agora se controla, para de agir como se estivesse vendo doces pela primeira vez.

— Você é tão chata... — murmurei, mas logo lembrei de algo importante. — Ah, Babi! — a chamei, empolgada. Ela se assustou com a minha explosão repentina.

— O que foi, sua doida? — disse, colocando a mão no peito, tentando se recuperar do susto. Tirei o objeto da minha bolsa e o entreguei a ela. Era um colar prateado. Ela o pegou imediatamente. — Onde você achou isso?

— No seu quarto, em Miami. Achei bonito e pensei que você tivesse esquecido lá. — Respondi enquanto ela observava o colar atentamente. — Onde você comprou? Você deveria usar mais. — Comentei, pegando uma taça de vinho.

— Foi um presente.

— De quem? — perguntei casualmente, mas antes que pudesse ouvir a resposta, três pessoas se aproximaram. Babi imediatamente apertou o pingente de glock na mão e o escondeu atrás das costas. — O que... — comecei a perguntar, mas ela me deu um toque discreto, me mandando calar a boca.

— Oi, gente — murmurou Babi, meio desconfortável.

— Pensei que você não vinha — comentou um dos caras, um moreno. O outro revirou os olhos, enquanto a garota cruzava os braços, claramente entediada.

— Eu disse que viria.

— Não, você não disse — a garota retrucou, e dava para sentir a tensão no ar.

— Mas eu estou aqui, Santiago — respondeu Babi, revirando os olhos, o que me fez olhá-la com curiosidade. Eu nunca a tinha visto agir assim.

— Oi — disse a garota, de forma um pouco mais amigável, se dirigindo a mim. Sorri em resposta.

— Gaby, essa é a Thaiga, o Mob e o Victor — Babi apresentou rapidamente, e eu assenti, analisando os três. Dei um sorriso simpático, e eles acenaram de volta. — Gente essa é a Gabrielly, minha amiga de Miami.

— A gente se esbarra por aí — disse Mob, e Thaiga concordou com a cabeça.

— Ou não — acrescentou Victor, com um tom seco, ao que Babi respondeu com um sorriso sarcástico. Logo, os três se afastaram.

Babi revirou os olhos novamente e tomou a taça de vinho da minha mão, bebendo um gole generoso. Eu a observei por um momento, prensando os lábios antes de perguntar:

— O que foi?

— O que você acha? — respondeu ela, com uma expressão de quem não estava disposta a falar muito.

— Então... aquele é o Victor? Ele é bonito. Foi ele quem te deu o pingente de glock? — Perguntei de maneira casual, mas recebi um olhar mortal dela. — Foi ele?

— Foi. E daí? Que diferença faz?

— Você disse que tinha sido apenas ficadas, mas... parece que gosta dele de verdade. O que aconteceu entre vocês?

— Muita coisa... E, bem, eu fugi do que sentia por ele.

— É por isso que não usa o colar? E o que você vai fazer com isso agora? — apontei para o colar ainda em suas mãos.

— É meu.

— O colar ou o Victor? — provoquei, mas ela me ignorou e começou a andar na direção oposta. — Babi! Era brincadeira! Espera! — chamei enquanto corria atrás dela.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora