Second season:three hundred and seventy-six
★ Por que você é tão convencido? ★
{Seattle, Washington}
<Bárbara Sevilla narrando>
Estava deitada na cama do hotel, fingindo que prestava atenção ao filme que passava na TV, mas minha mente vagava longe. O tempo parecia ter parado, e o tédio me dominava. Do outro lado do quarto, Victor conversava com a Thaiga ao telefone sobre alguma coisa do caso. Ele estava de pé, próximo à janela, com uma postura relaxada e a luz do entardecer recortando sua silhueta.
Victor é o oposto de mim. Ele é uma das pessoas mais calmas que conheço — pelo menos até alguém mencionar a irmã dele ou ele guardar tanta raiva que acaba explodindo. Nossa relação, agora que admitimos estar apaixonados, tinha se tornado... confusa. Não sei se era só um caso, se estávamos namorando, ou algo entre os dois. Tudo o que sei é que ele consegue despertar em mim extremos: tanto me irritar profundamente quanto me acalmar de um jeito que ninguém mais consegue.
— Que foi? — A voz dele me trouxe de volta à realidade, e eu percebi que ele tinha encerrado a ligação e me observava.
— Nada, só pensando. — Respondi, me esticando ainda mais na cama, em uma posição que deixava claro meu tédio.
— Pensando em mim? — Ele perguntou, provocativo, com aquele sorriso cafajeste de canto de boca que fazia meu coração acelerar e minha paciência evaporar ao mesmo tempo.
Revirei os olhos, ignorando a provocação. Ele se aproximou e se jogou no sofá ao meu lado.
— Enjoou dos filmes? — Ele perguntou casualmente.
— Enjoei de viver. — Murmurei em resposta, enquanto jogava minhas pernas sobre suas coxas, mais por falta do que fazer do que por qualquer outra coisa. Ele riu, e eu bufei.
— Como está o caso em Washington D.C.? — Perguntei, tentando puxar um assunto qualquer para passar o tempo.
— Perigoso. — Ele suspirou. — A Bia quer reativar o CTOS pra investigar a Casa Branca.
— Desde o caso 39, já vi tanta coisa absurda que nem me surpreendo mais. — Comentei, cética. Ele concordou com um aceno de cabeça. — Ela pediu sua ajuda?
— Claro. Você sabe que eu sou o melhor hacker do FBI. — Respondeu com aquele tom autossuficiente que ele adorava usar para me provocar.
— Por que você é tão convencido? — Perguntei, mais curiosa do que irritada, embora tentasse disfarçar.
Ele deu de ombros, como se a resposta fosse óbvia.
— Não é convencimento, é fato. Sou o melhor no que faço. Se precisar de alguém pra invadir um sistema ou hackear algo impossível, quem você chama? — Ele disse com seu tom presunçoso, mesmo que eu soubesse que era só brincadeira.
— Tá, eu admito, você é bom. — Respondi, rolando os olhos de novo, mas um pequeno sorriso escapou. — Mas isso não significa que precisa esfregar na cara de todo mundo.
— Ah, Sevilla, você acha que eu me gabo? — Ele perguntou, divertido, se inclinando para me encarar de perto. — Eu só gosto de te lembrar o quanto você teve sorte de me ter por perto.
— Sorte? — Soltei uma risada sarcástica. — Eu diria que é mais uma maldição.
— Jura? Porque parece que você gosta da "maldição". — Ele arqueou uma sobrancelha e voltou a passar os dedos distraidamente pelas minhas coxas, traçando desenhos invisíveis.
Engoli em seco, tentando ignorar o calor que subia pelo meu corpo.
— Você faz isso de propósito. — Murmurei, desviando o olhar para a tela da TV.
— Fazer o quê? — Ele perguntou inocentemente, mas o sorriso em seus lábios entregava que ele sabia exatamente o que estava fazendo.
— Nada. — Respondi, ajeitando minha postura e me afastando um pouco, mas o gesto não passou despercebido por ele. Era insuportável o quanto ele mexia comigo sem fazer nenhum esforço consciente. A cada dia que passava, meu corpo parecia reagir ainda mais ao dele. Fechei os olhos, tentando espantar os pensamentos sujos que surgiam.
— Tá inquieta por quê? — Ele perguntou, se aproximando de novo. Antes que eu pudesse responder, ele passou os braços pela minha cintura, puxando-me para mais perto. — Que foi?
Foi minha deixa. Segurei o rosto dele e o beijei. Não era um beijo calmo, mas cheio de urgência, e ele respondeu à altura, aprofundando o gesto sem hesitar. Em um impulso, subi em seu colo, enquanto ele afastava meu cabelo dos ombros, os lábios agora descendo pelo meu pescoço.
— Ih, tá animadinha, hein? — Ele murmurou contra minha pele, a voz rouca e carregada de humor.
— O que você acha? — Respondi com ironia, tentando soar controlada, mas a maneira como ele beijava minha clavícula deixava claro que eu estava longe disso.
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case thirty nine:season two
ספרות חובביםApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
