Second season:two hundred and fifty-eigth
★ A briga é de vocês ★
A tensão na sala estava insuportável. Bárbara, com uma expressão que só ela sabia fazer, foi até o quadro das pistas e pegou os papéis. Ela leu rapidamente, e enquanto isso, Milena entrelaçou as mãos na frente do corpo, um reflexo claro de sua frustração crescente. Carolina não se conteve.
— Você devia ir lá, Denvers. Você não faz nada mesmo. — Decker disse sem filtro, e o impacto daquelas palavras fez Milena bater as mãos na mesa.
— Eu te ajudo o tempo todo! Você que só sabe olhar pra si mesma! — Milena gritou, o tom de voz mais alto do que o necessário, deixando claro que a paciência dela estava no limite.
A situação só piorou.
— Pelo menos eu não deixo de fazer as coisas por medo! Você não se arrisca pra nada, tem uma vida monótona! — Carolina lançou, com um desprezo que não escondia. Aquela era uma ofensa direta e um ponto de ruptura, eu sabia que o inferno estava prestes a começar.
O volume das vozes aumentava, e eu sabia que, se não fizéssemos nada, aquilo acabaria em um caos. Eu me encolhi na cadeira, sentindo que a sala inteira estava prestes a explodir. Marcos observava as duas com uma curiosidade que só ele sabia como disfarçar. Victor, Bianca e Bárbara estavam apenas olhando sem paciência, claramente entediados com a situação, mas ninguém sabia exatamente o que estava causando tanto estresse.
— Pelo menos eu não sou uma pessoa insuportável de se conviver! Ninguém te suporta, Carolina! — Milena gritou, sua frustração agora evidente.
Carolina, sem perder a postura, respondeu com um sorriso sarcástico.
— Ah, olha quem está falando. — E antes que alguém pudesse intervir, Marcos tentou.
— Eu acho que... — Mas foi interrompido por um grunhido irritado de Milena.
— Você nem se atreva a defender a Decker! — Milena gesticulou com raiva, e a loira bufou.
— Eu não preciso que ninguém me defenda! — Carolina disparou, o tom de sua voz cortante, mas sem ceder.
Marcos, como sempre, tentou apaziguar os ânimos.
— Garotas, por favor, se acalmem. — Ele disse, sua voz calma contrastando com o barulho crescente.
— A gente ainda nem começou o dia. — Eu tentei intervir, mas a situação já tinha escalado demais.
— Perdemos quinze minutos. — Bianca falou de maneira seca, claramente impaciente.
Eu sabia que aquilo não iria acabar bem, mas precisava que a reunião seguisse.
— Olha... — Victor tentou intervir, mas foi interrompido mais uma vez pela voz explosiva de Carolina.
— Eu posso ser insuportável de conviver. Mas a Denvers é princesinha demais, Marcos não leva nada a sério, Carter é introvertido demais, Jones é orgulho demais, Santiago é escandalosa demais, é Bárbara e arrogante demais! — Carolina soltou, a raiva agora sem filtro.
— Opa, eu não tenho nada a ver com isso. A briga é de vocês. — Levantei a mão, tentando me isentar de qualquer envolvimento.
E foi nesse momento que o caos se instalou. A sala se preencheu com gritos, discussões sobre egos, falhas passadas e piadas de mal gosto. Eu me encolhi ainda mais na cadeira, desejando que aquele momento passasse. Por que, às vezes, parecia que estávamos agindo como adolescentes em uma sala de aula? Nem parecia que éramos agentes do FBI, responsáveis por resolver casos de vida ou morte.
Meu celular vibrou, e eu olhei para ele, tentando me distrair da confusão ao meu redor. Resolvi ignorar o barulho crescente da briga.
{♠︎}
Alisson: Oie, tô em casa :)
Você: Aaa que bom! Chegou bem?
Alisson: Siim, melhor impossível. E você como tá?
Você: Bem, esperando o novo caso.
Alisson: Eu tô te atrapalhando?
Você: Não, de jeito nenhum, você nunca me atrapalha ;)
Alisson: figurinha
Você: Enfim, fico feliz por você. Se precisar de alguma coisa, eu tô aqui.
Alisson: Aa, na verdade, você podia me ajudar sim... você podia sair comigo um dia desses ;)
Você: Rsrsrsrs, saio sim.
{♠︎}
Um frio na barriga. Não consegui evitar. As brigas continuavam ao fundo, mas eu estava absorto em minha conversa com Alisson. A tela do celular estava piscando enquanto ela digitava algo em resposta, mas antes que eu pudesse ver, Bárbara se irritou de vez. Ela socou o quadro de pistas com força, três vezes, para chamar a atenção de todos. O som ecoou pela sala, e todos olharam para ela, parando de gritar imediatamente.
— Vocês estão parecendo crianças, puta que pariu. O foco é o caso, não vocês. Caso não se lembrem, vida pessoal não se mistura com a vida profissional. — Bárbara disparou, com um tom de autoridade que a fez ser ouvida por todos. Ela suspirou pesadamente, visivelmente cansada. — Carolina, você sai.
Carolina não contestou, apenas bateu o pé e saiu, sem dizer uma palavra. O silêncio que tomou a sala depois disso foi quase desconfortável. Bárbara, com um sorriso sarcástico, olhou para todos.
— Agora sim, podemos começar? — Ela perguntou, como se fosse a única pessoa sensata na sala.
E finalmente, a reunião poderia prosseguir.
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case thirty nine:season two
FanfictionApós um mês de intensa investigação, a verdade finalmente vem à tona: a misteriosa mafiosa conhecida pelo codinome Ariel é revelada. Mas essa descoberta é apenas o começo de um jogo ainda mais perigoso. Bárbara Sevilla e Victor Jones agora enfrentam...
