Capitulo duzentos e vinte e um.

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Second season:two hundred and twenty-one
Porque eu tava tentando te qfastar ★
{Seattle, Washington}
<Bárbara Sevilla Narrando>

Sentada no carro, sozinha, o peso do que eu havia dito a Victor finalmente me atingiu. Não fazia sentido continuar machucando ele, afastando quem, no fundo, eu mais queria perto de mim. O arrependimento queimava no peito, mas era difícil admitir isso até para mim mesma. Soltei um suspiro frustrado, esfregando o rosto com as mãos. Eu precisava resolver isso, agora.

Saí do carro em passos rápidos e me coloquei na frente dele, bloqueando seu caminho. Seus olhos, confusos e pensativos, se encontraram com os meus.

- Victor. - Coloquei as mãos em seu peito, impedindo que ele continuasse andando.

- O que foi? Ainda temos que manter o disfarce. - Sua voz estava fria, mas não o suficiente para esconder a mágoa.

- Que se dane o disfarce. - Minhas palavras saíram com raiva, quase cuspidas. - O meu assunto é com você.

- Bárbara...

- Dá pra parar de fugir de mim e me escutar?!

- Eu não estou fugindo de você.

- Por favor. - Minha voz quebrou um pouco, e ele desviou o olhar, olhando para o chão. - Desculpa.

- Está dizendo isso da boca pra fora. - Ele rebateu, a frustração evidente.

- Não estou. - Insisti.

- Bárbara, você me odeia desde o dia em que chegou. Você não se importa com ninguém, muito menos comigo. - Ele cruzou os braços, como se estivesse se protegendo de mim. - Isso que você falou... nem foi o pior. Você sempre fala assim.

Eu senti o golpe. Ele estava certo. Eu era impulsiva, sempre soltando palavras afiadas sem pensar no impacto. Mas agora... agora era diferente.

- Eu não quis te chatear. Foi impulsivo. - Admiti, tentando segurar o peso da culpa que me sufocava.

- Sempre é. - Ele passou a mão pelo rosto, exausto. - Por que isso seria diferente agora?

Ficamos em silêncio, trocando olhares que transbordavam mágoa e cansaço. Eu balancei a cabeça, tentando afastar o que não queria admitir.

Porque agora eu me importo com você, idiota.

Engoli a resposta antes que pudesse sair e desviei o olhar para o chão, sentindo a dor crescendo dentro de mim.

- Quantas vezes eu já te pedi desculpas? - Minha voz voltou mais firme, mas com um peso por trás. Ele não respondeu. - Eu não estou dizendo isso da boca pra fora.

Dessa vez, ele finalmente me encarou, os olhos carregados de dor.

- Por que você está tão preocupada agora? - Ele continuou, a voz subindo um pouco. - Você só se importa com você mesma. Você é a pessoa mais egoísta e arrogante que eu conheço!

Aquelas palavras me atingiram em cheio, como uma faca no peito. Eu sentia um nó na garganta, e, pela primeira vez, percebi que eu não queria que ele me visse dessa forma. Era angustiante.

- Nos últimos três anos, eu aguentei sua arrogância, seu sarcasmo, suas explosões de raiva, e você nunca se importou com o que isso me causava. - Ele deu um passo para trás. - O que mudou agora?

Eu respirei fundo, sentindo as emoções que estavam presas por tanto tempo começando a transbordar.

- Eu... não sei. - Respondi, quase num sussurro. - Mas não foi sincero. - Completei, sentindo o peso da confissão.

- Se não foi sincero, por que continua agindo assim? - Ele perguntou, a voz carregada de frustração.

- Porque... - Minha voz saiu baixa, hesitante. - Porque eu estava tentando te afastar.

Ele me olhou, chocado por um momento, antes de balançar a cabeça em descrença.

- Por que você afasta quem gosta de você? - Ele perguntou, quase em desespero, sua voz suavizando. Eu dei de ombros, incapaz de formular uma resposta. - Parabéns, Bárbara. - Ele continuou com a voz fria. - Você conseguiu o que queria. Eu vou ficar bem longe de você.

E com essas palavras, ele virou as costas e foi embora, me deixando ali, parada, com o gosto amargo da verdade e das consequências do meu próprio medo.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora