Capítulo duzentos e cinquenta e um.

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Second season:two hundred and fifty-one
Eu te levo pra sua casa ★
{Tacoma, Washington}
<Bárbara Sevilla Narrando>

Mesmo não sendo o ideal, resolvi caminhar de madrugada para ver se conseguia esquecer um pouco dos meus problemas. O vento gelado batia no meu rosto, bagunçando meus fios de cabelo. A rua era iluminada pela luz da lua e pelos postes de luz. Eu já havia perdido a conta de quão longe estava de casa.

A briga com meu pai rondava minha cabeça, junto com o abandono da minha mãe. A dor de me sentir sozinha se misturava com a frustração. Minha mente estava a mil, e eu respirei fundo para não surtar. Sair ao ar livre de madrugada sempre me ajudou a me acalmar.

Os trovões e relâmpagos anunciavam a chegada da chuva. Escondi as mãos no vestido de manga longa de lã que eu usava e abracei meu próprio corpo, sentindo arrepios pela mudança de clima. Era melhor eu ir para casa. Os carros aceleravam a velocidade ao meu redor, mas eu não tinha pressa.

Assim que pensei em ir para casa, a chuva forte começou. Os trovões ficaram mais frequentes e, em menos de um minuto, eu estava encharcada. Minhas roupas estavam ensopadas, e eu tremia de frio, longe de casa.

— Ah, obrigada, universo, sempre tão justo — ironizei a mim mesma, enquanto a água escorria pelo meu rosto.

Acelerando o passo, decidi que precisava voltar. Ao atravessar a rua, um carro freou bruscamente à minha frente, e eu murmurei um xingamento baixo. O carro parou, e o vidro abaixou, revelando Victor. É claro, em uma cidade enorme, eu acabaria esbarrando com quem menos queria.

— O que você está fazendo na rua? São uma da manhã, Bárbara — ele disse, e eu o olhei com desdém.

— Estou usando drogas, quer? Dez dólares — debochei, e ele revirou os olhos.

— E você está fazendo o que? — eu retruquei, minha voz cheia de sarcasmo.

— Buscando gente como você para assaltar — ele disse no mesmo tom, e eu franzi a testa.

— Como eu, agente do FBI? — ironizei, e ele me olhou com desdém.

— Garotas como você, que só andam de preto e afastam as pessoas — ele retrucou virando o rosto rapidamente, e eu me senti atingida.

— Eu saí para espairecer — murmurei tentando ignorar seu último comentario e passando a mão pelo rosto enquanto a chuva se intensificava.

— Você não é a única — ele respondeu, e eu suspirei, sentindo a frustração crescer dentro de mim. — Eu te levo para casa — Victor disse, e eu ri levemente, cheia de zombaria, balançando a cabeça negativamente.

— Não.

— Bárbara — Victor insistiu. — Vai ficar aí e andar quarenta minutos na chuva?

— Prefiro ficar doente do que ouvir suas críticas de novo — falei com rispidez, e ele abriu a porta do passageiro.

— Eu não vou prometer nada — ele falou, e eu o olhei inexpressiva.

— Achei uma coisa sua — ele acrescentou, e eu arqueei as sobrancelhas, intrigada.

Ele me olhou com um desafio nos olhos, e eu olhei para a chuva que se intensificava. Me xinguei mentalmente por ter me metido nessa. No fundo, havia algo reconfortante em sua presença, apesar de todas as brigas.

— O que você achou? — perguntei, tentando desviar o foco da situação.

— Algo que pode ser importante — ele disse, o tom de sua voz mudando. A curiosidade me venceu, e relutantemente, entrei no carro. A água escorria pelo meu corpo, e eu me senti estranhamente aliviada por estar ao seu lado, mesmo com toda a tensão entre nós.

A chuva forte batia contra o carro enquanto a gente se encarava, um silêncio pesado pairando entre nós. O olhar de Victor era sério, e eu sentia que ele queria me dizer algo, mas não conseguia encontrar as palavras certas. O que eu não sabia era que essa noite, apesar de tudo, poderia ser o início de algo inesperado.

case thirty nine:season twoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora